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Por que James Gray fez ‘Paper Tiger’? Saiba tudo sobre filme estrelado por Miles Teller e Adam Driver

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James Gray é um mestre em divagações. Se você tiver a oportunidade de encontrar o cineasta veterano por trás de filmes como Fuga para Odessa (1994), Ad Astra – Rumo às Estrelas (2019), Armageddon Time (2022) para um bate-papo informal, você se verá maravilhosamente tonto com tantos desvios. Se o seu objetivo é entrevistar Gray sobre um filme, no entanto, te desejamos boa sorte para se manter no assunto.

Mal nos sentamos nos fundos do Hotel Carlton em Cannes para conversar sobre Paper Tiger, seu mais recente thriller no festival alguns dias antes, e um comentário casual sobre uma jaqueta vintage nos leva a uma conversa profunda. Uma lista parcial dos assuntos discutidos com paixão incluiria: a história duvidosa da origem de Hollywood, Ed Sullivan, Touro Indomável (1980), YouTube, David Lynch (com direito a uma imitação absolutamente perfeita do falecido cineasta; Gray é um ótimo imitador), a vez em que o diretor de Casablanca (1942), Michael Curtiz, supostamente matou várias pessoas em um set de filmagem, a dor existencial de uma xícara de café ruim, as primeiras demos dos Beatles para a Decca Records e por que Ringo Starr ainda é muito subestimado como baterista (“Eles não se chamam Guitar-als, não se chamam Bass-als, eles se chamam os porra dos Beatles!”).

Quando o assessor de imprensa reaparece para fazer o gesto universal de “encerrar as atividades”, mal começamos a entender o filme em si, estrelado por Miles Teller e Adam Driver como irmãos que vivem nos bairros periféricos de Nova York por volta de 1986. Teller interpreta Irwin Pearl, um engenheiro com uma esposa amorosa, Linda ( Scarlett Johansson); dois filhos adolescentes, Scott (Gavin Goudey) e Benjamin (Roman Engel); e uma vida confortável de classe média. Esta é a era Reagan, e “confortável” não é suficiente. A casa poderia ser melhor, o carro poderia funcionar melhor, a mensalidade da faculdade poderia ser mais fácil de pagar sem comprometer suas finanças. Irwin tinha aspirações por algo maior e mais grandioso. Ele quer que seus filhos se orgulhem dele. O cara só precisa da oportunidade de alcançar aquele sonho tão difícil de alcançar.

Entra em cena Gary Pearl (Driver), um ex-policial que usou suas conexões para fazer negócios lucrativos e se deu muito bem: um BMW, ternos italianos chamativos, e até conseguiu que o restaurante Peter Luger’s Steakhouse fornecesse o jantar para seus parentes em uma noite de semana. Gary quer envolver seu irmão em um negócio potencialmente lucrativo, que envolve imigrantes russos abrindo um comércio perto do Canal Gowanus. O canal do Brooklyn precisa urgentemente atender aos padrões de poluição, e Gary acha que ele e Irwin podem fazer fortuna como “consultores” para esses novos empresários. O único problema em relação a esse plano ambicioso é a máfia russa. E esse problema acaba se revelando bem grande.

Com sua ênfase em família, corrupção, submundo do crime e a história de sucesso americana, Paper Tiger marca o retorno de Gray ao estilo cru e nostálgico que o consagrou como cineasta americano com um apurado senso de autenticidade regional. E assim como em Armageddon Time, seu drama de amadurecimento de 2022 ambientado no Queens do início dos anos 80, há, segundo o próprio Gray, muitos elementos autobiográficos.

O filme tem inclusive um produtor brasileiro, Rodrigo Teixeira, da RT Features (indicado ao Oscar por Me Chame pelo Seu Nome e Ainda Estou Aqui), que já produziu Ad Astra e Armageddon Time ao lado de Gray.

A recepção em Cannes foi quase arrebatadora, e o filme tem boas chances de render a Gray sua primeira Palma de Ouro. Independentemente de sair do festival de mãos vazias ou não, é uma vitória para o cineasta.

Após agendar uma entrevista de acompanhamento, Gray participa de uma chamada de vídeo pelo Zoom no dia seguinte, enquanto está em um barco (uma longa história), e continua falando abertamente sobre a gênese de Paper Tiger, sua conexão com seu filme anterior, sua decisão de retornar a um tipo de narrativa mais intimista e muito mais. Esta entrevista foi extraída de ambas as conversas e editada para maior clareza, concisão e com o mínimo de referências a Ringo Starr.

Então, você mencionou a coletiva de imprensa em que parte disso vem de uma viagem à União Soviética em 1984 …
Sim, minha memória dessa viagem é muito clara. Eu estava lá como estudante — e o país estava em ruínas. Nada funcionava, e o país tinha começado a perceber que estava em um estado de esclerose. Foi então que a glasnost, a perestroika, a introdução das reformas de mercado chegaram à Rússia, e as rachaduras na ditadura socialista começaram a se abrir.

Então, o que eu estava tentando fazer com o filme era essencialmente dizer o seguinte: tudo começa aí. Esse é o início do momento em que o mercado se torna Deus, e nesse caso todos os componentes morais e éticos do nosso comportamento se tornam nulos e sem efeito. Tudo se torna transacional. Não existe a noção de bem ou mal. Não existe a noção de se estamos do lado certo. Nós somos os mocinhos. É tudo: o que você pode fazer por mim? Porque isso é corrupção pura e simples, as forças do mercado dizendo: “Vou ganhar o máximo de dinheiro possível.”

Como essa mudança geopolítica tão grande e profunda levou a uma história sobre uma família no Queens?
Há muito tempo eu buscava uma ideia para uma história sobre o momento atual, marcado pela supremacia incontestável da economia de mercado sobre tudo — qual é o custo? Qual é o preço que pagamos por isso? E sabe aquela citação dos gregos que abre o filme? Talvez seja demais. Mas me parece tão perfeita: “Que haja riqueza sem lágrimas, o suficiente para o sábio que nada mais sabe”. Em outras palavras, a busca pela riqueza por si só é um fim sem sentido e falido. Se estiver desvinculada de quem somos no âmbito espiritual e da alma, ficaremos à deriva.

A ideia do filme era: o que acontece quando você pega uma família nuclear, com um pouco de ambição, mas muito amor dentro dessa unidade, e essa família é apresentada ao mercado de trabalho? E aos sonhos de tentar ficar rico, desprovidos de considerações éticas e morais? É isso que a destrói.

Essas ideias começaram a rondar minha cabeça. Como posso expressar isso em uma história? E usei, claro, minhas próprias experiências de adolescência, juntamente com a coisa mais formativa que vivi, que foi meu pai… [Longa pausa]

Meu pai, minha mãe, meu irmão e eu éramos todos muito problemáticos. Claro, toda família é problemática, não é? Tolstói já nos disse isso há muito tempo. Mas ainda tínhamos muito amor, e em um intervalo de dois meses, fui para a escola de cinema da USC, a 4.800 quilômetros de Nova York. Meu irmão tinha se tornado independente. Minha mãe morreu de câncer no cérebro e meu pai começou a ter problemas com a justiça, o que acabou levando-o à prisão. Então, aquela família que eu conhecia — que significava tudo para mim — se desfez completamente . Os problemas do meu pai eram inteiramente devido à sua ambição de ganhar muito dinheiro. Ele tinha tudo o que queria, tudo o que precisava, tinha esposa e filhos. Tudo estava indo bem, e em dois meses, tudo acabou. Tenho lutado contra essa perda desde então. Consigo ver isso agora, até mesmo com meus próprios filhos.

Seu filme anterior, Armageddon Time, era explicitamente autobiográfico. É basicamente uma obra de memórias.
É sim.

O quão autobiográfico é Paper Tiger ? Considerando o que você acabou de dizer sobre sua família, eles parecem muito semelhantes aos Pearls…
Quero dizer, no caso de algo como Armageddon Time, 98% é factual e autobiográfico. Com este, é cerca de 90%. Então, não é uma autobiografia, mas sim, é muito próximo.

O personagem de Adam Driver — o tio extravagante, arrogante e influente — também é baseado em uma figura da vida real?
O tio não é uma invenção, na verdade… ele é uma composição de duas pessoas. Tem o meu tio, que já faleceu há muito tempo, e um dos sócios do meu pai. Mas eles eram muito parecidos em alguns aspectos, então eu combinei os dois. É uma composição, porque, sabe, em um filme, não é como uma minissérie. Você tem que condensar as coisas.

Mas o objetivo disso não é apenas recontar os fatos da sua vida. A questão é: qual o atalho para tentar colocar o máximo de si mesmo possível ali sem ser óbvio? Sabe, uma das coisas incríveis de que me lembro é que, quando meu irmão e eu éramos pequenos — acho que eu tinha uns 11 anos e meu irmão uns 13 —, fomos ao cinema Sutton, na Rua 57, que já não existe mais, e assistimos a Touro Indomável. Lembro… isso é uma confissão horrível.

É um espaço seguro, James. Continue.
Lembro que rimos muito durante o filme. Olha, nós realmente adoramos, mas achávamos que era como o nosso bairro, onde o cara abria a janela e dizia [na voz de Robert De Niro]: “Ei, Larry, você vai encontrar aquele cachorro morto no corredor, Larry!”. Nós ríamos porque era a primeira vez que víamos um filme no cinema com personagens parecidos com os do nosso bairro, e reconhecíamos a honestidade daquilo. Você está sempre tentando incorporar esse nível de verossimilhança em seus filmes. Então, a ideia principal é que eu roubei tudo isso da minha própria experiência.

Como você acabou escalando seus três protagonistas?
Então, você conhece o Criterion Channel?

Risos ] Sim, James, eu conheço o Criterion Channel.
Claro que conhece. Eles foram muito generosos em exibir vários dos meus filmes como parte de uma série, e acho que o Adam Driver, que também é viciado no Criterion Channel como você, os assistiu. Quer dizer, acho que ele já tinha visto alguns dos outros, mas o Adam assistiu a todos de uma vez. Aí ele entrou em contato comigo e disse: “Por que não fazemos alguma coisa juntos?”. Eu acho que ele é um ótimo ator, então escrevi o papel para ele.

E então, com os outros dois personagens, a base original surgiu em discussões, na verdade com Anne Hathaway e Jeremy Strong, como uma espécie de… Não quero dizer que foi concebido como uma sequência de Armageddon Time, porque eu sempre quis fazê-lo em um estilo um pouco diferente. Mas, na falta de uma palavra melhor, digamos “sequência”.

É, eu queria te perguntar sobre isso. Havia rumores de que eles iriam meio que reprisar esses papéis…
Certo. Aí a Annie me disse: “Bom, estou fazendo A Odisseia do Christopher Nolan.” Então eu perguntei para o Chris: “Quanto tempo vocês vão filmar?” Ele me disse: “Sete meses.” Eu disse: “Bom, isso não vai dar certo para ninguém!” E o Jeremy estava fazendo um filme do Aaron Sorkin, que eu acho que é a sequência de A Rede Social, certo? “Ok, quando você terminar, talvez a gente possa fazer depois?” “Bom, depois disso, eu faço uma minissérie…” Que, aliás, ele ainda está filmando! Aquilo não acaba nunca.

Então eu disse: “Ok, droga — isso significa que nenhuma das duas estará disponível.” Então pensei: “Com quem eu quero trabalhar? Quem é uma mulher de Nova York, judia, que realmente entenda esse mundo?” E então me dei conta: “Quem é a maior estrela feminina do mundo agora? É uma mulher judia de Nova York!” Então escrevi uma carta para Scarlett. Eu a tinha conhecido uma vez em outro projeto, que acabou não acontecendo. E perguntei: “Você consideraria participar?” Ela leu a carta rapidamente e disse: “Eu adoraria fazer parte disso.”

Com Irwin… tive muita dificuldade porque não escrevi o roteiro pensando em nenhum ator específico, na verdade, já que a questão do Jeremy Strong foi resolvida bem rápido, antes mesmo de eu chegar à fase de esboço. Então, quando comecei a escrever, só tinha meu pai em mente, que era, de certa forma, um cara intelectual, mas também tinha um ar operário, meio bruto — quase como um jovem James Caan. E pensei: “Bem, quem diabos é esse ator?”. Não conseguia pensar em ninguém judeu de Nova York ou de perto.

Então, certa noite, passou o filme Bleed for This (2016), e eu pensei: “Bem, aquele cara, Miles Teller, é fantástico, mas é muito jovem”. Então conversei com a agente dele. Ela disse: “Não, não, ele não é muito jovem. Do que você está falando? Marque uma reunião com ele!”

Fiquei tão agradavelmente surpresa com o charme dele, e ele é muito brincalhão — gosta de falar, tipo, do Ford Bronco dele e coisas assim. Ele não é nada pretensioso, e eu sabia que o Adam gostava muito dele, então eles teriam aquela química fraternal. O Adam e ele se adoram, e a Scarlett simplesmente adorou a ideia. Ele também é judeu, sabe, e de Nova Jersey, então eu pensei, bom, isso vai dar certo.

Tem uma sequência ótima perto do final em que o personagem do Adam está se escondendo num campo de capim alto, fugindo de uns bandidos — como você teve a ideia para isso?
Parte vem da vida real. Quando eu era criança, tinha um parque perto de Howard Beach, e meu irmão e eu nos perdemos no capim alto de lá. Aliás, aquele tipo de capim se chama Phragmites. É aquele mato alto. Muita gente me disse: “Ah, aquela cena no milharal” — mas, como você bem sabe, não tem milharal de verdade em Nova York. É só esse mato enorme num pântano. E eu me perdi, e isso me assusta até hoje, sabe? Eu ainda tenho pesadelos com aquilo, porque você perde completamente o senso de direção. Mas é um ótimo lugar para um tiroteio.

E a outra parte?
Eu tinha visto um filme fantástico chamado Rebelião (1967) com Toshira Mifune, que tem um final incrível em meio a um mato altíssimo, com pessoas atirando em Mifune. Você não as vê, mas ouve os tiros. E se eu fizesse o oposto? Sabe, onde você não ouve os tiros por causa do ambiente ou algo assim? Eu estava procurando por algo que tivesse uma espécie de importância cósmica, que o personagem fosse retornar à lama primordial, e que não tivesse uma atmosfera urbana.

Antes de fazer Armageddon Time, você vinha de uma sequência de filmes grandiosos e incrivelmente ambiciosos em termos de escopo:Era Uma Vez em Nova York (2014), Z: A Cidade Perdida (2016), Ad Astra. As pessoas comentaram que Armageddon parecia mais…
mais com o estilo clássico, mais voltado para as raízes, que eu fazia no início da minha carreira, sim.

Certo. E com Paper Tiger, você parece estar simplificando ainda mais as coisas e fazendo algo que lembra seus primeiros filmes. Houve uma decisão consciente da sua parte de voltar ao que você chama de “volta ao básico”?
Suponho que em parte tenha sido uma decisão consciente, na medida em que eu não queria deixar que a estrutura de um novo tipo de enredo ou estilo atrapalhasse o que eu realmente queria alcançar. Que era algo emocionalmente direto e sincero, e tentar eliminar toda a dependência de… [Pausa]

Quer dizer, veja bem, eu tenho muito orgulho, por exemplo, de Z: A Cidade Perdida. Não me arrependo de tê-lo feito. Foi uma experiência incrível e eu gosto muito do filme por vários motivos. Mas quando você vai para a selva, é algo incrivelmente difícil. Você se vê superando não apenas aspectos da narrativa, dos personagens ou da atuação, mas também precisa lidar com o desgaste físico diário e garantir que a história funcione dentro desse contexto. Desta vez, eu queria dizer: “Ok, vou me dar um espaço para trabalhar. Vou tentar me concentrar em uma expressão de amor o mais honesta possível. Vou me concentrar na melhor atuação possível para os atores.” Odeio dizer isso, mas acabou sendo uma decisão muito prática, na verdade, tentar evitar as armadilhas de tramas muito elaboradas, porque você não precisa disso. Quer dizer, você se lembra da trama de Touro Indomável?

Mais ou menos?
Touro Indomável é uma obra-prima. Touro Indomável não tem um enredo grandioso. O que você lembra é o impacto emocional que a obra teve em você. Eu estava buscando algo mais próximo disso. [Pausa] Acho que, para responder à sua pergunta com mais sinceridade, devo ter sentido, em algum nível, que deveria voltar ao que conheço e tentar ir mais fundo.

Eu li uma entrevista recente sua em que você disse que começou a trabalhar em Paper Tiger com uma pergunta central em mente: “Como fazer um filme cujo objetivo principal é a expressão do amor?”.
Eu disse isso? Que ótimo! [Risos]

É bom. Então, como se faz isso?
Muitas vezes na vida, o amor é representado pelas melhores intenções, mas as melhores intenções costumam ser péssimas. Linda quer salvar o marido não lhe contando que está doente. Irwin não lhe conta sobre o caso da máfia russa, então ela não se preocupa. Gary, provavelmente, sabe ou suspeita de algo mais sobre alguma atividade nefasta lá perto do canal. Ele é esperto. Mas quer que o irmão tenha sucesso como ele. Parece que ninguém conta nada para proteger ou ajudar alguém.

E por que Irwin se envolve nesse esquema, afinal? Ele quer ser um homem aos olhos dos filhos. Quando os filhos perguntam: “Por que temos que dirigir um carro tão ruim?”, é por isso que ele quer provar que é um homem. Todas essas coisas, esses erros, são na verdade expressões de que ele ama a pessoa e quer que ela ame a pessoa. Esse anseio é o desejo mais humano.

Para ser honesto: é impressionante que você consiga continuar fazendo filmes pessoais, focados nos personagens, com esse tipo de elenco, nos dias de hoje.
Gostaria de poder dizer que não é fácil fazer esse tipo de filme agora, mas é. Quer dizer, eu tinha 31 produtores executivos. É quase impossível. A minha opinião é a seguinte: se eu quisesse entrar no ramo do cinema só para ganhar muito dinheiro ou ser famoso, certamente muito dinheiro, eu provavelmente teria ido para o mercado financeiro. Se eu quisesse ser famoso — não tenho o menor interesse nisso, a menos que me ajude a conseguir uma boa mesa em um restaurante. Mas, conforme você amadurece, percebe que correr atrás da fama é uma tolice.

Então, o que resta? O que resta é uma versão diferente do que eu estava tentando expressar para vocês: o que eu, como pessoa que busca ser um agente moral e ético no planeta, posso fazer para contribuir com essa montanha de esforços que chamamos de progresso? O que posso fazer para somar a isso? E a verdade é que você soma a sua voz. Eu lutei para garantir que isso acontecesse, e obviamente envolve alguns sacrifícios. Mas são preços muito pequenos a se pagar pelo que considero o empreendimento mais belo que podemos tentar realizar.

Qual é?
Autoexpressão. Essa é a moeda corrente.

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