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Filho do Piseiro: Da Calçada à Fama com a ‘Boca do Médio Grave’ e Estrutura de Popstar

Everton da Silva de Souza, amplamente conhecido como Filho do Piseiro, conquistou o cenário musical ao viralizar com o bordão 'Buhhh, buhhh, e vai queimar as caixas, é?', que simula a potência de um sistema de som automotivo. Aos 23 anos, o amazonense, que cresceu na comunidade do Caldeirão, em Iranduba, alcançou o topo das plataformas de streaming de forma independente. Com duas músicas, incluindo 'Raparigas' e 'Meu Pai Paga a Minha Faculdade', ele acumulou mais de 22 milhões de reproduções no Spotify, impulsionado pela sua peculiar técnica vocal da 'boca do médio grave'.
A Inovação Vocal do 'Médio Grave'
A técnica de Filho do Piseiro não exige equipamentos de distorção, mas sim a habilidade de encontrar uma frequência específica na caixa torácica. O cantor explica que é preciso 'procurar a ressonância na caixa dos peitos', comparando o processo a Dory falando 'baleês' no filme 'Procurando Nemo'. Ao encontrar essa ressonância interna, basta introduzir a letra 'B' e liberar o ar, resultando no característico 'Buh Buh' que se tornou sua assinatura.
Da Calçada ao Palco: A Trajetória Antes da Fama
Antes de se tornar Filho do Piseiro, Everton Silva tocava 'voz e violão' na calçada de um açougue em Manaus, buscando oportunidades em festas de aniversário e confraternizações. Sua gestão de carreira era informal, resultando em muitos 'golpes' devido à falta de conhecimento sobre cobrança e contratos. O pontapé inicial veio com um investimento de R$ 1 mil do seu tio, que possibilitou a compra de equipamentos básicos como violão, microfone, pedestal e uma caixa de som. Inicialmente influenciado pelo sertanejo, sua virada para o piseiro, integrando forró de vaquejada, teclado eletrônico e a imitação da 'caixa cachorra', foi crucial para sua identidade artística.
A Virada de Chave: O Vídeo Viral
O reconhecimento nacional chegou após a viralização de um vídeo de Everton cantando 'Meu Pai Paga a Minha Faculdade' em um show. A faixa, posteriormente regravada com a dupla Claudio Ney & Juliana, alcançou 7,5 milhões de reproduções no Spotify. O conteúdo foi amplamente compartilhado por páginas de esportes e celebridades como Juliette e Neymar, catapultando sua carreira. Essa projeção o levou a mudar para o Ceará, facilitando a logística de shows, e a conhecer figuras como o influenciador Toguro e o empresário João Adibe. Ele também fez aparições em programas como The Noite, Domingo Legal e o podcast Podpah, refletindo sobre sua ascensão meteórica como um sonho realizado.
Filho do Piseiro: Um Popstar Empreendedor e 'O Rei do Médio Grave'
Atualmente, Filho do Piseiro opera como uma 'empresa independente', gerenciando sua própria carreira sem o suporte de uma gravadora. Seus cachês podem atingir a casa dos R$ 80 mil por apresentação, como exemplificado em seu show de Carnaval em Itapipoca, Ceará. Com mais de 3 milhões de seguidores nas redes sociais, ele agora possui uma estrutura completa de popstar, incluindo banda, staff, videomaker, produtor, camarim e até um ônibus próprio. Apesar do sucesso, ele enfatiza que os ganhos são reinvestidos na estrutura da sua carreira, visando solidificar seu projeto musical. A equipe do artista utiliza a sigla 'FDP' (Filho do Piseiro) em materiais de divulgação com um toque de humor, acompanhada de slogans como 'O Rei do Médio Grave' e 'Só Poesias no Médio Grave', reforçando sua identidade única no cenário da música brasileira.
Fonte: https://g1.globo.com
