Moda
Brasileiros ampliam presença em universidades dos EUA com bolsas acadêmicas
/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/02/unnamed-4.jpg?ssl=1)
O número de brasileiros em universidades dos Estados Unidos voltou a crescer após a queda registrada durante a pandemia. Levantamento do relatório Open Doors, do Institute of International Education, indica retomada consistente das matrículas internacionais, puxada sobretudo por programas de mestrado e doutorado —com predominância das áreas de STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática).
O Brasil segue entre os principais emissores de estudantes da América Latina para o ensino superior americano. A recuperação acompanha a reabertura da mobilidade acadêmica global e a estratégia das universidades de ampliar pesquisa e inovação por meio da atração de talentos estrangeiros.
/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/02/unnamed-4.jpg)
O custo continua sendo variável central nessa equação. Bolsas integrais ou parciais, posições de assistente de ensino e pesquisa e isenções de tuition são, em muitos casos, o que viabiliza a permanência no país — sobretudo no doutorado, modalidade em que o financiamento completo é mais frequente em instituições de perfil acadêmico.
Os cursos mais procurados por brasileiros nos EUA
Entre os cursos mais procurados por brasileiros estão inteligência artificial, ciência de dados, saúde pública e engenharia ambiental, áreas alinhadas à demanda do mercado americano e à forte interação entre universidades e setor produtivo.
Do ponto de vista do estudante, o momento é visto como oportuno: diplomas internacionais ganharam peso no mercado de trabalho, enquanto experiências profissionais durante o curso e o acesso a ecossistemas de inovação ampliam a atratividade dos programas.
O visto F-1, principal porta de entrada para estudantes internacionais, permite estágios acadêmicos e, sob determinadas condições, trabalho temporário via Optional Practical Training (OPT). Especialistas, porém, ressaltam que o planejamento migratório deve começar antes do embarque.
Segundo o advogado de imigração Murtaz Navsariwala, o aumento do fluxo exige atenção às regras. “O crescimento reflete tanto a retomada da mobilidade quanto a política americana de atração de talentos. O F-1 abre oportunidades como o OPT, mas o estudante precisa manter conformidade rigorosa para preservar possibilidades futuras de visto de trabalho”, afirma.
De acordo com advogado, a formação em universidades americanas pode fortalecer candidaturas a vistos profissionais, especialmente em áreas tecnológicas, mas não garante permanência automática. “O sistema migratório é técnico e cada decisão durante o período acadêmico pode impactar etapas futuras.”
Embora Canadá e Reino Unido disputem o mesmo público, os Estados Unidos mantêm vantagem em volume de pesquisa, diversidade institucional e conexão com o mercado. A tendência é de crescimento moderado nos próximos ciclos, com a internacionalização ainda como prioridade das universidades.
Para brasileiros interessados em pós-graduação no exterior, o cenário combina oportunidade e maior competição. Domínio do inglês acadêmico, planejamento financeiro inicial e estratégia migratória estruturada aparecem como fatores determinantes.
