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Música

A melhor música de Paul McCartney, segundo o próprio

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Escolher a melhor criação dentro de um dos catálogos mais vastos e influentes da história da música pop não é uma tarefa simples. No entanto, quando instigado a apontar sua própria composição favorita, Paul McCartney tem a resposta.

Para ele, trata-se de “Here, There and Everywhere”, lançada pelos Beatles no aclamado álbum Revolver, de 1966.

A balada romântica carrega um significado importante para Macca. Além de sua estrutura harmônica refinada, a faixa é historicamente marcante por um motivo raro: foi uma das poucas vezes em que John Lennon elogiou diretamente o trabalho do parceiro de composição, recorda ele em declaração destacada pelo site Music Radar.

Paul McCartney e John Lennon, dos Beatles, em 1964
Paul McCartney e John Lennon, dos Beatles, em 1964 (Foto: David Redfern / Redferns via Getty Images)

Paul relata:

“Lembro de compor essa música enquanto esperava pelo John, certo dia. Eu tinha ido à casa dele, em Weybridge, para uma sessão de composição; como ele nem sempre estava acordado logo de cara, eu acabava tendo uns 20 minutos ou meia hora livre enquanto avisavam que eu havia chegado e ele se levantava.”

O Beatle continua:

“Lembro-me de ficar sentado perto da piscina, na casa dele em Weybridge, com meu violão, pois estava pronto para a sessão de composição. Então, sentei-me e comecei algo… Tudo fluiu de forma tranquila; assim, quando chegou a hora de compor com o John — quando ele finalmente se dignou a levantar e tomar seu café —, eu já tinha algo em que trabalhar.”

 

Paul McCartney, John Lennon e “Here, There and Everywhere”

O resultado foi justamente “Here, There and Everywhere”. O elogio de John Lennon não veio de forma imediata, mas pouco depois, conforme contou Paul McCartney a Howard Stern em 2018:

“Eu dividia o quarto com o John… no hotel onde estávamos hospedados. E nós tínhamos — acho que era uma fita cassete, naquela época — o álbum (com as demos! E tocamos ‘Here, There and Everywhere’, e ele disse: ‘Uau! Essa música é realmente ótima!’”

Em entrevistas posteriores, incluindo seu relato para o livro The Beatles Anthology (2000), Paul relembrou o impacto daquele momento:

“Vindo de John, aquilo foi um grande elogio. Lembro-me disso até hoje, exatamente de onde eu estava quando ele falou. Isso me deu muita confiança naquela música e na minha escrita.”

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