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Música

A música do Guns N’ Roses que Slash tinha até vergonha de tocar ao vivo

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Para muitos fãs de rock, em especial do Guns N’ Roses, a introdução de “Sweet Child O’ Mine” é um momento marcante e, por vezes, até emocionante. No entanto, para o homem por trás do riff icônico, a canção foi, por muito tempo, motivo de desprezo e até de certo constrangimento.

Slash, guitarrista do Guns, revelou em entrevista à Guitar World (via Ultimate Guitar) que a balada estava longe de ser o que ele imaginava para a banda no início de sua trajetória. Na época, sua expectativa era por um som mais sujo e agressivo.

Ele comenta:

“Sim, tenho que admitir que eu tinha uma certa implicância com ela (‘Sweet Child O’ Mine’). Foi um riff que eu criei, mas não sabia o que ia fazer com ele. Eu não estava realmente pensando nisso na hora, mas ele inspirou a música inteira.”

Slash continua:

“Eu sempre digo isso, mas, para mim, éramos como uma banda pesada tipo o Motörhead, então qualquer tipo de balada era meio deslocado. Mas ela realmente se tornou parte do nosso repertório. Nós a tocamos uma vez abrindo para o Ted Nugent e, quando chegou a hora de tocar aquela música, eu pensei: ‘Ah, m#rda…’ Eu tinha que lembrar como tocar o riff com precisão, sozinho, na frente de todo mundo, toda vez que a gente tocava, e, na época, eu estava meio bêbado, e nunca se sabia o que ia acontecer.”

Slash tentou boicotar hit do Guns N’ Roses

A história do surgimento da música ganha contornos ainda mais curiosos com o depoimento do baixista Duff McKagan. Segundo ele, Slash não apenas desgostava da parte criada por Izzy Stradlin, como tentou ativamente “boicotar” a canção.

Em entrevista à Ultimate Classic Rock, Duff relembrou:

“Na introdução de ‘Sweet Child O’Mine’, Slash simplesmente não gostou da progressão de notas em ré, dó e sol. Uma hora ele chegou em mim e disse: ‘Precisamos nos livrar dessa música de alguma forma’. Ele compôs uma coisa distorcida, simplesmente atonal. E é claro que aquela parte era para tentar se livrar da música.”

Lançada originalmente no álbum Appetite for Destruction (1987), a faixa foi justamente a primeira da banda a repercutir de verdade, quando saiu como single, em junho de 1988. Seu videoclipe — que inclusive ganhou uma segunda versão — tocou bastante na MTV, que já exercia papel fundamental na indústria musical.

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