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Robert Duvall, ator de ‘O Poderoso Chefão’, morre aos 95 anos

Morreu aos 95 anos o ator Robert Duvall. Notório por seus trabalhos em filmes como os dois primeiros da saga O Poderoso Chefão (nos quais interpretou Tom Hagen, conselheiro e advogado principal da família Corleone, além de ser filho adotivo de Vito e Carmela Corleone), A Força do Carinho, Apocalypse Now e O Grande Santini, o artista teve seu falecimento anunciado pelas redes sociais.
Um comunicado assinado por sua esposa, Luciana Duvall, afirma:
“Ontem [domingo, 15] nos despedimos do meu amado marido, querido amigo e um dos maiores atores de nosso tempo. Bob faleceu em paz em casa, cercado de amor e conforto. Para o mundo, ele era um ator vencedor do Oscar, um diretor, um contador de histórias. Para mim, ele era simplesmente tudo. Sua paixão pela arte só era comparável ao seu profundo amor por personagens, uma boa refeição e por receber visitas.
Em cada um de seus muitos papéis, Bob se entregou completamente aos seus personagens e à verdade do espírito humano que eles representavam. Ao fazer isso, ele deixa algo duradouro e inesquecível para todos nós. Obrigada pelos anos de apoio que vocês demonstraram a Bob e por nos darem este tempo e privacidade para celebrar as memórias que ele deixa.”

Sobre Robert Duvall
Ator indicado sete vezes ao Oscar, Robert Duvall nasceu em 5 de janeiro de 1931, em San Diego, Califórnia, Estados Unidos. Formou-se na Principia College e serviu na Marinha dos Estados Unidos antes de estudar atuação. Nos anos 1950, trabalhou em teatro e fez sua estreia na Broadway em 1961.
No cinema, teve seu primeiro crédito de destaque como Boo Radley em O Sol é Para Todos (1962). Ao longo da década de 1960 participou de títulos como Pavilhão 7 (1963) e Bullitt (1968); no fim dos anos 1960 e início dos 1970 aparecem em sua filmografia trabalhos como Bravura Indômita (1969) e M*A*S*H (1970).
Nos anos 1970 consolidou parcerias e papéis em filmes variados: figurou em THX 1138 (1971) e A Crista do Diabo (1972) e teve participação importante em O Poderoso Chefão (1972) e O Poderoso Chefão: Parte II (1974). Trabalhos subsequentes incluem A Conversação (1974), Network – Rede de Intrigas (1976), O Grande Santini (1979) e Apocalypse Now (1979).
Em 1984 recebeu o Oscar de Melhor Ator por A Força do Carinho (1983). Posteriormente, manteve carreira ativa no cinema e na televisão, inclusive como diretor, sendo celebrado por obras como O Apóstolo (1997), A Qualquer Preço (1998) e O Juiz (2014). No formato televisivo, ganhou reconhecimento e prêmios por produções como Rastro Perdido (minissérie).
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