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Celebridade

Aos 77 anos, ator é dono de castelo que pertenceu a clã guerreiro e pode custar R$ 61 milhões

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Conhecido por sua voz aveludada, o ator britânico Jeremy Irons (77) é dono de um talento magnético e uma versatilidade dramática que atravessa décadas. Porém, para além de seus papéis no cinema, um detalhe de sua vida pessoal chama tanta atenção quanto o sucesso nas telonas: o artista é dono de um castelo legítimo na Irlanda.

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O artista adquiriu as ruínas da fortaleza, chamada Castelo de Kilcoe, do século XV em 1998, junto a ilha onde ele está localizado, pelo valor de 150.000 libras irlandesas —o que, atualmente, seria equivalente a pouco mais de R$ 1,1 milhão. Atualmente, de acordo com cálculos imobiliários de propriedades parecidas, o castelo poderia ser avaliado entre 3 milhões a 10 milhões de euros, cerca de R$ 18 milhões a R$ 61 milhões.

O refúgio de um cavalheiro

Para Irons, o castelo não é apenas uma propriedade de luxo; é um projeto de vida, uma declaração de amor à história e uma manifestação tangível de sua própria personalidade excêntrica e refinada. A história começa em 1998, quando o ator adquiriu as ruínas desta fortaleza do século XV. O que encontrou pela frente não era uma residência pronta para morar, mas um esqueleto de pedra negligenciado pelo tempo, à beira da costa selvagem irlandesa.

Irons, dotado de uma visão romântica e meticulosa, decidiu não apenas restaurar o castelo, mas resgatá-lo da erosão e do esquecimento. Durante seis anos, o castelo tornou-se o canteiro de obras mais fascinante da região. Ele não contratou grandes empresas externas; em vez disso, envolveu a comunidade local. Dezenas de artesãos, pedreiros e carpinteiros da área foram recrutados, criando um laço de trabalho que durou anos e que injetou alma na estrutura.

O processo de restauração foi, para dizer o mínimo, artesanal. Irons acompanhou de perto cada decisão, desde a recuperação das vigas originais até a pintura das paredes em tons de terracota, uma escolha ousada, mas que confere ao Kilcoe uma identidade visual distinta e vibrante contra o céu cinzento e frequentemente tempestuoso da Irlanda. A fortaleza, com suas torres imponentes e paredes que guardam séculos de relatos, foi transformada em um lar moderno que acomoda confortavelmente 13 pessoas. É um equilíbrio delicado entre o conforto contemporâneo e o peso histórico.

Decoração interior reflete a personalidade do artista

O interior é onde a personalidade de Irons realmente emerge. Não se trata de uma mansão cenográfica ou de um museu estéril. A área principal do castelo funciona como um santuário pessoal, repleto de obras de arte, objetos colecionados ao redor do globo e recordações de sua prolífica carreira. Fotografias, peças de figurino, livros raros e curiosidades inusitadas dividem espaço, tornando o ambiente um reflexo de uma mente inquieta e profundamente culta. É, acima de tudo, um espaço onde o ator pode se despir da fama e se reconectar com o que é humano e tangível.

Viver em Kilcoe é, para o ator, uma forma de ancoragem. Em um mundo onde o cinema o obriga a estar sempre em trânsito, o castelo oferece o que ele chama de “permanência“. A vista para a baía de Roaringwater e o som constante do Atlântico Norte criando um contraste com a solidez das muralhas reforçam o isolamento necessário para alguém que passa a vida sob as luzes dos holofotes.

Hoje, Kilcoe permanece como um monumento ao comprometimento de um homem com a preservação do patrimônio e à sua necessidade de criar beleza. Jeremy Irons não apenas restaurou pedras; ele compôs uma narrativa pessoal entre os muros daquele castelo. Ao caminhar pelos corredores de Kilcoe, percebe-se que, para ele, o castelo não é um troféu de sucesso, mas um poema arquitetônico que ele continua a escrever.

Conheça os antigos donos do castelo

Sua história pode ser dividida entre os proprietários originais da era medieval e os donos modernos que o detiveram antes da restauração definitiva.

Proprietários Originais

  • Clã Dermod MacCarthy: O castelo foi construído por volta de 1450 por este clã, que era um subgrupo dos MacCarthy Reagh. Ele serviu como um reduto estratégico de poder em West Cork.

  • Queda: Após a Batalha de Kinsale (1601–1602), o castelo foi sitiado e, em 1603, rendeu-se às forças inglesas. Após esse período, ele caiu em um longo processo de abandono e deterioração que durou séculos.

Antes de Jeremy Irons

Antes de Jeremy Irons comprá-lo em 1997/1998, o castelo passou por dois outros proprietários no século XX, que tentaram lidar com a estrutura, mas não realizaram uma restauração completa:

  1. James Caverly (1966): O castelo estava localizado em terras de um fazendeiro chamado James Caverly. Ele foi o primeiro a registrar formalmente a propriedade após o longo período de abandono.

  2. Edward Samuel (1972–1996): Em 1972, Caverly vendeu o castelo para Edward Samuel, um arquiteto baseado em Londres.

    • Samuel chegou a obter permissão para restaurar o edifício para fins residenciais e foi ele quem construiu a ponte que conecta a pequena ilha ao continente, facilitando muito o acesso.

    • No entanto, Samuel desistiu do projeto de restauração completa devido aos custos exorbitantes e à complexidade da obra, deixando o castelo à venda em 1996 até ser adquirido por Irons.

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