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Pedro Mizutani: De Bossa Nova ao Lo-Fi Indie no Álbum ‘Nova Bossa – Aquele Abraço aos Ratos Vivos’

O cantor e compositor carioca Pedro Mizutani, de 24 anos, lança em 22 de maio seu primeiro álbum, 'Nova bossa – Aquele abraço aos ratos vivos'. O trabalho marca uma evolução sonora em sua carreira, expandindo as fronteiras da bossa nova que o consolidou em EPs anteriores.
A Transição Sonora e Novas Influências
Imerso inicialmente nas sonoridades da bossa nova, referências como João Gilberto e Nara Leão moldaram seus primeiros EPs, 'Aperana' (2023), 'Pensando baixo' (2024) e 'Mostrando os dentes' (2025). Contudo, em 'Nova bossa – Aquele abraço aos ratos vivos', Mizutani explora territórios do indie rock, folk e lo-fi pop, mesclando violão e sintetizadores para criar um som essencialmente acústico.
O álbum, que conta com a produção musical de Guilherme Lírio e Paulo Emmery, será lançado via Nice Guy Records, um selo indie francês com foco em indie pop e lo-fi. O repertório inclui faixas inéditas como 'Bird on net' (canção bilíngue), 'Escassez' e 'Queria ter nove', e foi antecedido pelos singles 'Dia azul' (2025), 'Presente' (2026), 'Colchão' (2026) e 'Puer aeternus (19)' (2026).
O Rio de Janeiro Contemporâneo em Versos
Ao longo das onze faixas, Mizutani expressa um Rio de Janeiro contemporâneo sob a ótica da 'nova MPB', conforme definido pelo próprio artista. Ele aborda a realidade de viver e crescer na cidade como um jovem adulto em 2026, explorando temas como vícios em substâncias e telas, além da constante luta pela saúde mental em um mundo saturado de informações.
O título provocador do álbum é explicado por Mizutani como 'os relatos mais verdadeiros de um rato que chama a si mesmo de rato vivo', conforme manifesto que acompanha a obra. Esta descrição revela uma mistura de 'orgulho e vergonha' nas emoções do artista, que servem de fio condutor para as narrativas presentes no disco.
Fonte: https://g1.globo.com
