Celebridade
Irene Ravache faz relato sensível sobre dependência química do filho: “Ele chegava”

A atriz Irene Ravache viveu um momento sensível ao falar publicamente sobre a dependência química do filho durante sua participação no Mais Você nesta nesta terça-feira, 3, enquanto comentava o lançamento de seu novo filme (Des)controle, projeto que aborda o alcoolismo.
Durante o bate-papo, Irene explicou que o enredo do longa relembrou ivências do passado, especialmente pela forma como a dependência é retratada como uma doença que afeta não apenas quem usa as substâncias.
Ao falar sobre sua história pessoal, ela contou que o filho enfrentou problemas com drogas na década de 1990. “Meu filho usava cocaína”, afirmou ao vivo, ao explicar como a situação se apresentou dentro de casa.
Segundo ela, o consumo começou de maneira mais sutil, algo que, na época, era difícil de reconhecer dentro de casa. “Ele chegava em casa com os olhos vermelhos e dizia ‘filho, seu olho está vermelho’ e ele respondia ‘mãe, eu estava nadando’. E eu não tinha porque não acreditar”, contou.
A luta famíliar de Irene Ravache
Irene explicou que, naquele período, a falta de informação pesava ainda mais nas decisões. “Principalmente em uma época em que nós tínhamos pouca informação. Hoje, graças à Deus, a informação a respeito é só você querer, você procura”, disse.
Ela também falou sobre o impacto emocional desse processo e sobre atitudes que hoje reconhece como fruto do desespero. Irene contou que chegou a ser extremamente severa com o filho e buscou diferentes caminhos na tentativa de ajudá-lo. “A mãe e o pai, quando estão desesperados, eles recorrem a tudo”, afirmou.
A força do acolhimento
O relato ganhou outro tom quando a atriz falou sobre a mudança que veio com o acolhimento certo. “Até que eu entrei em um programa Al-Anon, programa que segue os 12 passos para os familiares”, relatou, emocionada. Segundo ela, foi nesse momento que passou a compreender o vício de outra forma.
A atriz destacou que entender a dependência como uma doença foi essencial não apenas para o filho, mas também para si mesma, reforçando que quem está ao lado da pessoa em sofrimento também precisa mudar para que o processo de recuperação seja possível.
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