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Dupla Sertaneja Clayton & Romário Almeja Crossover com o Trap e Inova em Novo Álbum

A dupla sertaneja Clayton & Romário, conhecida por hits marcantes, surpreende o cenário musical ao expressar um forte desejo de explorar novas sonoridades através de uma parceria com o gênero trap. Romário, em entrevista, destacou a relevância de mesclar segmentos musicais distintos para alcançar públicos variados e promover uma renovação artística contínua.
A Proposta de Crossover: Sertanejo e Trap
A motivação por trás da fusão entre sertanejo e trap reside na intenção de conectar universos musicais. Romário visualiza essa colaboração como uma via para expandir o alcance do sertanejo a um público mais jovem e, ao mesmo tempo, introduzir a audiência do trap à riqueza da música sertaneja. Ele ressalta a importância de inovar e abraçar diferentes estilos para manter a relevância no mercado.
Apesar do entusiasmo, a dupla enfrenta desafios na busca pela composição ideal que viabilize essa união sonora. Romário revela que já solicitou a compositores que explorassem essa vertente, mas a canção perfeita ainda não foi encontrada. Sobre a aceitação do público do trap, o cantor mantém uma postura otimista, esperando que a temática de superação presente nas letras do gênero se traduza em uma abertura para a colaboração.
Lançamentos e Parcerias Atuais no Sertanejo
Enquanto o projeto com o trap não se concretiza, Clayton & Romário seguem fortalecendo suas raízes no sertanejo. A dupla lançou recentemente o álbum "Por Vocês Vol. 1", a primeira parte de seu novo DVD. Este trabalho inclui a faixa "Não namora", disponível desde março, que conta com a participação de Zé Neto e Cristiano. O álbum completo, com 23 músicas inéditas, também apresenta uma colaboração com Jorge e Mateus, consolidando parcerias de peso que, segundo Romário, "vão somar bastante" à carreira da dupla, remetendo ao sucesso anterior de "Água nos Zói" (2022).
Da Farra ao Romantismo: A Evolução da Carreira
Originários de Goiás, os irmãos Clayton (40) e Romário (35) trilham juntos o caminho da música desde a infância, profissionalizando-se em 2008. O reconhecimento nacional veio em 2020, durante a pandemia, com o sucesso de "Pingaiada", do álbum "No Churrasco". Posteriormente, a dupla expandiu seu repertório para o sertanejo romântico com "Namorando ou não", em parceria com Luan Santana, marcando uma transição em seu estilo.
A nova fase da dupla mergulha ainda mais na temática do romantismo e da sofrência, buscando um novo patamar artístico. Suas referências são vastas, abrangendo clássicos sertanejos como Zezé Di Camargo e Luciano, Leonardo, Milionário & José Rico, Chitãozinho e Xororó, e Chrystian & Ralf. A paixão pela música latina, influenciada por artistas como Luis Miguel e Alejandro Sanz, foi cultivada durante os oito meses em que residiram na Espanha, em 2003, adicionando uma camada cultural rica à sua identidade musical.
Clayton explica que, embora as músicas de festa alcancem o público rapidamente, as canções com letras mais conceituais tendem a ter maior durabilidade. O novo álbum busca justamente esse "respeito maior", com ritmos distintos e melodias que narram histórias mais profundas. Romário complementa que, embora essas músicas sejam mais desafiadoras para criar pertencimento, quando o fazem, perduram por um tempo significativamente maior, um processo que levou oito meses de cuidadosa seleção de repertório.
O Cenário Musical Brasileiro e o Desafio do Top 10
Clayton acredita que o repertório mais conceitual do novo álbum pode contribuir para o retorno do sertanejo à proeminência no Top 10 do Spotify. Nos últimos meses, o ranking da plataforma tem sido majoritariamente dominado pelo funk, em contraste com a hegemonia que o sertanejo desfrutava anteriormente. A dupla espera que ao menos uma faixa do álbum consiga impactar o público de forma duradoura, não apenas abençoando-os com sucesso, mas também "trazendo o Top 10 mais para o sertanejo".
A ascensão do funk ao topo das paradas, muitas vezes com músicas mais curtas e de fácil consumo, alterou o panorama do streaming, influenciando o formato e a estratégia de lançamento de outros gêneros. Este cenário desafia artistas sertanejos a adaptarem suas abordagens sem perder a essência de suas raízes musicais.
Fonte: https://g1.globo.com
