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Celebridade

Aos 47 anos, ator veterano encara figurino de 8 quilos para viver primeiro vilão

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O público ainda nem assistiu aos primeiros capítulos de A Nobreza do Amor, a nova novela das seis da Globo que estreia em 16 de março, mas o grande vilão da trama já está dando o que falar. Na história, Jendal é um primeiro-ministro que dá um golpe de Estado no reino fictício de Batanga e se declara rei absoluto. A sua obsessão pelo poder e pela princesa Alika, vivida por Duda Santos, envolve perseguições e ameaças. Em um ato de desespero, a princesa chega a oferecer a mão em casamento para salvar os pais, mas acaba precisando fugir para o Brasil. A repercussão do personagem começou cedo: o ator relatou que uma senhora o abordou no aeroporto, o chamou de “malvadão” e foi embora sem falar mais nada.

Para dar vida a essa figura de autoridade, a rotina nos bastidores exige bastante esforço físico. A caracterização do líder do reino de Batanga é um processo demorado. O visual é composto por roupas pesadas, cabelo trançado e joias marcantes. Apenas os colares chegam a pesar 6 quilos, somados a mais de 2 quilos de figurino. O artista brinca que, no fim de um dia de gravação, a sensação é de carregar cerca de 200 quilos no próprio corpo. Apesar do peso literal e do cansaço, ele garante que o esforço compensa pela imagem de poder que a caracterização transmite na tela.

É sob todo esse figurino que está Lázaro Ramos. Aos 47 anos de idade e com mais de três décadas de carreira na televisão, o veterano vive agora o seu primeiro vilão em novelas. Segundo informações divulgadas pelo portal Gshow e também durante a coletiva de imprensa acompanhada por nós da CARAS Brasil, o ator revelou que interpretar um antagonista nunca foi o seu grande sonho. A sua vontade sempre foi fazer papéis de herói. No entanto, Lázaro confessou que mudou de ideia ao ler a história e hoje sente um “prazer preocupante” ao gravar as maldades de Jendal. O desafio diário de fazer um personagem sem simpatia tem sido uma descoberta em sua trajetória.

Jendal (Lázaro Ramos) e Chinua (Hilton Cobra) | Foto: Globo

Um marco na televisão brasileira

Além da novidade no currículo do protagonista, A Nobreza do Amor é vista nos bastidores como um passo histórico na teledramaturgia do país. A produção atende a um pedido de mais de 50 anos do movimento negro brasileiro. A proposta da emissora é mostrar a ancestralidade do continente africano a partir da nobreza, deixando de lado o foco exclusivo nas histórias de dor.

O elenco comemora a mudança de foco. A atriz Erika Januza, que interpreta Niara, comentou que já passou da hora de mostrar para a sociedade que a população negra foi muito mais do que o passado triste apresentado nos livros escolares. Para Hilton Cobra, o intérprete de Chinua, a novela vem para coroar a vida da população negra e trazer referências reais de poder para a tela.

Novas referências para o público

A criação de um imaginário onde reis e rainhas são negros é um dos pontos mais fortes da obra. Welket Bungué, ator luso-guineense que dá vida ao Rei Cayman II, destacou a importância de reunir uma equipe com consciência histórica e vontade de contar boas histórias. Ele lembrou que cresceu sem ter referências palpáveis de atores negros em posições de liderança na televisão.

 

 

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Gabriela Cunha

GABRIELA CUNHA é jornalista graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Especialista em entretenimento, atua na cobertura editorial de televisão, celebridades e comportamento, com foco em notícias e análises

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