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Música

‘Atenção para o Refrão’: Sarah Oliveira investiga o poder dos refrãos em nova série musical

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A apresentadora Sarah Oliveira lança a série Atenção Para o Refrão, um projeto que percorre a história da música brasileira a partir de seus refrãos. Com seis episódios, que estreiam semanalmente às sextas-feiras, às 21h (horário de Brasília) no canal Bis e no Globoplay, a produção propõe uma reflexão sobre trechos de canções que permanecem vivos na memória coletiva do público.

Dirigida pelo cineasta, e irmão de Sarah, Esmir Filho (Homem com H), a série combina investigação cultural e afetiva ao reunir depoimentos de grandes artistas da música nacional, como Ivete Sangalo, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Lenine, João Bosco, entre outros.

A ideia da série surgiu a partir de uma escuta despretensiosa de Divino Maravilhoso, composta por Gilberto Gil e Caetano Veloso, e eternizada na voz de Gal Costa. “Será que a gente para para prestar atenção no refrão?”, questiona Sarah. A frase da música — “é preciso estar atento e forte” — serviu como ponto de partida para uma inquietação maior sobre a forma como o público consome música hoje, em meio à velocidade e à dispersão do cotidiano.

A gente ainda se conecta com o que está cantando? Entende o que está dizendo em um refrão cantado a plenos pulmões?”, provoca a apresentadora, que idealizou o projeto em parceria com seu irmão Esmir Filho. A série também marca a celebração dos 25 anos de carreira de Sarah.

Sarah Oliveira investiga o poder dos refrãos em série musical sobre memória afetiva do Brasil (Divulgação)

Cada episódio parte de um tema para explorar diferentes canções. No capítulo “Garra”, por exemplo, a produção estabelece um paralelo entre “Manguetown”, de Chico Science com a Nação Zumbi, e “O Lucro”, de Russo Passapusso, do BaianaSystem (foto acima). A relação evidencia como diferentes gerações dialogam por meio da música, refletindo questões sociais e territoriais — como desigualdade, urbanização e resistência.

Outras canções também entram na discussão, como “Alagados”, d’Os Paralamas do Sucesso, reforçando o papel da música como espelho da realidade brasileira. Segundo Sarah, as letras revelam a “garra” de quem vive em contextos atravessados por desigualdades, mas também a potência de transformação presente nessas narrativas.

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