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Daniel Ramallo e a cirurgia biológica com reabilitação rápida

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A trajetória de Daniel Ramallo nasce no esporte e amadurece na interseção entre ciência do movimento e sala cirúrgica. Carioca, formou-se primeiro em Fisioterapia, especializou-se em Biomecânica Humana pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e só depois ingressou em medicina. Com um olhar diferenciado e amplo sobre dor, função e reabilitação, fez residência médica e mestrado no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO). Se sub-especializou em cirurgia do Trauma Ortopedico também no INTO e viveu experiências nos Estados Unidos onde ampliou seu repertório técnico em joelho e quadril.

Hoje, ele é coordenador da Ortopedia do Hospital São Lucas Copacabana (Rede Américas) e atua nos seus consultórios no Rio de Janeiro (RJ), com uma equipe multiprofissional alinhada em torno de um princípio que define sua conduta: “Eu tenho que estar bem para poder fazer o bem”, afirma.

Da fisioterapia à ortopedia: uma escolha amadurecida

A vivência nos clubes e consultórios, ainda como fisioterapeuta, aproximou Ramallo das reconstruções de ligamento cruzado anterior, das próteses e das reabilitações longas que testam corpo e mente. Essa rotina o levou a compreender que o gesto técnico precisa vir acompanhado de sensibilidade. “A fisioterapia me ensinou a olhar o paciente inteiro. A biomecânica me mostrou o quanto o movimento pode ser ciência.”

Ao entrar na medicina, ele já valorizava tanto a técnica quanto os bastidores do cuidado: o curativo bem feito, a conversa com os familiares, a escuta das ansiedades e o vínculo de confiança. O ingresso no INTO consolidou esse pensamento. “Enquanto muitos colegas queriam apenas dominar a técnica cirúrgica, eu queria entender todo o fluxo: do curativo ao pós-operatório, da ansiedade do paciente ao trabalho da enfermaria”, diz.

A residência médica e o mestrado foram marcos de disciplina e de método. Ramallo passou a observar não só o sucesso das cirurgias, mas também os pontos críticos de cada caso. “Eu gostava de entender o que funcionava e o que não funcionava. Isso me ajudou a perceber que cada resultado depende de um conjunto de pequenas atitudes — técnicas e humanas.”

Com o tempo, o jovem médico descobriu que a ortopedia o levaria além das articulações. “Ser médico exige doação. Não basta operar bem, é preciso estar presente e ter humildade para se atualizar. A cirurgia que eu faço hoje pode ser obsoleta amanhã.”

Formação internacional e a evolução da cirurgia biológica

A experiência nos Estados Unidos, dividida entre Seattle e Portland, redefiniu sua percepção da medicina e da vida. Longe da família e do conforto do cotidiano brasileiro, ele viveu o silêncio que obriga à introspecção e à escuta. “Estar sozinho me fez entender o que o paciente sente quando está vulnerável. Aprendi o valor de ouvir sem pressa”, conta.

Nesse período, aprimorou técnicas de preservação biológica, dissecção respeitosa e reabilitação acelerada, princípios que se tornaram sua marca. Ao retornar ao Brasil, integrou esses conceitos à prática clínica e cirúrgica, unindo o aprendizado técnico à sensibilidade humana. “Respeitar os planos e controlar o sangramento muda o pós-operatório.”

Ramallo resume os pilares da cirurgia biológica em quatro eixos: respeito aos planos anatômicos, hemostasia precisa, individualização dos materiais e integração total com a fisioterapia. “Cada detalhe importa. Quando o cirurgião respeita a biologia do corpo, o paciente se recupera melhor, sente menos dor e volta à rotina com segurança”, afirma.

Na rotina do serviço, ele relata que, em cirurgias como artroplastias de quadril e joelho, a maioria dos pacientes selecionados recebe alta em até 24 horas, com fisioterapia iniciada no mesmo dia. “Quando aplicamos bem esses conceitos, o paciente se restabelece de forma mais precoce. Isso é bom para ele, para a família e para a sociedade”, explica

Joelho, quadril e a reconstrução do movimento

Na explicação de Ramallo, o joelho e o quadril são articulações que pedem olhares diferentes, mas complementares. No joelho, o foco é função e amplitude de movimento; no quadril, a prioridade é estabilidade e reforço muscular. Em ambos, a fisioterapia começa no mesmo dia da cirurgia. “Gosto do paciente andando ainda no hospital. Quanto mais cedo ele se movimenta, melhor o resultado”, diz.

O impacto ultrapassa o campo técnico. Muitos pacientes chegam ao consultório com dor crônica e retração social. “A artrose é traiçoeira: ela rouba o prazer de viver aos poucos. A pessoa se adapta, deixa de dançar, evita viajar, e quando vê, a vida ficou pequena.” Com o tratamento certo, Ramallo vê essas histórias se reescreverem. “Ontem mesmo operei duas próteses de quadril: um paciente de 89 anos e outro de 68. Hoje de manhã, os dois já estavam andando. Isso é devolver a vida”, conta.

Para ele, a cirurgia não termina na sutura: exige diálogo constante, orientação pós-operatória e acompanhamento atento. “Cirurgia é um casamento. Eu preciso conhecer bem a pessoa antes e caminhar junto depois.”

Nos consultórios de Ipanema e do Largo do Machado, no Rio de Janeiro, Daniel mantém esse mesmo padrão de cuidado, conciliando a técnica precisa com uma escuta que considera essencial. “Muitas vezes, o paciente quer ser ouvido antes de ser tratado. Escutar é terapêutico”, destaca.

Prevenção articular e recursos ortobiológicos

Com o olhar voltado para a longevidade das articulações, Ramallo valoriza o acompanhamento preventivo a partir dos 40 anos, fase em que costumam surgir as doenças degenerativas. As estratégias incluem controle de peso, fortalecimento, equilíbrio muscular e educação do gesto esportivo, mas também o uso criterioso de ortobiológicos.

Ele cita fatores de crescimento, ácido hialurônico, hidrogéis e terapias celulares como aliados em contextos específicos. “Cada estratégia tem uma indicação precisa, ou seja, o plano é individual.”

Essas terapias não substituem a base — que é o cuidado clínico e o movimento orientado -, mas ajudam a preservar tecidos e a postergar cirurgias em fases iniciais. O enfoque é integrativo: combinar ciência, prevenção e responsabilidade médica. “Hoje temos muitos recursos, mas o segredo está em usar o que faz sentido para cada pessoa.”

Humanização e cultura de segurança

A rotina de Ramallo combina precisão técnica e leveza de ambiente. Sua equipe de 82 ortopedistas, 14 anestesistas e três instrumentadores foi formada ao longo de anos, unindo confiança, experiência e empatia. “São pessoas tecnicamente ótimas e com boa energia, respeito e leveza no trato. Isso faz diferença no centro cirúrgico”, garante.

Como coordenador da Ortopedia do Hospital São Lucas Copacabana (Rede Américas), ele prioriza protocolos de segurança e fluxos de reabilitação acelerada, trabalhando para ampliar boas práticas na rede. A vivência adquirida ao longo de anos em que foi coordenador do departamento médico da Companhia de Dança Deborah Colker e do Hospital Copa D’Or também ajudou a integrar técnica, arte e movimento de forma singular.

Na prática, o ambiente cirúrgico segue padrões rigorosos: checklists, papéis definidos e comunicação clara entre as equipes. Essa estrutura é o que permite oferecer resultados previsíveis e seguros. “Quando todos sabem seu papel, o cuidado flui e o paciente sente confiança”, diz.

A humanização, por sua vez, aparece nos detalhes do dia a dia: consultas sem pressa, ligações de acompanhamento, adaptação do ambiente doméstico e presença nos momentos críticos. “Às vezes eu vou até a casa para sugerir ajustes. Pequenas mudanças protegem a recuperação.”

Educação e visão de futuro

Nos conteúdos que compartilha, Ramallo fala de forma acessível sobre temas práticos — do gelo ao calor, da ergonomia ao overtraining. “Informação ajuda o paciente a decidir melhor, sem exageros nem fórmulas prontas”, afirma. Seu foco é traduzir conhecimento técnico em linguagem de gente.

O futuro, para ele, não está em slogans, mas em disciplina cotidiana. “Amanhã quero ser um médico melhor do que hoje, um pai melhor, um amigo melhor.” No horizonte, Daniel quer seguir aprimorando protocolos de reabilitação acelerada, fortalecer a integração entre hospital e consultório e manter o aprendizado contínuo.

“Escolha um profissional disposto a ouvir, esclarecer indicações e limites, caminhar junto no pós-operatório. Clareza e presença fazem parte do tratamento.”

CRM: 52.87013-7 RQE: 20287

 Instagram: @drdanielramallo

Site: https://drdanielramallo.com.br

Fotos: Rodrigo Hargreaves Costa

O conteúdo dessa publicação é de responsabilidade da TV Notícias Assessoria de Imprensa / Brasil News.

 

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