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Hotéis e pousadas terão check-in digital obrigatório a partir de 20 de abril

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A partir do dia 20 de abril, o viajante brasileiro terá uma experiência diferente ao chegar a hotéis, pousadas e outros meios de hospedagem. O uso da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital passa a ser obrigatório, o que elimina definitivamente os formulários em papel no processo de check-in.

Implementado gradativamente pelo Ministério do Turismo (MTur) desde novembro de 2025, o novo modelo foi desenvolvido para reduzir custos operacionais das empresas e, principalmente, agilizar a recepção dos turistas em todo o país.

Check-in digital obrigatório muda regras em hotéis no dia 20
Check-in digital obrigatório muda regras em hotéis no dia 20 – Roberto Castro/MTur

Para o hóspede, a principal novidade é a automatização do registro por meio da plataforma gov.br. Ao chegar ao estabelecimento, o viajante poderá escanear um QR Code, acessar um link compartilhado pelo hotel ou utilizar um dispositivo da recepção para que o sistema complete automaticamente suas informações a partir das bases de dados do governo federal.

O processo, que antes exigia o preenchimento manual de diversos campos, agora pode ser finalizado em segundos, permitindo que o turista receba as chaves do quarto com maior rapidez.

A transição está prevista na nova Lei Geral do Turismo, aprovada no ano passado, e garante ao viajante maior proteção de seus dados sensíveis. Ao contrário das fichas físicas, que ficavam armazenadas em pastas nos balcões, a FNRH Digital opera em ambiente criptografado e controlado, cumprindo rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a tecnologia oferece dados mais precisos sobre o perfil dos visitantes, o que facilita tanto a gestão interna dos hotéis quanto a criação de políticas públicas mais eficazes.

Integração de dados e regras para famílias

O funcionamento da plataforma exige que cada hóspede tenha sua própria ficha online vinculada à estada. No caso de famílias viajando com menores de 18 anos ou pessoas incapazes, o sistema associa automaticamente o registro do dependente à FNRH do responsável legal.

Para os turistas estrangeiros, a modernização também se aplica, embora não seja exigida a criação de uma conta gov.br para completar o processo digital de entrada no estabelecimento, mantendo a facilidade de navegação e agilidade no atendimento.

Entenda as mudanças práticas para o viajante com a obrigatoriedade da FNRH Digital
Entenda as mudanças práticas para o viajante com a obrigatoriedade da FNRH Digital – Drazen Zigic/iStock

Os estabelecimentos de hospedagem têm até o dia 20 de abril para se adequarem totalmente ao sistema, que exige cadastro regular no Cadastur. O Ministério do Turismo reforça que o sistema é obrigatório mesmo para hotéis que já utilizam softwares próprios de gestão, que devem agora ser integrados à Plataforma FNRH Digital. Para orientar o setor e os viajantes, o órgão disponibilizou uma página de perguntas frequentes e vídeos instrutivos, visando minimizar dúvidas sobre a operacionalização do sistema durante as primeiras semanas de obrigatoriedade.

Historicamente, a FNRH sempre foi um documento de controle e segurança, coletando dados essenciais para o acompanhamento das autoridades governamentais. Com a digitalização, essa ferramenta deixa de ser um entrave burocrático para se tornar um recurso estratégico. As informações coletadas ajudam os gestores a entender padrões de estadia e preferências de consumo, permitindo que o hotel ofereça serviços mais personalizados e eficientes, enquanto as autoridades mantêm o monitoramento necessário para a segurança pública e do próprio turista.

A mudança reflete o avanço dos processos de automação no setor de viagens. Além da agilidade no check-in, a digitalização da ficha permite que os hotéis analisem o comportamento dos hóspedes de forma mais assertiva, otimizando o marketing e as promoções internas.

Com a eliminação do papel, o setor turístico brasileiro alinha-se a práticas globais de sustentabilidade e eficiência tecnológica, garantindo que a primeira interação do hóspede com o hotel seja mais fluida e segura.



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