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Corpos dos Mamonas Assassinas serão exumados 30 anos depois

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Três décadas após o acidente aéreo que interrompeu a trajetória da banda Mamonas Assassinas, os restos mortais dos cinco integrantes serão exumados nesta segunda-feira, 23. A medida, autorizada pelas famílias dos músicos, faz parte de um projeto de criação de um “memorial vivo” no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, cidade natal do grupo.

Após a exumação, os restos mortais de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Sérgio Reoli e Júlio Rasec passarão por um processo de cremação. As cinzas serão usadas como adubo para o plantio de cinco árvores — uma para cada integrante. As sementes serão de espécies nativas como ipê amarelo, jacarandá e sibipiruna (via O Globo e Folha de S. Paulo).

O memorial contará também com totens digitais, para que fãs possam interagir com a história da banda e dos integrantes. De acordo com Jorge Santana, primo de Dinho e responsável pela preservação da marca do Mamonas Assassinas, o espaço será gratuito.

Ao jornal O Globo, ele afirmou:

“O espaço tem toda uma simbologia. Vai ter totens, atividades, QR Code, um “cantinho Mamonas”. Vai continuar tudo gratuito, não terá nenhuma taxa. Os túmulos continuam existindo, assim como as árvores. A parte da campa vai permanecer; só vai existir também esse memorial, um espaço muito bem cuidado, com bancos e locais para os fãs deixarem mensagens.”

30 anos sem Mamonas Assassinas

A iniciativa ocorre a poucos dias do aniversário de 30 anos da tragédia que vitimou os cinco integrantes e outras quatro pessoas: o segurança Sérgio Saturnino Porto, o ajudante de palco Isaac Souto, o piloto Jorge Germano Martins e o co-piloto Alberto Yoshihumi Takeda.

No dia 2 de março de 1996, o Mamonas Assassinas sofreu um acidente aéreo na Serra da Cantareira ao se aproximar para pouso no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A banda vivia o auge do sucesso e era um dos maiores fenômenos da música brasileira, tendo vendido mais de 1,8 milhão de cópias de seu álbum de estreia.

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Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.

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