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Thais Carla revela emagrecimento e planos para cirurgia de retirada de pele; especialista alerta

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A influenciadora e bailarina Thais Carla, que chegou a pesar quase 200 kg, já eliminou mais de 80 kg desde que realizou uma cirurgia bariátrica em abril. A transformação, amplamente acompanhada pelos seguidores, reacendeu discussões sobre excesso de pele, saúde emocional e procedimentos reparadores após grandes perdas de peso.

Nas últimas semanas, Thais revelou que pretende fazer uma cirurgia para retirar o excesso de pele, mas somente quando estiver pronta física e emocionalmente. Ela explicou que “não tem ideia” de quando será o procedimento e reforçou que não fará “na rapidez da luz”, apesar da pressão de parte do público.

Para entender os riscos e o impacto emocional desse processo, conversamos com a cirurgiã plástica Dra. Paula Furtado, que esclareceu os principais pontos sobre cirurgia reparadora após emagrecimento intenso.

Perder muito peso pode gerar deformidades caso o paciente volte a engordar após a cirurgia

Segundo a Dra. Paula Furtado, quando um paciente passa por uma cirurgia para retirada de pele e depois engorda novamente, o corpo não reage mais como antes. Ela explica que “a pele tem elastina, o que significa que ela pode esticar de novo”, porém há limitações importantes.

A médica detalha que “estamos falando de um tecido que já foi muito esticado na cirurgia e que, provavelmente, não conseguirá ceder mais, caso a cirurgia tenha ocorrido há menos de três anos”, o que pode causar deformidades no resultado. Se o ganho de peso ocorre depois de muitos anos, o problema passa a ser outro: “o colágeno já não está tão presente, provocando flacidez e fazendo com que a pele ceda com mais facilidade”.

Ela ainda acrescenta que o acúmulo de gordura após uma lipoaspiração “vai acontecer de forma desigual, provocando ainda mais deformidades”, além do risco de surgirem estrias ou cicatrizes com aspecto piorado.

O peso emocional após um grande emagrecimento influencia no pós-operatório

A perda significativa de peso traz consigo uma carga emocional muito forte, e isso repercute diretamente no pós-operatório. A Dra. Ana explica que “quem emagrece muito carrega uma história com o próprio corpo, com cobranças, frustrações e expectativas”.

Esse histórico costuma aparecer no pós-cirúrgico como “ansiedade, insegurança e medo de o resultado não ser suficiente”. Segundo ela, o emocional pesa tanto quanto o físico, e há reflexos diretos no corpo: “percebemos uma cicatrização mais lenta e edemas prolongados quando os pacientes manifestam ansiedade”.

A médica lembra que, durante emagrecimentos acelerados, a pele tende a “adoecer”, tornando-se mais frágil — o que exige ainda mais cuidado antes da cirurgia reparadora.

Retirar muita pele pode alterar a sensibilidade e a forma como o paciente se reconhece no espelho

As mudanças são profundas, tanto fisicamente quanto emocionalmente. A Dra. Ana Furtado reforça que “alterações de sensibilidade são comuns, principalmente no começo”. Em muitos casos, a sensação melhora ao longo dos meses, “mas nem sempre volta igual”.

A adaptação emocional também pode ser desafiadora: “algumas pessoas demoram para se reconhecer naquele novo corpo”. Ela explica que já atendeu pacientes com resultados tecnicamente perfeitos que, mesmo assim, viveram uma fase de estranhamento ou até arrependimento. Isso porque “a mudança é muito grande”.

Estabilizar o peso é fundamental para evitar que a pele volte a ceder após a cirurgia

Um dos pontos mais importantes para evitar frustração é o momento da cirurgia. A Dra. Ana enfatiza que existe, sim, risco quando o peso não está estável: “se a pessoa ainda está emagrecendo ou oscilando de peso, o risco é sobrar pele de novo ou perder definição rapidamente”.

Por isso, ela recomenda aguardar um período mínimo: “o momento certo é quando o peso já está estável há alguns meses, normalmente entre 12 meses de estabilização”. Cirurgias feitas precocemente, muitas vezes por pressão estética ou emocional, tendem a gerar resultados piores ou de menor durabilidade.

A cirurgia reparadora muda a forma como o corpo engorda no futuro

Por fim, a cirurgiã lembra que a cirurgia reparadora não encerra o processo: ela muda o corpo para sempre. “Depois da cirurgia, se a pessoa volta a engordar, o corpo não engorda igual”, afirma.

É comum que o acúmulo de gordura aconteça em regiões diferentes, como rosto, braços, costas ou parte superior do abdômen. “Por isso, a cirurgia reparadora não é um ponto final. Ela é uma etapa importante, mas precisa vir junto com cuidado contínuo com o corpo e com a mente”, finaliza.

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Dra. Paula Furtado

Médica formada pela Universidade José do Rosário Vellano (Unifenas).
Cirurgiã Geral pela Fundação Hospitalar de Minas Gerais (FHEMIG).
Cirurgiã Plástica pelo Hospital Belo Horizonte – Instituição Hospitalar da Faculdade de Ciências Médicas.
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
Especialista em Rinoplastia pela University of Illinois at Chicago (EUA) e em parte funcional e estética de rinoplastia pelo DAFPRS, com formações realizadas em Istambul (Turquia) e Stuttgart (Alemanha).
Membro da International Society of Plastic & Aesthetic Surgery (ISAPS).
Além da rinoplastia, atua também na área de estética facial, sempre com o propósito de proporcionar resultados naturais, respeitando a individualidade e a harmonia de cada paciente.
CRMMG: 48885 | CRMSP: 188848 | RQE: 65708

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