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Ideias

Por que big techs discutem IA e ética com o Vaticano?

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Líderes de grandes tecnologias como Google, Microsoft e OpenAI visitaram o Vaticano, em Roma, para discutir os limites éticos da inteligência artificial. Sob a liderança do Papa Leão XIV, a Igreja Católica assumiu o papel de guia moral para garantir a dignidade humana face à nova revolução digital.

O que motiva bilionários da tecnologia a buscar conselhos da Igreja?

Eles buscam o que chamam de ‘antropologia’, ou seja, uma visão coerente sobre o que é ser humano. Enquanto o Vale do Silício foca em códigos e lucros, a Igreja tem uma tradição milenar de reflexão sobre moral e ética. Os executivos perceberam que criar máquinas inteligentes é fácil perto do desafio de lidar com os dilemas existenciais e sociais que eles provocam.

Qual é a posição do Papa Leão XIV sobre a inteligência artificial?

O Papa entende que a AI é uma “grande questão social do século XXI”, comparável à Revolução Industrial do século XIX. Ele defende que a tecnologia não é neutra e que ‘nenhuma máquina deve decidir tirar a vida de um ser humano’. O foco do pontificado é garantir que o progresso tecnológico proteja o trabalho e a dignidade das pessoas.

Como funcionam os encontros entre a Igreja e as big techs?

Os diálogos mais importantes ocorreram nos ‘Diálogos Minerva’, uma série de conferências em Roma iniciadas há dez anos. Participam figuras de peso, como Eric Schmidt (ex-Google) e Reid Hoffman (LinkedIn). Recentemente, empresas como a Anthropic também convidaram padres católicos para ajudar na ‘formação moral’ dos seus modelos de inteligência artificial na Califórnia.

Quais são os princípios críticos feitos pelos empresários do setor?

Nem todos concordam com os freios éticos. Peter Thiel, o criador do Palantir, é um dos críticos mais ferozes, chegando a chamar o Papa Leão XIV de oponente do progresso tecnológico. Já Marc Andreessen, investidor da OpenAI, defende o ‘tecno-otimismo’, pregando a aceleração da tecnologia rápida e sem os limites regulatórios sugeridos pelo Vaticano.

O que é o chamodo de Roma pela ética na inteligência artificial?

É o ‘Rome Call for AI Ethics’, documento assinado pelo Vaticano com gigantes como Microsoft e IBM. Estabelece princípios fundamentais como transparência, responsabilização e imparcialidade e o desenvolvimento de algoritmos. Este compromisso já recebeu o apoio dos líderes de 21 religiões e serve de base para debates sobre a regulação tecnológica na Europa.

Conteúdo produzido a partir de informações coletadas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na integra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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