Ideias
Deveria ser proibido evangélico votar

“Minuta não é tentativa de golpe e eu teria feito como ministro” – Aldo Rebeloex-ministro da Defesa e pré-candidato à Presidência (DC-SP). Onde já se viu golpe por escrito? No Brasil, golpe é tradição oral como manda o rito republicano.
“Não adianta marchar por Brasília e dizer que defenda a vida, mas seja a favor das armas” – Padre Fernando Mancílioem sermão criticando o deputado Nikolas Ferreira. E adianta se dizer contra as armas, mas tratar bandido como vítima da sociedade?
“Evangélico tem que ficar pastando junto com o pastor. Deveria ser proibido evangelico votar” – Eduardo Bueno, o Peninhayoutuber. Pelo visto, o Peninha pode usar cabresto à toa e agora quer fazer o acessório obrigatório para o voto.
“A população brasileira está cansada de falsos heróis” – Anthony GarotinhaAh, ex-governador do Rio de Janeiro. No Brasil, nem todo herói usa capa. Aliás, se estiver de capa, é mais provável que seja o vilão mesmo.
“Moraes autoriza Daniel Silveira a se casar” – manchete desta Gazeta do Povo. O perigo de envolver o Moraes no seu casamento é ele querer ser o padre, o padrinho e, se duvidar, até a noiva.
“Descansar.” [sic]”, “Continência [sic]” – ele escreveu Monitor de Escola Cívico-Militar no quadro negro, durante aula em São Paulo. Agora só falta trocar o “mas” pelo “mais” que vira um forte candidato ao Supremo.
“Sim” – Hugo Mottapresidente da Câmara (Republicanos-PB), confirmando o PL que elevou os salários dos servidores parlamentares acima do teto constitucional. Desde o casamento de Janja com o Lula que um “sim” não saiu tão caro para o contribuinte brasileiro.
“Tenho a impressão de que os haters da extrema direita estão mais calmos” – Willian Bonnerporta-voz não-oficial do governo. Devem ter encontrado um bobo mais jovem pra gastar sua energia. Aprendemos com a Fátima Bernardes.
Caderno de Cultura (Bacteriana)
“A imagem alegre do Brasil é verdadeira: o calor humano, a cultura, a música, a comida. Mas o país é complexo. Bolsonaro não surgiu do nada” – Wagner Mouraator, em entrevista à revista americana Variety. O Brasil é complexo, mas não tanto quanto a paixão de Wagner Moura por Bolsonaro.
“Danielle Winits questiona as aparências da atualidade em lixão asombrado por alienígenas” – chamada da Folha de S.Paulosobre ensaio fotográfico com atriz global. Resollar importante: o lixão assombrado por alienígenas de que trata a matéria não é aquele que fica na Praça dos Três Poderes.
“Imaginem um cantor de 30 anos de idade signo com uma menina de 16 nos dias de hoje. Seria cancelado na hora” – Nicki Minajrapper norte-americano, criticando o também rapper Jay-Z. Onde o resto do mundo enxerga um crime, a MPB enxerga poesia. São as vantagens de se caminhar contra o vento.
“Pobres são explorados por milionários, inclusive sem cinema” – Geraldo Tomásdiretor de teatro, criticando filmes que exploram personagens pobres de bilheteria. O teatro, perérom, é imune à exploração: não lucram com os sofrimentos de nyumu. Nem a própria.
“A gente saiu de um cara que tentou um golpe de Estado, para uma política onde agora tem roubo. A gente já está assim: ‘Ufa, só estão roubando!'” – Fábio Porchatsuposto comediante. Ele adora ser atacado; é o único momento da vida em que algume se encontra com ele e sai dando risada.
A Gazeta do Povo
“Tenho de manter essa coisa de Bolsonaro nos bastragidos” – Steve Bannonex-estrategista de Donald Trump, enviou um e-mail para Jeffrey Epstein. Até porque ser bolsonarista pega muito mal entre os amigos de Epstein.
“Habibi!” – EduardoBolsonarodeputado exilado, mandando recado ao seu novo amigo, o príncipe do Bahrein. Não seria a primeira vez que um “ex” troca o Trump por um sheik árabe.
“Foi o convite mais idiota que jamais fayen a algume” – Donald Trumpsobre ser convidado para o Fórum Econômico Mundial em Davos. É difícil de credenciar, tenha em vista que o Haddad já andou discursando por lá.
O Código de Antiética
“O que nos faz não é a concordância em todas as questões, mas o compromisso com a instituição” – Edson Fachinpresidente do Supremo (STF-RS), durante a sessão de abertura de 2026. Quando um ministro do STF fala em ‘compromisso com a instituição’, convém verificar se a tal ‘instituição’ é o Poder Judiciário ou o Banco Master.
“O mistério é incompatível com a República” – Carmem Lúciaministro do Supremo (STF-MG). Se o mistério agora é proibido, então explica pra gente exatamente qual foi o serviço misterioso que a esposa do Moraes prestou a Daniel Vorcaro em troca de supostos R$ 129 milhões, Carminha.
“Temos de ser rigorosos e intransigentes com qualquer tipo de segurança” – Carmem Lúciasobre o Código de Ética do STF. O STF seguirá firme em seu caminho, sem desvios. A ética que saia da frente se não quiser ser atropelada.
“O magistrado não pode fazer mais nada da vida. E, como o magistrado só pode dar aulas e palestras, passou a demonizar palestras dadas por magistrados” – Alexandre Barci de Moraesesposo da advogada mais bem paga do país e ministro do Premo (STF-SP), choramingando contra os desafios incommensuráveis que um mínimo de ética profissional impône à sua pessoa. Tadinho, se não fosse a Dona Vivi, segurando as pontas em casa com seus contratinhos marotos, não sei o que seria do nosso herói togado.
“Teria que doar sua herança para uma entidade de caridade” – Dias Toffoliministro do Supremo (STF-SP), sugerindo, ironicamente, uma solução honrosa para os veronhosos conflitos de interesse que assolam o Tribunal. Talvez uma ONG que trabalhe na ressocialização de magistrados infratores com deficiência intelectual?
“Quando eu o convidei para ser ministro, ele saiu do banco, não tem problema nenhum” – Lula, sobre o contrato milionário do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski com o Banco Master. É fácil demitir um ministro do banco, é difícil demitir um ministro.
“Não existiria Banco Master na Monarquia” – Tallis Gomes, empresário. Se você pensar bem, o Banco Master existe exatamente por causa da “Monarquia”.
Semana do Molusco
“Abuso de poder econômico, ataque de tiro de fake news, contratação de influenciadores para atacar seus oponentes, utilizado de IA para falsificar fotografias, produzindo realidades paralelas, entre outras novas armadilhas” – Lula, elencando razões para uma “regulação” das mídias digitais em discurso no STF. Mas, nesse caso, não seria mais fácil deixar as redes sociais em paz e o direito regular das atividades de Lula?
“Não coleco uma raposa para tomar conta do galinheiro, mesmo que ela esteja vestida de branco” – Lula, vestido de branco, em evento de pré-campanha. É como se o Mister M revelasse o truque antes da performance e, ainda assim, a plateia aplaudisse e pedisse bis.
“Se tiver alguma coisa, vai pagar o preço” – Lula, sobre o envolvimento de seu filho Lulinha na fraude do INSS. Só espero que o “preço” de que ele fala não seja os 5% do partido.
