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‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’ confirma importante teoria de ‘Game Of Thrones’

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O encerramento da primeira temporada de O Cavaleiro dos Sete Reinos trouxe a confirmação de uma das teorias mais persistentes entre os leitores da obra de George R.R. Martin: Sor Duncan, o Alto (Peter Cleffey), nunca foi oficialmente sagrado cavaleiro. Embora a série tenha adotado um tom mais leve que Game of Thrones, a revelação do último episódio lança uma luz sombria sobre a integridade do herói mais “puro” da franquia.

A confirmação veio depois de um flashback crucial nos momentos finais da temporada. Na cena, um jovem Duncan questiona Sor Arlan (Danny Webb), já em seu leito de morte, sobre o motivo de nunca ter recebido o título oficial.

O velho cavaleiro morre antes de realizar a cerimônia ou dar uma resposta, provando que Duncan assumiu a identidade de cavaleiro por necessidade e sobrevivência, mantendo a farsa desde o primeiro episódio.

Essa revelação recontextualiza momentos importantes da temporada, especialmente a recusa de Duncan em sagrar Raymun Fossoway (Shaun Thomas) como cavaleiro durante o Julgamento de Sete.

O que antes parecia humildade ou insegurança, agora se revela como uma crise de consciência; Duncan sabia que não possuía a autoridade legítima para transmitir um título que ele mesmo não detinha.

A série utiliza essa “mentira” para aprofundar a ambiguidade moral típica do universo de Westeros. Ao apresentar o personagem mais honrado da saga como um impostor técnico, a narrativa sugere que a verdadeira cavalaria reside nas ações de Duncan — como sua proteção aos oprimidos e sua lealdade — e não em rituais burocráticos.

O protagonista pode ser um falso cavaleiro perante a lei, mas sua conduta em Vaufreixo o estabeleceu como o padrão de ouro que os nobres de sangue falharam em alcançar.

FONTE: SCREENRANT

LEIA TAMBÉM: Como ‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’ escondeu seu orçamento “curto” no 5º episódio 


Giulia Cardoso (@agiuliacardoso)

Jornalista em formação pela Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, Giulia Cardoso começou em 2020 como voluntária em portais de cinema. Já foi estagiária na Perifacon e agora trabalha no núcleo de cinema da Editora Perfil, que inclui CineBuzz, Rolling Stone Brasil e Contigo.

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