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‘As pessoas se envolvem de verdade’: Harold Perrineau comenta fenômeno de ‘Origem’

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Origem (From, no original), série de terror sobrenatural criada por John Griffin (A Cratera) e produzida pelos irmãos Anthony e Joe Russo (Vingadores: Ultimato), estreou nesta quinta-feira, 7 de maio, com seus dois primeiros episódios da 4ª temporada no catálogo do Globoplay, e continua intrigando o público.

Em entrevista concedida com exclusividade à Rolling Stone Brasil, o ator Harold Perrineau (Lost), intérprete de Boyd Stevens, reflete sobre o impacto da série, fala da relação intensa com os fãs brasileiros e explica por que Origem consegue transformar medo, mistério e emoção em uma experiência coletiva que vai muito além da tela. Confira a seguir na íntegra:

Origem mexe com medos bem universais, como ficar preso, perder o controle e não entender o que está acontecendo ao seu redor. Por que você acha que esse tipo de história conecta tanto com o público no mundo todo, especialmente em países como o Brasil, onde mistério e terror têm fãs tão apaixonados?

Harold Perrineau: Acho que esses medos universais ficaram muito fortes, especialmente depois da pandemia. Foi um momento em que tudo era novo, ninguém sabia exatamente o que estava acontecendo, e todo mundo ficou meio “preso em casa”, sem poder ir a lugar nenhum, tentando entender a situação.

Isso, por si só, já conecta muita gente à história, até num nível subconsciente. É uma das coisas que tornam a série tão envolvente. Além disso, existe esse medo básico que todos nós temos: o desconhecido. E, mais do que isso, o desejo de proteger a nossa família e as pessoas que amamos.

Origem traz muito esses elementos: o que está lá fora que pode machucar minha família? Como eu protejo quem eu amo? O que eu faço para manter todos seguros, mesmo quando a situação parece impossível? Eu acho que tudo isso faz com que a série ressoe muito com o público. E, com certeza, também com o público brasileiro.

Os fãs brasileiros costumam se jogar de cabeça em teorias, pistas e significados escondidos em séries como Origem. Como é, para você, ver o público se envolvendo com a história de um jeito tão ativo e investigativo?

HP: Os fãs são muito engajados e bastante ativos online, inclusive no Brasil. A gente adora ver as pessoas criando teorias, discutindo e compartilhando ideias juntas.

Esse senso de experiência coletiva é extremamente importante, e é uma das coisas que tornam Origem tão especial. Para mim, essa experiência coletiva é justamente o que faz a série se destacar. Hoje em dia, existem muitas séries que parecem meio “separadas” do público, como se fossem algo distante.

Mas com Origem não é assim. Não é só assistir passivamente, você se envolve, e a série também “se envolve de volta” com você. Existe uma troca. E acho que essa mistura, essa conexão entre a série e o público, é algo muito especial. Sinceramente, não sei se há muitas séries por aí que consigam criar esse tipo de experiência do mesmo jeito. É algo mesmo único e especial.

A série acabou formando uma comunidade de fãs bem engajada na internet, inclusive no Brasil, onde o público adora trocar teorias e discutir os mistérios da série. Na sua opinião, o quanto essa experiência coletiva faz diferença para tornar Origem tão especial?

HP: Eu acho que isso é uma das coisas mais importantes sobre a série, o fato de termos um público ativo, assim como um elenco e uma equipe também muito envolvidos. Não é só assistir ao episódio e pronto. As pessoas também participam ao vivo nas redes sociais, comentam no X, no YouTube e em várias outras plataformas. Isso tudo faz parte da experiência.

Apesar de Origem não ser uma série gigantesca, acho que esse engajamento é justamente o que a torna especial. Você não está apenas sentado assistindo passivamente, está também acompanhando, comentando, discutindo. As pessoas dizem o que acharam, se gostaram ou não de certos elementos, tentam interpretar o que tudo significa, trocam ideias com amigos ou com outros fãs online.

E eu acho que essa é uma parte muito divertida de assistir a Origem: essa troca constante, esse envolvimento ativo com a história e com outras pessoas.

Para o público brasileiro, que está assistindo à série no Globoplay, o que você acha que torna este o momento perfeito para entrar, ou voltar, ao mundo de Origem?

HP: Para o público brasileiro que está assistindo agora no Globoplay, este é um ótimo momento para começar ou voltar à série. Se você está chegando agora, é a hora perfeita para mergulhar na história desde o começo e entender tudo o que está acontecendo. A série já começa intensa desde o primeiro episódio, e as apostas só aumentam a partir daí.

E se você gostar dos personagens e da história, provavelmente vai querer voltar e assistir de novo para pegar detalhes que podem ter passado despercebidos, e assim conseguir acompanhar tudo melhor. Para quem já é fã e está acompanhando com a gente há um tempo, agora também é um momento muito empolgante. Estamos chegando mais perto de respostas, mais do que nas temporadas anteriores.

Parece que, nesta fase, tanto os personagens quanto o público estão começando a juntar as peças do quebra-cabeça. As pessoas na cidade estão conversando mais entre si, tentando entender o que está acontecendo, e nós, como espectadores, estamos fazendo exatamente o mesmo. Então é um ótimo momento para entrar nessa jornada, porque tudo está ficando mais claro, mas também mais intenso e cheio de surpresas.

Muita gente acaba associando Origem a Lost: seja pelo clima de mistério, pela atmosfera ou até pelos nomes por trás da produção. Pensando no público brasileiro, que adora esse tipo de história, o que você acha que faz Origem ter esse ar familiar, mas ao mesmo tempo ser uma série totalmente única?

HP: Eu sei que muitos fãs brasileiros fazem essa conexão, e uma das coisas que eu acho realmente incríveis em Lost é que, embora existisse todo aquele mistério, no fundo a série sempre foi sobre os personagens. E Origem também é assim. No fim das contas, é uma história sobre pessoas: sobre quem elas são, como se relacionam e como lidam com situações extremas. Acho que a série fez um ótimo trabalho ao criar personagens com os quais o público consegue se conectar e se envolver de verdade.

Por isso, eu acho que é isso que mantém as pessoas engajadas e querendo descobrir mais. Você pode ter mistérios, enigmas e teorias o dia todo; mas, se você não se importa com os personagens, não vai se importar com o que acontece com eles. E acho que, em Origem, o público realmente se importa com essas pessoas dentro dessa “caixa de mistérios”. Isso é algo muito especial, e é o que faz a série parecer familiar no melhor sentido, mas ainda assim única.

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