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Rolando Boldrin: Álbum ‘Cantigas e Causos’ Celebra 90 Anos da Voz do Brasil Rural

O legado do multifacetado artista Rolando Boldrin (1936-2022) é celebrado com o lançamento do álbum "Cantigas e Causos", da dupla Élcio Dias & Amorim. A obra marca os 90 anos que o ator, cantador e apresentador paulista completaria em 22 de outubro, reforçando sua inextinguível contribuição à cultura brasileira.
Uma Homenagem Musical à Tradição Caipira
Lançado pela gravadora Kuarup em formato digital no dia 23 de outubro, "Cantigas e Causos – Élcio Dias & Amorim celebram os 90 anos de Rolando Boldrin" apresenta 14 faixas dedicadas ao universo do mestre. O repertório destaca sucessos e resgata composições menos conhecidas, como "Tema para Juliana", escrita por Boldrin para a novela "Os Inocentes" (1974) e gravada por ele 20 anos depois.
A Dupla Élcio Dias & Amorim
Formada em 2019 na cidade de Embu das Artes (SP), berço de importantes tradições caipiras, a dupla é composta pelo violonista e cantor paulista Élcio Dias e pelo violeiro e cantor baiano Gildécio José de Amorim. Este é o quarto álbum da carreira fonográfica do duo, que em 2021 já havia lançado um tributo à lendária dupla Pena Branca & Xavantinho.
O Legado Perene de Rolando Boldrin
Nascido na interiorana cidade de São Joaquim da Barra (SP), Rolando Boldrin consolidou-se como um arquiteto da música rural, dando voz aos sons caipiras, às violas e às modas. Além de sua significativa obra fonográfica, foi um dos principais difusores da música de raiz brasileira e de seus artistas através de programas televisivos dedicados ao gênero, marcando gerações.
Colaborações e Pérolas do Repertório
O álbum enriquece as interpretações de Élcio Dias & Amorim com participações de grandes nomes da música ruralista. Dentre as faixas, destacam-se "Viola Quebrada" com Renato Teixeira, "Eu, a Viola e Deus" com o violeiro Chico Lobo, e "Vide, Vida Marvada" com Jackson Antunes. O projeto inclui ainda "Novo Amanhecer", popularizada por Boldrin, e "Vaca Estrela e Boi Fubá" de Patativa do Assaré, com Wandi Doratiotto, além de textos declamados como "Crônica do Tempo", escrita por Boldrin, e "A Morte Não É Nada".
Fonte: https://g1.globo.com
