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Música

Lorde traz Charli XCX ao palco e dá volta da vitória como atração principal no Lollapalooza 2026

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“Vocês parecem incríveis daqui de cima”, Lorde brincou ao observar o mar de gente que lotou seu show de atração principal na quinta-feira no Lollapalooza, em Chicago. A observação parecia ser tanto sobre a temperatura (ela pediu algumas vezes para a segurança checar pessoas na plateia que pareciam estar passando mal por causa do calor) quanto sobre a vibração do público, enquanto a musicista neozelandesa foi tirando camadas — metafórica e literalmente — durante sua apresentação visceral.

Já fazia mais de uma década desde a última vez que Lorde subiu de fato a um palco no Lollapalooza de Chicago. Em 2014, então com 17 anos, ela vinha embalada pelo megassucesso “Royals”, uma estrela em ascensão que parecia completamente à vontade nos bastidores antes da apresentação. E, embora falasse casualmente sobre ter sido escolhida para curar a trilha de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 (2014) e ter batido um recorde na parada alternativa com sua música de estreia, ela já parecia pronta para ser atração principal, com seu carisma e domínio de palco.

Em 2017, ela estava escalada para encerrar a noite, mas chuvas torrenciais fizeram o festival terminar mais cedo e, depois de apenas algumas músicas, seu show foi interrompido enquanto o evento era evacuado.

Na quinta-feira, ela fez seu retorno merecido a esse posto de topo do lineup — e foi uma volta da vitória que valeu a espera. Sua confiança despretensiosa apareceu desde o começo: ela não guardou seu maior sucesso para o final, nem precisou disso. Em vez disso, abriu com “Royals”, que no começo deste ano entrou para o clube de um bilhão de visualizações no YouTube. A apresentação percorreu todos os quatro discos da artista, com ênfase na reinvenção catártica do quarto LP, Virgin (2025).

A performance foi tão física quanto emocional: em “Shapeshifter”, ela ficou de quatro; seus lábios roçaram o microfone durante “Current Affairs”; “Oceanic Feeling” veio acompanhada de Lorde jogando água no rosto em uma fonte e tirando a blusa até ficar só com a parte de cima do biquíni; lasers vermelhos cortaram o casaco preto que ela vestiu em “Man of the Year”. Festivais normalmente não são conhecidos por serem ambientes íntimos, mas a “bruxa da Nova Zelândia”, como ela se chamou em certo momento, conseguiu criar uma sensação de proximidade em meio a dezenas de milhares de pessoas cantando e dançando com seu material cru e vulnerável.

Entre outros destaques de um show repleto deles estiveram “Supercut”, “Green Light” e “Girl, so Confusing”, com a aparição surpresa de Charli XCX, que será a atração principal do festival na sexta-feira.

Lorde entrou no meio do público e foi para um palco no centro da plateia para o final. “Vamos completar o círculo: de 2017 para 2014 e para agora”, disse antes de concluir sua triunfante volta da vitória com a música mais antiga da apresentação, “Ribs”.

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