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Celebridade

Alinne Rosa recorda período difícil da depressão: “Vivia uma vida dupla”

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Quem via Alinne Rosa (43) brilhando no palco dificilmente imaginava o que se passava nos bastidores. À frente da multidão, com energia contagiante e sorriso largo, a artista parecia viver apenas a euforia dos shows. Longe dos holofotes, porém, a realidade era outra. Lidando com a depressão há mais de sete anos, a baiana relembra um dos períodos mais desafiadores da doença e fala, com franqueza, sobre a travessia até a retomada do equilíbrio. “Eu vivi um pouco no automático. As pessoas que me conheciam intimamente diziam que não acreditavam como eu conseguia entregar tudo no palco e voltar para casa e estar em depressão. Era algo que eu fazia por amor mesmo, com uma força que eu não sei de onde vinha. Depois comecei a me recuperar, e foi aí que resolvi dar uma sacudida na minha vida”, explica, em papo exclusivo com a Revista CARAS.

Libertação

Durante a fase mais crítica, a cantora ficou mais reclusa. Embora não tenha deixado de cumprir a agenda de shows, reduziu consideravelmente as participações em programas de televisão e outros compromissos de divulgação. “Eu vivia uma vida dupla. As pessoas me cobravam para estar mais engajada na minha vida artística, para fazer mais ações, e eu não conseguia”, afirma.

Alinne Rosa. Fotos: Yago Mesquita

Após gravar diversos vídeos que nunca chegaram a ser publicados, no fim de outubro de 2024, a estrela do axé decidiu abrir o coração e compartilhar com os fãs o que vinha enfrentando. O desabafo marcou uma virada de chave. “Eu queria ter esse momento de coragem. Foi na hora certa; eu estava bem para falar, recebi apoio e muitas pessoas se abriram comigo por meio de mensagens, dizendo que estavam passando por situações parecidas. Vejo o quanto é importante falar e se despir dessa capa de artista intocável, distante. É uma doença que ainda enfrenta muito preconceito. Quando alguém que tem voz alcança outras pessoas e fala sobre isso, dá força para que elas também procurem ajuda”, acredita Alinne, que acredita que tornar a dor pública foi uma libertação. Além de se livrar do peso que carregava, ela se aproximou mais do público e pôde, com a sua voz e visibilidade, inspirar outras pessoas.

Pronta para a folia

Após encontrar o tratamento adequado, a cantora afirma viver uma fase de plenitude. Mais centrada, feliz e criativa, ela se prepara para uma nova maratona de Carnaval — e garante que 2026 será histórico. “A gente vai tocar na maioria dos dias em Salvador, mas também em Minas Gerais e Sergipe. Vou sair com o bloco Vale, que já tem sete anos e é um presente. Todo ano fica esgotado”, conta. Segundo ela, só quem vive o bloco Vale entende a energia que toma conta do circuito.

Mantendo a tradição, os dias de folia terão um tema especial. Desta vez, com o mote “Só Tem no Brasil”, Alinne promete exaltar a brasilidade em toda a sua potência. “Estou preparando muitas coisas, me sentindo mais solta com a minha criatividade, conseguindo fazer o que quero, com uma banda superafiada. Vai ser um Carnaval inesquecível para mim e para quem pular comigo”, garante a artista, animada para reencontrar os fãs na avenida e celebrar, em alto e bom som, sua própria reconstrução.

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