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Claudette Soares: Álbum Inédito com Participações de Maria Gadú, Joaquim e Thalma de Freitas
A renomada cantora Claudette Soares, que completa 91 anos em outubro, prepara o lançamento do álbum "O mundo é ruim para quem não sabe esperar" para 13 de novembro. O título da obra é inspirado em um bordão recorrente em sua carreira, e o projeto marca um momento especial por ser seu primeiro álbum com repertório totalmente inédito em uma discografia iniciada em 1954. O conceito por trás do álbum, que conta com dez faixas, foi idealizado por Marcus Preto em 2023 e gravado nos últimos três anos em São Paulo, com produção orquestrada por Preto e Thiago Big Rabello. O título ainda foi extraído de um verso da música “Cheguei no ponto”, de Ana Costa e Zélia Duncan, que abre o disco.
Destaques e Colaborações Musicais
Este novo trabalho de Claudette Soares apresenta uma série de colaborações notáveis. Além do dueto já conhecido com Guilherme Arantes na canção "O prazer de viver para mim é você" (2024), o álbum inclui participações de Joaquim, Maria Gadú e Thalma de Freitas. Joaquim colabora na faixa "Esse escurinho e você", marcando sua primeira parceria com Roberto Menescal. Maria Gadú divide os vocais em "Batuque bom", uma composição de Marcos Valle e Tim Bernardes. Já Thalma de Freitas canta em "Viva", outra música de Marcos Valle, desta vez em parceria com Arnaldo Antunes.
O repertório inédito também conta com a autoria de Thalma de Freitas em "O que aconteceu", e Leoni contribui com "A vida é bem maior". Uma das grandes novidades é "Esquecível", uma parceria póstuma de Joyce Moreno com João Donato (1934 – 2023). Completam a lista "Bem feliz", de Zé Manoel e Ronaldo Bastos, e "Natural", de Zé Renato e Nando Reis. A capa do álbum, com foto de Fábio Audi, foi intencionalmente envelhecida para remeter aos clássicos LPs.
Legado e Homenagens na Carreira
O álbum "O mundo é ruim para quem não sabe esperar" não é apenas um lançamento musical, mas também uma homenagem à trajetória de Claudette Soares, com previsão de futura edição em formato físico de LP. Iniciando sua carreira na adolescência, por volta de 1947, em programas de rádio, Claudette foi coroada "Princesinha do Baião" na década de 1950 por Luiz Gonzaga.
Ao longo dos anos 1960, a artista navegou por diversos gêneros, como bossa nova, Tropicália, sambalanço, Pilantragem, samba-rock e samba-canção, sempre demonstrando notável domínio rítmico e uma voz afinada. Sua vasta discografia é um testamento de sua versatilidade e talento, merecendo um reconhecimento ainda maior no cenário musical brasileiro.
