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Uma caverna nos Pirenéus, a 2235 metros acima do nível do mar, continha 23 lareiras antigas, vestígios de uma criança e vegetação verde…

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A caverna nos Pirenéus conhecida como Cova 338 revelou um conjunto raro de lareiras antigas, ossos humanos, cerâmicas e fragmentos minerais verdes a 2.235 metros de altitude. O achado indica que grupos pré-históricos subiam até a região para ocupar o abrigo, processar materiais ricos em cobre e repetir esse percurso por milhares de anos.

Os minerais verdes não parecem pertencer naturalmente à Cova 338, o que sugere transporte intencional até o abrigo.
Os minerais verdes não parecem pertencer naturalmente à Cova 338, o que sugere transporte intencional até o abrigo. – Imagem gerada por IA

Onde fica a Cova 338 nos Pirenéus?

A Cova 338 fica no Vale de Núria, na região de Girona, no nordeste da Espanha. O acesso ainda exige caminhada longa, já que a área está dentro de um parque natural com restrição para veículos motorizados.

A altitude torna o sítio arqueológico ainda mais importante. Durante muito tempo, áreas acima de 2.000 metros eram vistas como locais de passagem rápida, mas a caverna nos Pirenéus mostra uso planejado, repetido e ligado a atividades específicas.

O que os arqueólogos encontraram dentro da caverna?

As escavações analisaram uma pequena área próxima à entrada, mas o material recuperado foi suficiente para mudar a leitura sobre ocupações humanas em alta montanha. As camadas revelaram sinais de fogo, alimentação, objetos pessoais e presença infantil.

  • 23 lareiras antigas sobrepostas em diferentes níveis do solo.
  • Quase 200 fragmentos de minerais verdes, provavelmente malaquita.
  • Vestígios de uma criança, incluindo um dente de leite e um osso do dedo.
  • Fragmentos de cerâmica levados para o abrigo.
  • Pendentes feitos com concha e dente de urso-pardo.

Por que as pedras verdes chamaram tanta atenção?

Os minerais verdes não parecem pertencer naturalmente à Cova 338, o que sugere transporte intencional até o abrigo. Muitos fragmentos estavam queimados, enquanto outros materiais próximos não tinham o mesmo padrão de alteração pelo fogo.

Essa diferença indica que as pedras verdes foram aquecidas de propósito. A hipótese dos pesquisadores é que o material fosse malaquita, um mineral rico em cobre, usado em etapas de processamento ligadas à mineração pré-histórica.

Os minerais verdes não parecem pertencer naturalmente à Cova 338, o que sugere transporte intencional até o abrigo.
Os minerais verdes não parecem pertencer naturalmente à Cova 338, o que sugere transporte intencional até o abrigo. – Imagem gerada por IA

Como as lareiras antigas mostram ocupação organizada?

As lareiras antigas aparecem concentradas em uma área pequena e algumas cortam estruturas anteriores. Esse detalhe mostra que grupos retornaram ao mesmo ponto em períodos separados, possivelmente seguindo rotas sazonais já conhecidas.

  • O fogo era usado de forma controlada, não apenas para aquecimento.
  • As cerâmicas indicam transporte ou armazenamento de alimentos e materiais.
  • Os ossos de animais sugerem preparo de comida durante as visitas.
  • A repetição das estruturas aponta para memória do local entre gerações.

O que essa descoberta muda sobre a pré-história nas montanhas?

A Cova 338 mostra que os Pirenéus não eram apenas um espaço difícil atravessado por acaso. O conjunto de lareiras antigas, minerais verdes e objetos pessoais revela uma ocupação com logística, conhecimento do terreno e domínio de recursos em altitude.

Os vestígios de uma criança também levantam perguntas sobre rituais, sepultamentos e vínculos sociais dentro do abrigo. Com novas escavações, a caverna nos Pirenéus pode revelar se aquela área servia apenas como ponto de trabalho ou também como lugar simbólico para comunidades pré-históricas.



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