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Luiza Possi prepara despedida das músicas de amor e revela planos para transição ao gospel

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Após mais de duas décadas cantando sobre relacionamentos e diferentes formas de afeto, Luiza Possi inicia um momento de transformação artística. A cantora acaba de lançar o single Estou Apaixonado, gravado em dueto com Péricles, e confirmou que o projeto abre caminho para o álbum É Só o Amor, trabalho que marca o encerramento de sua fase romântica na MPB, antes de uma transição planejada para a música gospel.

Em entrevista exclusiva à CARAS Brasil, Luiza falou sobre o novo álbum, comentou o impacto da maternidade em sua arte e explicou por que decidiu compartilhar com o público o processo de mudança que prepara para sua carreira.

“Estou Apaixonado”, com a participação do Péricles, marca o início de um novo álbum e de um novo momento na carreira para você. O que fez sentir que esse era o melhor momento para recomeçar?

Na verdade as coisas vêm de trás para frente. O Daniel Ortiz fez a novela Em Família e me chamou para cantar “Historia de un Amor” em espanhol, só de piano e voz. Quando esse capítulo foi ao ar, o Péricles foi a primeira pessoa a comentar. Ele falou: “Você devia gravar mais coisas assim porque você emociona muito a gente”. Eu tenho uma relação com o Péricles muito longa, de muito carinho, muita admiração e muito amor.

Quando quis gravar essa música, muito por ele ter me incentivado, pensei nele como participação. O Péricles é um dos maiores cantores românticos que temos. Fiquei muito feliz quando ele aceitou e ele também ficou emocionado por estar entrando em um segmento que não é o dele. Então são dois mundos se encontrando: o mundo do samba e do pagode, que eu gosto muito, e o mundo da MPB.

Você falou um pouco sobre as formas de amor que esse álbum traz. Qual foi o momento da sua vida que isso tomou um significado mais amplo? 

Eu sabia que queria gravar um álbum que falasse de amor. Esse álbum todo fala de amor, mas de vários tipos de amor. Tem uma música que fiz para o meu filho, que vocês vão ouvir, que fala sobre uma vez que ele foi para a escola com um tênis amarelo e os meninos começaram a implicar com ele. 

Então fiz uma música falando que “a minha história, de dentro para fora, é muito difícil agradar padrões. Impossível. Padrão é impossível de agradar. Se eu uso tênis amarelo, você diz que é melhor azul. Se uso o cabelo preso, você diz que é melhor enrolado. Se eu não quero mais me encaixar, o seu padrão é tão difícil de agradar.”

Era uma forma de defender meu filho e falar um pouco do momento que estamos vivendo, de crítica o tempo inteiro. Mas foi uma música de amor ao meu filho, de proteção. Então temos muitos expoentes de amor nesse álbum. 

Essa transição tem relação com seus filhos?

Ah, com certeza. Porque o evangelho que não muda os pais não transforma uma casa, não transforma um filho. Então meus filhos estão tendo a chance que eu não tive de crescer na fé, de crescer como membros de uma igreja, de serem doutrinados e entenderem quem é Jesus e contar com Jesus.

Você falou dessa transição do POP para MPB e agora vai passar por mais uma mudança [para o gospel]. Quais são as expectativas para essa fase? Existe algum medo?

Conversei muito com pessoas da minha equipe, pessoas em quem confio, e uma das coisas que me apavorava era a sensação de estar abandonando uma carreira. Essa sensação me dava claustrofobia. Eu prefiro pensar em estações.

Eu precisei ser cantora pop porque eu era uma teenager. Uma teenager jamais convenceria como grande cantora de MPB naquele momento. Depois ir para a MPB foi o que me consagrou e me trouxe até aqui depois de 25 anos. 

Eu não tenho nada na minha carreira que desabone um futuro dentro da música gospel. Não estou negando meu passado. Não estou migrando porque algo não está bom. É sobre chamado. O louvor foi o que me aproximou de Deus. Foi a porta de entrada de Jesus Cristo na minha vida.

Por que vocês decidiram compartilhar essa transição agora?

Porque já estamos vivendo esse processo. Minha equipe, minha família, minha casa inteira. Estamos preparando um audiovisual que vai ser muito disruptivo para a arte e para a música cristã. É algo que nunca aconteceu antes no Brasil.

Vai ter momentos em que vocês vão abrir meu Instagram e eu vou estar em uma igreja louvando, na Marcha para Jesus, mas também vai ter momentos em que vou estar no Blue Note fazendo meu show de encerramento, e esse ano vai ser assim.

Na internet, num momento em que se julga o tempo inteiro por trás de avatares, é importante ter transparência, verdade e honestidade. Eu sempre tive essa relação com o público. São muitos anos, eu preciso honrar essa relação.

Como é fazer essa despedida das músicas de amor depois de tantos anos?

Eu estaria mentindo se dissesse que não existem dias difíceis. Tem dias em que dá medo. Dias em que penso: “Meu Deus, será que estou louca?”. Mas sempre vem um sinal. Tenho tido muito mais inspiração para falar da minha relação com Deus do que para escrever sobre um amor sofrido porque eu não vivo isso mais. Enquanto eu vivi isso, eu realmente escrevia sobre.

Como você sente seu amadurecimento durante esse processo e quais são as expectativas para o encerramento desse ciclo e a abertura de um novo?

O mundo faz a gente entender que é muito ruim ter expectativa, porque dizem que expectativa gera frustração. Mas quando você começa a ter uma vida espiritual, entende que precisa ter expectativa. 

Quanto mais expectativa você tiver e colocar isso na mão de Deus, mais chances existem de as coisas darem certo. Então eu tenho uma expectativa muito grande. Conversei muito com pessoas da igreja, com meu pastor, e ele disse: “Você sabe que pode fazer tudo isso e sua música chegar a uma pessoa lá na Nigéria ou na Oceania e mudar a vida dessa pessoa? Será que para você já não teria valido?”. Porque meu medo era fazer uma transição buscando sucesso. Eu não quero fazer isso por sucesso.

Então estou me preparando para que esse álbum toque milhões de vidas, tanto este quanto o próximo, mas também estou me preparando para ficar feliz com quantas vidas ele tiver que alcançar.

Veja alguns bastidores do álbum:

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Izabella Nicolau

Izabella Nicolau é repórter de conteúdo do site CARAS. Formada em jornalismo, já passou por sites como Observatório do Cinema e Ultraverso. Escreve sobre cultura, entretenimento e celebridades.

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