Celebridade
Viúva há 3 anos, atriz veterana reflete sobre o luto: “A saudade ficou mais leve”

Paixões e saudade são alguns dos temas levantados na peça Charles Aznavour – Um Romance Inventado, em cartaz no Rio de Janeiro. Assuntos que Sylvia Bandeira (75), estrela do espetáculo, conhece bem. Discreta em relação à vida pessoal, a atriz falou com exclusividade para a revista CARAS sobre como anda a vida após a morte do marido, o engenheiro Carlos Eduardo de Souza Dantas Ferreira, há três anos. “Foi bastante doloroso. Não se fala do luto, as pessoas não conversam, mas eu falava. O Eduardo foi uma pessoa importantíssima na minha vida”, diz a artista. Os dois foram casados por quase quarenta anos, e dessa relação nasceu a caçula dela, Melina. Apesar de terem morado em casas separadas durante alguns anos, o casal sempre foi muito parceiro, e Eduardo foi o grande incentivador do espetáculo. Para Sylvia, ele era como uma âncora.
Cada pessoa lida com o luto de uma forma diferente. De acordo com a psiquiatra suíça Elisabeth Kübler-Ross (1926-2004), o luto tem cinco estágios: a negação, a raiva, a barganha, a depressão e a aceitação. Hoje, Sylvia lida com a perda de forma diferente. “É como se eu estivesse entrando numa outra fase. A saudade ficou mais leve”, afirmou a atriz, que não esquece tudo o que viveu ao lado de Eduardo e o homenageia nas redes sociais em datas marcantes. Mais tranquila, ela curte os netos, os filhos e se alimenta no palco, lendo ou encontrando amigos. Afinal, a vida precisa seguir. “Claro que é possível falar de recomeço, porque a vida sou eu aqui, agora. Sinto-me mais leve, mais livre”, afirmou.

Televisão
Se tem uma coisa que dá gás para a artista é o ofício. Com quase 50 anos de carreira, ela acumula trabalhos na televisão, no teatro e no cinema e é movida pela paixão pela arte. “Depois de tanto tempo, eu continuo permanentemente entusiasmada com essa profissão de atriz e a variedade de coisas que se pode fazer, não só no teatro, como no cinema e na televisão”, contou a suíço-brasileira que, no ano passado, retornou às novelas em Dona de Mim, da TV Globo, após oito anos afastada dos folhetins. Na história, ela era Isabela, mãe de Filipa, vivida por Cláudia Abreu (55). “Foi uma pequena participação, mas uma personagem deliciosa, fofoqueira, interesseira. A Isabela é bem diferente das outras personagens que fiz na televisão. Amei!”, avaliou Sylvia, que se divertiu com a história da trama escrita por Rosane Svartman (56).
Com passagens pela TV Globo e Record TV, a atriz atuou em novelas como Um Sonho a Mais, Bebê a Bordo, Suave Veneno, Escrava Isaura e Vidas Opostas. Musa dos anos 70 e 80, ela é muito querida pelo telespectador. “Não sei se o público pedia pela minha volta, mas ele ficou encantado, o que me deixou também muito feliz”, disse a artista, que ainda soma no currículo mais de vinte peças teatrais, minisséries, longas e musicais. “Fui convidada para um curta-metragem e para uma peça. Estou com um projeto meu, pessoal, de teatro também. E acho que o que falta realizar profissionalmente é ser mais desconstruída como atriz, fazer uma coisa totalmente diferente do que eu já fiz. Isso também é o que me move.”
