Celebridade
Período sagrado transforma rotina do Qatar; saiba o que muda no país durante o Ramadã

No próximo dia 17 de fevereiro, milhões de muçulmanos ao redor do mundo iniciarão o Ramadã, o nono mês do calendário islâmico e um dos mais significativos para quem segue a religião muçulmana. No Qatar, onde o Islã é a religião oficial e influencia diretamente a vida social e cultural, o período não é apenas um momento de espiritualidade, mas também reorganiza os ritmos da cidade, os serviços e as tradições.
Sem data fixa no calendário ocidental, o Ramadã segue o calendário islâmico, baseado a partir das fases da lua. Com cerca de 354 dias, ele é mais curto (aproximadamente 11 dias) que o ano solar, o que faz o mês sagrado mudar de período a cada ano. Por isso, o início do Ramadã acontece em diferentes épocas, podendo cair no verão em alguns anos e no inverno em outros
O mês sagrado para os muçulmanos gira em torno do jejum diário, do nascer ao pôr do sol. Durante esse tempo, eles não consomem sólidos, líquidos ou gasosos, o que inclui não ingerir água nem fumar ao longo do dia. O sawm, (jejum) é uma das cinco práticas fundamentais do Islã. O objetivo nesse período, é intensificar valores espirituais como reflexão, generosidade, autocontrole e empatia.
Alteração da rotina
No Qatar, o Ramadã altera bastante a rotina urbana. Ruas movimentadas pela manhã cedem lugar a uma cidade mais tranquila durante o dia. Funcionários públicos e empresas adaptam seus horários, com muitas atividades transferidas para o fim da tarde e para a noite. Locais de culto, especialmente as mesquitas, ampliam as orações e os encontros.
E, ao pôr do sol a atmosfera se transforma. Famílias se reúnem para o iftar, a refeição que marca o fim do jejum diário. Tradicionalmente, ele começa com água e tâmaras, antes da refeição principal, que costuma ser completa e farta. É um momento de celebração carregado de simbolismo e fortalecimento dos vínculos sociais.

Como é viajar para o Qatar nesse período?
Para quem busca imersão cultural, o Ramadã oferece uma oportunidade rara de vivenciar o Qatar em seu momento mais simbólico. É um período vivido de maneira genuína pela população. A convivência coletiva, o reforço dos laços familiares e a ênfase na solidariedade criam uma atmosfera de coesão social difícil de encontrar em outras épocas do ano. Por outro lado, é preciso compreender o contexto. Horários encurtados, adaptação de serviços e mudanças na rotina podem exigir planejamento adicional. A experiência gastronômica diurna é limitada, e a agenda do viajante precisa se ajustar ao novo ritmo da cidade.
O Ramadã é um tempo de renovação interior. O jejum simboliza solidariedade com os menos favorecidos e reforça a importância da partilha. Ao mesmo tempo, cria uma atmosfera coletiva que conecta pessoas de diferentes idades e origens em torno de práticas religiosas e sociais.
Como o Qatar é um país que abriga uma população diversa de estrangeiros, o mês sagrado também revela pluralidade: embora as tradições islâmicas orientem a vida pública, a convivência com visitantes e residentes internacionais ocorre de maneira organizada e respeitosa.
Durante o Ramadã, há regras formais no Qatar quanto ao consumo em público durante o dia: não pode comer, beber ou fumar do nascer ao pôr do sol, mesmo para quem não está em jejum.
Restaurantes fora de hotéis costumam permanecer fechados nesse horário, e hotéis internacionais oferecem áreas reservadas para visitantes. Em relação à roupas, o código cultural fica mais conservador, peças muito curtas ou excessivamente reveladoras podem não ser bem recebidas. O respeito às normas locais é parte fundamental da experiência. Visitar o país nesse período significa aceitar que ele opera em outro fluxo. Para alguns, isso pode representar limitações. Para outros, é justamente essa mudança que transforma a viagem em uma experiência cultural mais profunda.
Quer vivenciar tradição e inovação em único lugar? Visite o Qatar, um dos destinos mais procurados do mundo.
