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Brasileiros ampliam presença em universidades dos EUA com bolsas acadêmicas

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O número de brasileiros em universidades dos Estados Unidos voltou a crescer após a queda registrada durante a pandemia. Levantamento do relatório Open Doors, do Institute of International Education, indica retomada consistente das matrículas internacionais, puxada sobretudo por programas de mestrado e doutorado —com predominância das áreas de STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática).

O Brasil segue entre os principais emissores de estudantes da América Latina para o ensino superior americano. A recuperação acompanha a reabertura da mobilidade acadêmica global e a estratégia das universidades de ampliar pesquisa e inovação por meio da atração de talentos estrangeiros.

Brasileiros ampliam presença em universidades dos EUA com bolsas acadêmicas
Brasileiros ampliam presença em universidades dos EUA com bolsas acadêmicasImagem gerada por inteligência artificial

O custo continua sendo variável central nessa equação. Bolsas integrais ou parciais, posições de assistente de ensino e pesquisa e isenções de tuition são, em muitos casos, o que viabiliza a permanência no país — sobretudo no doutorado, modalidade em que o financiamento completo é mais frequente em instituições de perfil acadêmico.

Os cursos mais procurados por brasileiros nos EUA

Entre os cursos mais procurados por brasileiros estão inteligência artificial, ciência de dados, saúde pública e engenharia ambiental, áreas alinhadas à demanda do mercado americano e à forte interação entre universidades e setor produtivo.

Do ponto de vista do estudante, o momento é visto como oportuno: diplomas internacionais ganharam peso no mercado de trabalho, enquanto experiências profissionais durante o curso e o acesso a ecossistemas de inovação ampliam a atratividade dos programas.

O visto F-1, principal porta de entrada para estudantes internacionais, permite estágios acadêmicos e, sob determinadas condições, trabalho temporário via Optional Practical Training (OPT). Especialistas, porém, ressaltam que o planejamento migratório deve começar antes do embarque.

Segundo o advogado de imigração Murtaz Navsariwala, o aumento do fluxo exige atenção às regras. “O crescimento reflete tanto a retomada da mobilidade quanto a política americana de atração de talentos. O F-1 abre oportunidades como o OPT, mas o estudante precisa manter conformidade rigorosa para preservar possibilidades futuras de visto de trabalho”, afirma.

De acordo com advogado, a formação em universidades americanas pode fortalecer candidaturas a vistos profissionais, especialmente em áreas tecnológicas, mas não garante permanência automática. “O sistema migratório é técnico e cada decisão durante o período acadêmico pode impactar etapas futuras.”

Embora Canadá e Reino Unido disputem o mesmo público, os Estados Unidos mantêm vantagem em volume de pesquisa, diversidade institucional e conexão com o mercado. A tendência é de crescimento moderado nos próximos ciclos, com a internacionalização ainda como prioridade das universidades.

Para brasileiros interessados em pós-graduação no exterior, o cenário combina oportunidade e maior competição. Domínio do inglês acadêmico, planejamento financeiro inicial e estratégia migratória estruturada aparecem como fatores determinantes.



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