Celebridade
Oprah Winfrey revela reganho de peso após uso de canetas emagrecedoras; médica alerta

Recentemente, Oprah Winfrey, ícone global de mídia e estilo de vida, revelou que havia ganhado cerca de 9 quilos após suspender o uso de canetas emagrecedoras. Depois da declaração da apresentadora, o público voltou os olhos para um fenômeno que profissionais de saúde observam há meses: o reganho de peso após a interrupção desses medicamentos.
A apresentadora americana, aos 71 anos, começou o tratamento com análogos do GLP-1 em 2023 e chegou a perder aproximadamente 23 kg com o auxílio dessas medicações, que agem reduzindo o apetite e modulando sinais hormonais ligados à fome. No entanto, ao interromper as aplicações em 2025 para testar se manteria os resultados apenas com alimentação e exercícios, Oprah viu seu peso subir novamente – cerca de 9 kg em um ano.
Esse desfecho, longe de ser isolado, traz à tona uma questão central da medicina metabólica atual: essas terapias não são “curas milagrosas”, mas ferramentas dentro de um processo contínuo e complexo.
Segundo a Dra. Bárbara Mariano, especialista em gastroenterologia e medicina funcional, o caso de Oprah reflete um princípio fisiológico bem documentado no estudo: ao perder peso, o organismo adapta seu metabolismo como forma de proteção, reduzindo a queima de energia e aumentando os sinais de fome.
Alerta sobre reganho
“Os medicamentos baseados em GLP-1 são seguros e eficazes quando indicados corretamente, mas não reprogramam permanentemente o metabolismo. Quando a suspensão não é feita com estratégia e suporte clínico, é comum que o corpo recupere peso”, explica.
Esse efeito é conhecido entre especialistas como “rebote metabólico”, como um reajuste do organismo que busca restaurar o equilíbrio anterior à perda ponderal.
Para a médica, a experiência de Oprah ressalta uma verdade fundamental: obesidade é uma condição crônica, com bases bioquímicas, hormonais e neurais, não apenas uma questão de força de vontade ou disciplina.
“Essas medicações nos ajudam a ressignificar a relação com a fome e com o apetite, mas sem um plano integrado, que inclua nutrição adequada, atividade física consistente e acompanhamento médico, os resultados tendem a ser instáveis”, afirma a Dra. Bárbara.
Ela ressalta que os medicamentos são um apoio valioso em contextos clínicos específicos, como obesidade grave ou presença de comorbidades, desde que acompanhados por um plano de desmame estratégico e suporte contínuo.
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Quando e como interromper o uso com segurança
Para evitar o reganho indesejado, é essencial que a suspensão das canetas seja gradual e monitorada. A reintrodução de hábitos saudáveis deve ser intencional e estruturada, e não apenas um “retorno ao que era antes”.
Dra. Bárbara recomenda que a decisão de interromper um tratamento seja tomada de forma criteriosa, com metas claras de comportamento e suporte de uma equipe multidisciplinar.
“Parar de tomar a medicação ‘de vez’ muitas vezes expõe o organismo a uma adaptação metabólica intensa. O objetivo não é apenas perder peso, mas proteger a saúde metabólica no longo prazo”.
O que celebridades como Oprah nos ensinam
A mensagem que fica, reforçada pela experiência da apresentadora, é clara: “tratar a obesidade exige estratégia clínica, ciência, acompanhamento especializado e mudança de hábitos, e não apenas confiança em um produto”, conclui Dra Bárbara.
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