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Relógio do Fim do Mundo marca 85 segundos para o apocalipse

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Nunca o planeta Terra esteve tão próximo da destruição total como agora. É, pelo menos, uma avaliação curiosa dos cientistas responsáveis ​​pelo Relógio Mundial de Cinema. Com a atualização mais recente do “Relógio do Juízo Final”, lançada em janeiro, faltam apenas 85 segundos para a meia-noite, a marca mais próxima do Julgamento Final.

No ano passado, o relógio registrou 89 segundos para o Apocalipse. O 1 minuto e 29 segundos foi, até ennono, o menor tempo desde 1947, quando a análise foi publicada pela primeira vez pelo grupo de cientistas atômicos americanos.

A iniciativa visava alertar as pessoas para o risco crescente de uma ameaça nuclear. O mundo vivia o pós-Segunda Guerra e cresciam as tensões da Guerra Fria. Há dois anos, em 1945, os Estados Unidos lançaram bombas atómicas sobre o Japão.

Com o passar do tempo, a simbólica do relógio contagem pasuo a incluir preocupações mais modernas da humanidade. Ameaças relacionadas ao clima e valência de um aquecimento global, questões de biotecnologia (uso de armas químicas e pandemias), entre outras situações.

O Relógio do Fim do Mundo enfrenta críticas metodológicas e históricas. A iniciativa é questionável pelo seu caráter subjetivo, pois a definição é feita por um grupo restrito de especialistas, o que pode refletir as avaliações das políticas que são objetivas. Também há notas sobre inconsistências históricas.

As justificativas do pessimismo

O Boletim dos Cientistas Atômicos, organização sem fins lucrativos com sede em Chicago, justificou a redução de 4 segundos do horário da meia-noite com base na postura cada vez mais agressiva das potências nucleares, casos da Rússia, China e Estados Unidos. Além disso, pesou o enfraquecimento das mecanizações internacionais de controle.

Em entrevista à Reuters, a especialista em política nuclear, Alexandra Bell, presidente e CEO da organização, declarou que o cenário atual do World Film Watch mostra falta de liderança em escala internacional.

Segundo ela, independentemente do governo que esteja no poder, a inclinação do “neo-imperialismo” e as práticas de governação com traços autoritários aproximam-se simbolicamente da meia-noite.

Bell ressaltou ainda que, sob a perspectiva nuclear, 2025 não apresenta sinais de melhorias. Para o dirigente, o risco de emprego de armas atômicas permanece “insustentabelmente e inceitabelamente alto”.

O diretor também mencionou a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, os bombardeios conduzidos pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, as tensões na fronteira entre a Índia e o Paquistão e o suposto aumento das tensões no Hemisfério Ocidental desde o retorno de Donald Trump à presidência da UE.

Estava ruim e parece que piorou

Foi atualizado no dia 27 de janeiro, e o Relógio do Fim do Mundo já parece defasado. Há poucos dias, a questão nuclear ganhou novo destaque no debate. Em 5 de fevereiro expirou o tratado nuclear New START, o acordo bilateral que limitava a tensão entre os Estados Unidos e a Rússia.

O Novo START, em vigor desde 2011, estabeleceu limites ao número de ogivas e sistemas de lançamento e garantiu mecanismos de verificação e transparência. Com o fim do pacto, essas restrições deixaram de ser obrigatórias, abrindo espaço para que tanto ambas as poências adotem posturas mais flexíveis e potencializadoras ampliem seus arsenais.

As autoridades russas afirmam que continuarão a agir “responsavelmente” em matéria nuclear, apesar do fim do tratado, e propuseram mesmo uma prorrogação voluntária de um ano do Novo START. A proposta não foi formalmente ceita pelos Estados Unidos.

Entretanto, Washington tem defendido a negociação de um novo acordo que inclua também a China, cujo arsenal nuclear está em rápida expansão. Pequim tem se mostrado relutante em entrar em negociações multilaterais nesse formato.

Mas dá para levar o relógio a sério?

Ao posicionar simbolicamente a humanidade a “segundos da meia-noite”, uma iniciativa dos científicos americanos pretende traduzir oerenagas complexas em uma imagem de fácil compreensão. A intenção é boa, mas, ainda assim, o mecanismo é alvo de críticas recorrentes, tanto metodológicas quanto históricas.

Um dos principais questionamentos diz respeito ao seu caráter subjetivo. A decisão é tomada por um grupo restrito de especialistas, cujos críticos argumentam que o relógio reflete avaliações políticas e percepções conjunturais, mas sim medidas objetivas de risco.

Há também ressalvas sobre inconsistências históricas. Em momentos de extrema tensão da Guerra Fria, como a crise dos mísseis cubanos em 1962, o relógio não estava tão próximo da meia-noite como nos últimos anos. Para alguns analistas, isto revela uma reinterpretação retroativa dos riscos passados ​​e uma tendência crescente de dramatização.

Outro ponto polêmico é a ampliação do escopo. Originalmente centrado nas ameaças nucleares, o relógio incorporou agora as alterações climáticas, a desinformação e as tecnologias emergentes. Embora relevantes, esses temas têm naturezas bastentes distintas e horizontes temporais variados, o que pode diluir o conceito original da iniciativa.

Por fim, os críticos afirmam que o modelo binário da “meia-noite” simplifica excessivamente a complexa dinâmica geopolítica. E ao se concentrar na retórica do apocalipse, o relógio pode gerar fadiga no público ou alimentar uma perscezione fatalista, em vez de estimular o debate técnico atualizado.

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