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Marcos Sacramento Regrava Clássicos Afrossambas com Participações Especiais

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Marcos Sacramento dedicou o mês de março de 2026 à gravação de um novo álbum no Rio de Janeiro, um projeto que revisita os icônicos afrossambas de Baden Powell e Vinicius de Moraes. Este trabalho conta com a colaboração de renomados artistas como Ney Matogrosso, Roberta Sá e Pedro Miranda, e sucede a estreia do show “Os afrosambas 60 anos”, que celebra o legado desse repertório atemporal na gravadora Biscoito Fino.

O Legado dos Afrossambas Originais

O álbum em que Marcos Sacramento se debruça é uma homenagem ao histórico “Os afro-sambas de Baden e Vinicius”, lançado em 1966. Este disco seminal consolidou oito composições criadas entre 1962 e 1965, onde as melodias de Baden Powell (1937-2000) e as letras de Vinicius de Moraes (1913-1980) se uniram para criar um novo gênero musical. A versão de Sacramento, assim como seu show, expande o repertório original, incorporando afrossambas lançados antes do LP de 1966, como “Berimbau” e “Consolação”, ambos de 1963.

Repertório e Suas Faces

Entre as faixas que compõem este universo musical estão “Canto do caboclo Pedra Preta”, “Tempo de amor”, “Canto de Ossanha” – célebre pela gravação de Elis Regina naquele mesmo ano de 1966 – “Bocochê”, “Canto de Xangô”, “Tristeza e solidão”, “Lamento de Exu” e “Canto de Iemanjá”, nesta última, a voz de Dulce Nunes (1929-2020) simboliza a orixá saudada como a rainha das águas.

A Essência Rítmica e Cultural dos Arranjos

A sonoridade dos afrossambas é marcante, com arranjos originais criados pelo maestro César Guerra-Peixe (1914-1993) que priorizavam instrumentos de percussão típicos dos terreiros de Candomblé, como agogô, afoxé, atabaque e bongô. Essa escolha refletia a inspiração principal de Baden e Vinicius nos ritmos e harmonias das religiões de matriz africana. Os arranjos também incorporavam sopros e o violão, instrumento que consagrou Baden Powell como um dos maiores músicos brasileiros.

A orquestração do álbum original “Os afro-sambas de Baden e Vinicius” foi idealizada pelo produtor musical Roberto Quartin (1941-2004), em colaboração com Wadi Gebara (1937-2019), seu sócio na gravadora Forma, responsável pelo lançamento do antológico LP.

Fonte: https://g1.globo.com

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