Celebridade
Virginia desabafa e médica alerta: ‘Muitas mulheres acreditam que são produtos inofensivos’

A influenciadora digital Virginia Fonseca chamou atenção nos últimos dias ao desabafar com o público que o uso de uma pomada íntima poderia ser detectado em um exame antidoping do namorado e astro do futebol, Vini Jr. A famosa revelou que é necessário submeter o uso de produtos íntimos para aprovação da equipe do atacante.
Em entrevista ao jornalista Leo Dias, Virginia falou sobre a rotina do companheiro que é marcada por regras rígidas e atenção constante a cada detalhe, inclusive em situações que, para muitas pessoas, passariam despercebidas. A influenciadora digital afirmou ter ficado apreensiva ao descobrir que qualquer produto utilizado por ela poderia, em tese, representar risco de contaminação por doping em caso de contato com o atleta.
“A hora que me falou isso, eu comecei a tremer. Eu falei: ‘Gente do céu! Será que eu usei alguma coisa que não pode?’. Juro, eu comecei a tremer. Na mesa, eles estavam conversando, ele falou: ‘Inclusive, Virginia, tudo que você for passar tem que falar pra mim antes’. Por exemplo: um creme íntimo, algo assim, uma pomada, tudo, qualquer coisa que pode entrar em contato com ele”, declarou a famosa.
Opinião da médica especialista
Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista a Dra. Ana Paula Fonseca, médica ginecologista e obstetra — especialista no tratamento de distúrbios menstruais, miomas, síndrome dos ovários policísticos (SOP), cistos ovarianos.
“Algumas pomadas ginecológicas contêm substâncias hormonais ou anti-inflamatórios específicos que, mesmo usadas localmente, podem ter um grau de absorção pelo organismo”, explica a médica. “Em atletas submetidos a protocolos rígidos de antidoping, qualquer substância fora do padrão precisa ser avaliada.”
Acompanhamento é fundamental
A Dra. Ana Paula também aproveita o tema para alertar o público em geral. “Pomadas íntimas não devem ser usadas sem orientação médica. Muitas mulheres acreditam que são produtos inofensivos, mas o uso indiscriminado pode causar desequilíbrio da flora vaginal ou mascarar infecções”, ressalta. Para a profissional, o episódio ajuda a ampliar o debate sobre saúde íntima e informação de qualidade.
“O importante é entender que cada medicamento tem uma função e um contexto. Quando existe acompanhamento médico, seja na ginecologia ou no esporte, o cuidado é sempre maior e isso é positivo”, finaliza ao analisar casos como da influenciadora Virginia.
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