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Qatar aposta no agronegócio brasileiro e países movimentam 800 milhões de dólares em um ano

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O Brasil ocupa hoje uma posição estratégica na política de segurança alimentar do Qatar, especialmente no fornecimento de proteínas animais. A avaliação é do diplomata Almuhannad Al-Hammadi, que está à frente do novo consulado do país no Brasil e falou sobre o tema em dezembro em entrevista à revista Exame.

Segundo ele, as características geográficas do Qatar impõem limites à produção agrícola local. “Somos um país desértico. Produzir alimentos exige mais água, mais irrigação e custos muito mais elevados do que em países como o Brasil”, explicou. Por isso, grande parte das necessidades alimentares do emirado depende de fornecedores internacionais.

Nesse contexto, o Brasil se consolidou como um dos principais parceiros comerciais do Qatar no setor agropecuário. De acordo com Al-Hammadi, a balança comercial entre os dois países gira em torno de US$ 800 milhões por ano, sendo que cerca de US$ 300 milhões correspondem apenas à importação de proteínas animais, como frango, carne bovina, caprina e ovina.

A balança comercial entre dois países é a diferença entre o valor total das exportações (vendas) e o valor total das importações (compras) de bens e serviços entre eles em um período.

Almuhannad Al-Hammadi, cônsul-geral do Qatar em São Paulo – Foto: Divulgação

Excelência e Confiança

Além da escala produtiva, o diplomata destacou a excelência brasileira no abate halal, método exigido pela tradição islâmica. “O Brasil talvez seja um dos melhores do mundo nesse processo, que segue princípios de respeito ao animal e de segurança alimentar. Isso nos deixa muito satisfeitos”, afirmou. A produção nacional, segundo ele, atende não apenas o Qatar, mas também diversos países vizinhos no Oriente Médio.

Al-Hammadi também ressaltou a confiança histórica nas marcas brasileiras. Ele citou empresas tradicionais do setor alimentício, lembrando que produtos do Brasil estão presentes há décadas na região. “Cresci vendo marcas brasileiras nas prateleiras e, por muito tempo, achei que fossem produzidas no Oriente Médio”, contou.

Outro fator que pesa a favor do Brasil, segundo o diplomata, é a estabilidade do país no fornecimento de carnes, sem interrupções recorrentes causadas por crises políticas ou sanitárias. “Em alguns mercados, surgem problemas como doenças ou instabilidade na produção. O Brasil, de modo geral, oferece previsibilidade”, destacou.

O Qatar já possui investimentos no agronegócio brasileiro, realizados por meio de parcerias internacionais, mas, conforme Al-Hammadi, o interesse do país não se limita apenas ao campo. “O agronegócio é essencial para nossa segurança alimentar, mas queremos ampliar a cooperação para outros setores no futuro”, concluiu.

Confira uma publicação da página da Autoridade de Investimentos do Qatar no Instagram:

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