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Música Brasileira: ‘Samba é Aracy de Almeida’ Retorna em Edição Especial de LP Após 60 Anos

Um marco na discografia brasileira, o álbum "Samba é Aracy de Almeida" de Aracy de Almeida, lançado originalmente em 1966, ganha uma aguardada reedição em LP. Este relançamento, que celebra seis décadas da obra, resgata a essência de uma das maiores intérpretes do samba, Araci Telles de Almeida, cuja carreira perpassou de aclamada tradutora de Noel Rosa a figura icônica da televisão.
O Contexto Original e a Produção Elenco
Em um período de transição musical, enquanto a MPB emergia com força, Aracy de Almeida, já com uma sólida trajetória desde 1934, foi levada por Aloysio de Oliveira para a gravadora Elenco. Em 1966, a artista lançou dois álbuns pela gravadora, sendo "Samba é Aracy de Almeida" um deles. O disco, agora reeditado pela Universal Music em vinil transparente translúcido, posiciona-se como o penúltimo trabalho de estúdio da cantora antes de seu derradeiro registro em 1988.
Repertório com Clássicos e Inéditas
O álbum se destaca por apresentar dez sambas, incluindo preciosidades inéditas na voz de Aracy. Dois sambas de Assis Valente, "Cansado de sambar" e "Mangueira" (este último em parceria com Zequinha Reis), originalmente gravados em 1935 pelo Bando da Lua, fizeram parte do repertório. Além disso, "Batucada surgiu" (1965), composição de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, que havia sido popularizada por Wilson Simonal, também ganhou uma nova interpretação.
O disco também revisita sucessos que Aracy de Almeida teve o privilégio de lançar, reforçando seu legado como intérprete. Entre eles estão "Três apitos" (Noel Rosa, 1933), "Triste cuíca" (Noel Rosa e Hervê Cordovil, 1935), "Tenha pena de mim" (Hervê Cordovil, 1951) e "Sabotagem no morro" (Wilson Baptista e Haroldo Lobo, 1945).
O Quinteto de Músicos e Arranjos
A qualidade musical do álbum é enriquecida pelo acompanhamento de uma banda notável. Roberto Menescal (violão) e Ugo Marotta (piano e órgão) foram os responsáveis pelos arranjos, contribuindo significativamente para a sonoridade do disco. A formação contava ainda com Alpheo Barroso Neto (bateria), Sergio Barroso (contrabaixo), Marçal (percussão), Copinha (flauta) e Laerte Gomes de Alcântara (sax alto e clarinete), que juntos deram vida aos sambas na voz inconfundível de Aracy de Almeida.
Fonte: https://g1.globo.com
