Música
A banda de rock progressivo que Dave Grohl nunca curtiu

O rock progressivo é um gênero que divide opiniões, e para o líder do Foo Fighters, Dave Grohl, a relação com uma das principais bandas do estilo simplesmente não dá liga. Embora curta outros grupos dessa seara, como o Rush, o músico revelou que nunca conseguiu apreciar o Yes.
Grohl admitiu que, apesar da importância técnica e histórica da banda britânica, a sonoridade do Yes nunca “bateu”. Essa aversão é curiosa porque, segundo ele, o saudoso baterista do Foo Fighters, Taylor Hawkins, era um grande apreciador do Yes e sempre tentava convencê-lo a gostar do grupo.
Em declaração ao canal Off the Record (via Far Out Magazine), Grohl comentou:
“Taylor era um grande fã do Yes e já nos presenteou com vários vídeos de shows da banda. Claro, eu cresci ouvindo os sucessos no rádio, então tenho muito respeito por (Bill) Bruford e o resto da banda. Mas às vezes o prog rock realmente não me agrada. Eu sempre consegui curtir o Rush, mas o Yes sempre me pareceu hippie demais.”
Taylor Hawkins e Yes
Ao contrário de Dave Grohl, Taylor Hawkins era um fervoroso admirador do rock progressivo e do Yes. A paixão do baterista pelo gênero era tão grande que ele se tornou amigo do baixista Chris Squire e até desempenhou um papel fundamental na história recente do grupo.
Foi Hawkins quem indicou seu amigo de infância, Jon Davison, para assumir o posto de vocalista do Yes em 2012. A sugestão foi aceita, e Davison se juntou à banda, inicialmente, para uma turnê na época. Ele permanece na formação até hoje.
Dave Grohl e o Rush
Se o Yes não conquista o coração de Dave Grohl, o mesmo não pode ser dito de outro gigante do prog: o Rush. Na verdade, Dave até credita sua decisão de se tornar baterista a um disco específico do trio canadense.
Em entrevista ao NME (via site Igor Miranda), ele contou:
“Acho que eu estava na terceira série, tinha talvez uns nove anos, e um primo que morava em Chicago, Trip, me deu o álbum 2112. Fui até o quarto dele, acho que ele estava fumando maconha, senti o cheiro de incenso. Vi a capa do disco e ouvi o álbum. Foi realmente a primeira vez que ouvi um baterista à frente de uma banda. Neil Peart era inovador, um deus da bateria lendário. Eu levei o álbum para casa e isso me fez me apaixonar. A sua bateria é como uma nave espacial.”
Ele concluiu:
“Quando eu ganhei o 2112, tinha oito anos de idade. Isso mudou o rumo da minha vida. Ouvi a bateria. Isso me fez querer ser baterista.”
+++ LEIA MAIS: Foo Fighters vai acabar? Dave Grohl responde
+++ LEIA MAIS: Demissão de Josh Freese do Foo Fighters enfim é explicada por Dave Grohl
+++ LEIA MAIS: Quando Dave Grohl notou que o fim de Kurt Cobain e Nirvana estavam próximos
