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dicas de especialistas para melhorar a força

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A perda de massa muscular em pessoas idosas, conhecida como sarcopenia, preocupa cada vez mais profissionais de saúde e famílias. Depois dos 75 anos, muitos notam redução de força, dificuldade para levantar da cadeira ou carregar objetos. Embora seja um processo ligado ao envelhecimento, hoje se sabe que é possível recuperar massa muscular em idosos com ajustes na rotina, principalmente em relação a exercício, alimentação, vitamina D e saúde digestiva.

Especialistas em geriatria e fisiologia do exercício afirmam que o corpo mantém capacidade de adaptação mesmo em idades avançadas.
Especialistas em geriatria e fisiologia do exercício afirmam que o corpo mantém capacidade de adaptação mesmo em idades avançadas.Imagem gerada por inteligência artificial

Recuperar massa muscular em idosos é realmente possível?

Especialistas em geriatria e fisiologia do exercício afirmam que o corpo mantém capacidade de adaptação mesmo em idades avançadas. Com estímulos adequados e regulares, o músculo responde, ainda que mais devagar que em pessoas jovens, permitindo ganhos de força e estabilidade.

Quando falamos em recuperar massa muscular em idosos, o foco não é transformação radical, e sim melhorar força funcional, equilíbrio e resistência para atividades do dia a dia. Pequenos ganhos de massa magra já reduzem risco de quedas, fraturas, internações e perda de independência.

Como o exercício ajuda a recuperar massa muscular em idosos?

O exercício físico é o principal estímulo para o músculo e é a base do tratamento da sarcopenia. Em idosos, recomendam se treinos de força adaptados e atividades simples que incentivem a movimentação diária, sempre respeitando limitações e condições de saúde.

Alguns exemplos de exercícios usados em programas para idosos são:

  • Levantar e sentar da cadeira repetidas vezes, com apoio se necessário.
  • Caminhadas diárias em ritmo confortável, em superfícies seguras.
  • Exercícios com elásticos ou halteres leves, com supervisão profissional.
  • Atividades de equilíbrio, como apoiar se em um pé de cada vez, próximo a um apoio firme.

A regularidade é mais importante que a intensidade. Em geral, 2 a 3 sessões semanais de fortalecimento, somadas a caminhadas ou atividades leves em outros dias, ajudam na reconstrução muscular em idosos, especialmente quando há acompanhamento de fisioterapeuta ou educador físico especializado em terceira idade.

Alimentação rica em proteínas é suficiente para recuperar massa muscular em idosos?

A alimentação é um pilar central para recuperar massa muscular em idosos. Com a idade, o apetite cai, a ingestão de proteínas diminui e, ao mesmo tempo, o corpo passa a exigir proporcionalmente mais proteína para manter o músculo. Sem esse cuidado, a sarcopenia se agrava.

Diretrizes de nutrição indicam que a maioria dos idosos saudáveis precisa de cerca de 1,0 a 1,2 g de proteína por quilo de peso ao dia, enquanto idosos frágeis ou com múltiplas doenças podem precisar de 1,2 a 1,5 g/kg/dia, chegando a 2,0 g/kg/dia em casos especiais e com avaliação médica. Para facilitar o dia a dia, nutricionistas costumam orientar algumas fontes proteicas práticas:

  • Proteínas animais como ovos, frango, peixes, carnes magras, leite e derivados.
  • Proteínas vegetais como feijão, lentilha, grão de bico, soja e derivados.
  • Lanches proteicos como iogurtes, queijos magros, bebidas lácteas enriquecidas e pastas de leguminosas.

Quando a dieta não alcança a meta, podem ser indicados suplementos com proteína, aminoácidos essenciais, leucina ou HMB, sempre avaliando função renal, uso de medicamentos e demais doenças crônicas.

Aumente a ingestão de proteínas e suplementos para recuperar a massa muscular em idosos.
Aumente a ingestão de proteínas e suplementos para recuperar a massa muscular em idosos.Imagem gerada por inteligência artificial

Quais cuidados extras ajudam a evitar a piora da sarcopenia em idosos?

Além de exercício e alimentação, fatores como vitamina D, digestão e controle de doenças crônicas influenciam muito a massa muscular. Níveis baixos de vitamina D se associam a menor força, pior equilíbrio e maior risco de quedas, por isso exames periódicos e suplementação orientada podem ser necessários.

Alterações na mastigação, uso de próteses, redução de ácido no estômago e alguns remédios atrapalham a absorção de nutrientes. Ajustar a textura dos alimentos, fazer refeições menores e mais frequentes e investigar sintomas como azia, náuseas ou constipação melhora a resposta ao tratamento. O acompanhamento com médico geriatra, nutricionista, fisioterapeuta e educador físico torna o cuidado mais completo, ajudando a manter força, autonomia e melhor qualidade de vida na velhice avançada.



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