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Celebridade

Aos 64 anos, funcionário número 8 da Apple acumula fortuna de R$ 588 milhões em açõe

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A trajetória de Chris Espinosa representa um fenômeno raro no atual mercado de tecnologia do Vale do Silício. Aos 64 anos, ele detém o título de funcionário mais antigo da Apple, empresa onde ingressou em 1976, quando tinha apenas 14 anos. De acordo com reportagem do g1, o veterano acompanhou de perto a fase em que a companhia operava na casa de infância de Steve Jobs. Naquela época, a equipe montava os computadores manualmente em um ambiente de total incerteza e grandes promessas.

O percurso de Espinosa reflete o perfil da geração baby boomer, marcada pela construção de carreira em uma única organização. Consequentemente, sua permanência por meio século contrasta com a alta rotatividade dos profissionais mais jovens. Segundo o especialista Ricardo Nunes em entrevista ao g1, as novas gerações enfrentam um mercado pautado pela automação e precarização. Portanto, mudar de emprego a cada dois ou três anos tornou-se a regra para quem busca avançar na carreira atualmente.

A construção de uma fortuna e o manual do Apple II

Além da estabilidade profissional, o veterano colheu frutos financeiros extraordinários ao longo das décadas. Segundo o New York Times, Espinosa recebeu cerca de 2 mil ações da Apple logo após a abertura de capital, em 1980. Esse bônus integrou um plano de Steve Wozniak para recompensar os pioneiros da marca. Atualmente, esses papéis valem aproximadamente US$ 114 milhões, o equivalente a R$ 588 milhões. Entretanto, ele nunca deixou de atuar na linha de frente técnica, trabalhando hoje no desenvolvimento do sistema operacional da Apple TV.

Mesmo durante seus estudos na Universidade da Califórnia, em Berkeley, o programador manteve o vínculo com a empresa. Nesse período, ele escreveu o manual do Apple II, uma documentação técnica com mais de 200 páginas. Posteriormente, Espinosa atravessou as crises severas das décadas de 1980 e 1990, marcadas por demissões em massa. Ele revelou ao The New York Times que permaneceu no cargo apenas porque sua indenização acumulada seria alta demais para a empresa pagar na época.

Resiliência e a transformação da Apple

A história da Apple mudou radicalmente com o retorno de Steve Jobs em 1997, momento que Espinosa acompanhou integralmente. Ele descreve os primeiros 20 anos da companhia como um período de “arrogância”, que precedeu a revolução do iPod e do iPhone. Atualmente, a empresa figura entre as mais valiosas do mundo, com valor de mercado na casa dos trilhões de dólares. Além disso, o veterano afirma que pretende seguir na ativa enquanto a companhia existir.

De acordo com o relato do g1, o modelo de remuneração através de ações explica por que muitos talentos antigos optam pela permanência. Se a empresa cresce, o patrimônio do trabalhador valoriza-se diretamente. Por fim, sem possuir diploma universitário e com experiência quase exclusiva na Apple, Chris Espinosa simboliza a memória viva da tecnologia mundial. “Eu estava aqui quando acendemos as luzes. Posso muito bem ficar até que as apaguemos”, declarou o veterano sobre seu compromisso com a marca.

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Yasmin Lima

Yasmin Lima é jornalista formada pela Universidade Paulista e graduanda em Marketing pelo MBA da USP. Tem experiência em redação, redes sociais e análise de dados, tendo atuado em empresas do grupo UOL e em contas do Governo e da Prefeitura de São Paulo. Apaixonada por comunicação digital, tem interesse especial em temas de entretenimento, política e esporte

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