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Como podar uma orquídea após a floração para obter mais flores e um crescimento mais saudável

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A orquídea é uma das plantas mais cultivadas nas casas brasileiras, mas também uma das mais mal cuidadas na hora certa. O momento que mais define o futuro da planta, que é logo depois que as flores caem, é exatamente onde a maioria dos jardineiros erra. Saber como realizar a poda correta da haste floral e como tratar as raízes aéreas nessa fase pode ser a diferença entre uma orquídea que volta a florescer vigorosa e uma planta que murcha lentamente sem que ninguém entenda o motivo.

As raízes aéreas são uma das partes mais incompreendidas no cultivo de orquídeas
As raízes aéreas são uma das partes mais incompreendidas no cultivo de orquídeasImagem gerada por inteligência artificial

O que acontece com a orquídea depois que as flores caem?

Quando os botões se desprendem e a haste floral fica nua, a orquídea não está morta, ela está descansando. Nessa fase de dormência, a planta redireciona toda sua energia para as raízes e para o caule, preparando o organismo para um novo ciclo de crescimento. Entender esse processo é o primeiro passo para tratar a planta com o cuidado que ela precisa nesse momento tão delicado.

O erro mais comum entre quem cultiva orquídeas em casa é deixar a haste floral seca no vaso por tempo indeterminado, achando que ela pode voltar a brotar. Em alguns casos específicos, como no da orquídea Phalaenopsis, isso pode até acontecer, mas na maioria das espécies cultivadas no Brasil, a haste velha só rouba energia da planta sem oferecer nenhum benefício real ao cultivo.

Onde exatamente fazer o corte na haste floral?

A poda da haste floral exige precisão. Na orquídea Phalaenopsis, que é a mais popular nos jardins e varandas brasileiras, o corte deve ser feito logo acima do segundo ou terceiro nó a partir da base da haste. Esse ponto corresponde a um pequeno engroçamento visível ao longo do caule floral. Cortar nesse nó estimula a planta a emitir uma ramificação lateral, o que pode resultar em uma nova floração mais rápida.

Para as demais espécies, como Cattleya, Dendrobium e outras orquídeas epífitas comuns no cultivo doméstico, o procedimento é diferente. Nessas plantas, o indicado é cortar a haste floral rente à base, eliminando o caule seco por completo. Use sempre uma tesoura ou estilete limpo e desinfetado com álcool antes de cada corte, pois a orquídea é suscetível a fungos e bactérias que entram facilmente por ferimentos no tecido vegetal.

Os principais cuidados na hora da poda incluem:

  • Desinfetar o instrumento de corte com álcool 70% antes de usar
  • Cortar em ângulo para evitar o acúmulo de água no ferimento
  • Aplicar canela em pó ou carvão vegetal no corte para proteger a planta
  • Nunca puxar a haste com força, sempre cortar com instrumento afiado
  • Realizar a poda preferencialmente pela manhã, em local arejado

Confira o vídeo do canal Minhas Plantas, com mais de 300 mil visualizações ensinando quando podar a haste da orquídea:

O que fazer com as raízes aéreas da orquídea?

As raízes aéreas são uma das partes mais incompreendidas no cultivo de orquídeas. Muita gente as confunde com raízes doentes ou mortas e as remove sem necessidade, prejudicando profundamente a saúde da planta. Na natureza, as orquídeas são epífitas, ou seja, crescem fixadas em árvores e absorvem umidade e nutrientes diretamente do ar por meio dessas raízes externas.

Depois da poda, as raízes aéreas saudáveis devem ser preservadas ao máximo. Elas são facilmente identificadas pela coloração: quando hidratadas ficam verdes ou branco-esverdeadas, e quando secas apresentam um tom prateado ou cinza claro. Apenas as raízes completamente murchas, escuras e com textura mole devem ser removidas, sempre com tesoura limpa e corte preciso. Remover raízes saudáveis enfraquece a orquídea e compromete a próxima floração.

Para identificar o estado das suas raízes aéreas, observe os seguintes sinais:

  • Raiz saudável: firme ao toque, coloração verde ou prateada, ponta ativa com coloração mais clara
  • Raiz desidratada: enrugada mas ainda firme, pode se recuperar com rega adequada
  • Raiz morta: mole, escura, com odor e textura podre, deve ser removida
  • Raiz em crescimento: ponta verde brilhante, sinal de que a planta está em fase ativa
As raízes aéreas são uma das partes mais incompreendidas no cultivo de orquídeas
As raízes aéreas são uma das partes mais incompreendidas no cultivo de orquídeasImagem gerada por inteligência artificial

Como regar e adubar a orquídea no período pós-poda?

Após a poda, a orquídea entra em um período de recuperação que exige ajustes na rotina de irrigação e nutrição. Reduzir levemente a frequência de rega nessa fase é recomendado, pois a planta não está mais sustentando flores e suas necessidades hídricas diminuem. A regra prática é regar somente quando o substrato estiver quase seco ao toque, evitando o acúmulo de umidade que favorece o apodrecimento das raízes.

A adubação deve ser retomada com um fertilizante rico em fósforo e potássio, nutrientes que estimulam o desenvolvimento das raízes aéreas e preparam a planta para a próxima emissão de hastes florais. Evite adubos com alto teor de nitrogênio nessa fase, pois eles favorecem o crescimento de folhas em vez de flores. Com o substrato renovado, a rega bem calibrada e a haste floral podada corretamente, a orquídea terá todas as condições para iniciar um novo e vigoroso ciclo de florescimento.

Quando a orquídea vai florescer de novo após a poda?

Essa é a pergunta que todo cultivador faz depois de realizar a poda. O tempo de reflorescer varia conforme a espécie, as condições do ambiente e a saúde das raízes aéreas. Na orquídea Phalaenopsis, o novo ciclo floral costuma ocorrer entre seis meses e um ano após a poda, especialmente se a planta for exposta a uma variação de temperatura entre o dia e a noite, fator que estimula a emissão de botões.

O cultivo saudável de orquídeas no Brasil é perfeitamente viável quando se respeita o ritmo natural da planta em cada fase. A poda correta da haste floral, o manejo adequado das raízes aéreas e os cuidados pós-floração formam um conjunto de práticas simples que transformam completamente o resultado no jardim. Quem aprende a tratar a orquídea com atenção nesse período crítico raramente volta a ter uma planta que não floresce.



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