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“Não se nasce mulher torna-se mulher”

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Muitas vezes nos sentimos pressionadas a cumprir papéis que não escolhemos, como se existisse um roteiro pré-definido para nossas vidas desde o momento em que nascemos. A reflexão proposta por Simone de Beauvoir, de que não se nasce mulher, mas torna-se mulher, convida a quebrar essas correntes invisíveis e assumir o protagonismo da própria história, transformando a construção da identidade em um ato contínuo de liberdade e escolha consciente.

Simone de Beauvoir a voz da liberdade :
Vivemos cercadas por expectativas que ditam sutilmente como devemos agirImagem gerada por inteligência artificial

Como a construção social impacta as nossas escolhas diárias?

Vivemos cercadas por expectativas que ditam sutilmente como devemos agir, vestir ou pensar, criando uma espécie de molde invisível que muitas vezes aceitamos sem questionar. Essa construção social atua desde a infância, reforçando comportamentos que limitam a nossa visão sobre o que realmente podemos ser ou alcançar no mundo contemporâneo.

É fundamental percebermos esses mecanismos para diferenciar o que é um desejo genuíno daquilo que foi imposto pela cultura e pela convivência coletiva ao longo dos anos. Ao identificarmos as origens dessas cobranças externas, conseguimos mapear as áreas da vida onde a pressão social exerce maior influência sobre a nossa autonomia e bem-estar:

  • Cobranças estéticas que associam o valor pessoal a padrões de beleza inatingíveis e irreais;
  • Expectativas sobre a maternidade e o casamento como únicos caminhos possíveis para a realização plena;
  • Julgamentos sobre o comportamento assertivo no ambiente de trabalho, muitas vezes rotulado de forma negativa;
  • Pressão para equilibrar perfeitamente todas as esferas da vida, gerando culpa e exaustão mental constante.

Por que a liberdade individual gera tanto medo e fascínio?

A liberdade individual é frequentemente romantizada, mas assumi-la exige a coragem de bancar as próprias decisões, mesmo quando elas desagradam o senso comum ou as expectativas familiares. O conceito de que somos livres para construir quem somos traz uma responsabilidade imensa, pois retira a possibilidade de culparmos o destino ou as circunstâncias pelas nossas escolhas atuais.

Essa autonomia radical proposta pelo existencialismo pode parecer assustadora inicialmente, pois nos coloca diante de um horizonte aberto onde não existem garantias absolutas de sucesso. No entanto, é justamente nesse espaço de incerteza que reside a oportunidade de criarmos uma vida que faça sentido para nós mesmas, guiada por valores autênticos e não por convenções herdadas.

Abaixo um vídeo do canal Sublime Filosofia no YouTube, síntese filosófica sobre a célebre tese de Simone de Beauvoir a respeito da distinção entre sexo biológico e a construção social do gênero feminino.

De que maneira podemos redefinir a identidade feminina hoje?

Entender que a identidade não é algo fixo ou imutável nos permite reescrever narrativas que antes pareciam definitivas e limitantes para o nosso desenvolvimento pessoal. O processo de tornar-se mulher, como sugerido, é uma jornada dinâmica onde cada experiência e decisão contribui para a formação de quem somos no presente.

Para nos apropriarmos dessa construção, precisamos adotar práticas que fortaleçam a nossa voz interior e diminuam o ruído das opiniões alheias que nos cercam. Existem atitudes fundamentais que ajudam a solidificar essa postura de independência e a promover uma relação mais saudável com a própria imagem:

  • Questionar crenças limitantes que foram internalizadas durante a educação e a socialização primária;
  • Priorizar o autoconhecimento para entender quais são as verdadeiras paixões e propósitos de vida;
  • Estabelecer limites claros nas relações pessoais e profissionais para proteger a saúde emocional;
  • Buscar referências inspiradoras que desafiaram o status quo e abriram novos caminhos de possibilidade.
Simone de Beauvoir a voz da liberdade :
Vivemos cercadas por expectativas que ditam sutilmente como devemos agirImagem gerada por inteligência artificial

Qual é o legado de Simone de Beauvoir para a mulher moderna?

O pensamento de Simone de Beauvoir transcende o tempo e permanece vital para compreendermos os desafios contemporâneos relacionados à igualdade e ao respeito mútuo. Sua obra nos lembra que o feminismo e a luta por direitos não são apenas questões políticas, mas ferramentas essenciais para a emancipação intelectual e emocional de cada indivíduo.

Ao olharmos para sua trajetória, percebemos que a verdadeira revolução começa na forma como enxergamos a nós mesmas diante do espelho e da sociedade. O legado deixado por ela é um convite permanente para que não aceitemos definições prontas, encorajando-nos a buscar incessantemente a nossa melhor versão, livre de amarras e preconceitos.

Como a busca por autonomia transforma o nosso futuro?

A busca pela autonomia não é um destino final, mas um exercício diário de reafirmação de valores e de compromisso com a própria felicidade e integridade. Quando decidimos viver de acordo com a nossa própria bússola moral, abrimos espaço para relacionamentos mais verdadeiros e para uma carreira que reflita quem realmente somos.

Tornar-se quem se é exige paciência e persistência, mas os frutos desse esforço são colhidos em forma de uma paz interior duradoura e genuína. Ao final, a maior conquista é a certeza de que a nossa vida é uma obra autoral, escrita com a tinta da liberdade e a força das nossas escolhas.

 



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