Celebridade
Paolla Oliveira exibe fotos inéditas com o pai, que tem condição sem cura

A atriz Paolla Oliveira aproveitou o feriadão da Páscoa para curtir sua família. Nas redes sociais, ela compartilhou fotos dos momentos de diversão com o pai, José Everardo Oliveira, e outros parentes ao longo dos dias ensolarados.
Inclusive, ela mostrou fotos inéditas de momentos de carinho com seu pai, que vive com uma doença sem cura. Há algum tempo, ele foi diagnosticado com demência frontotemporal, também conhecida como demência lobo frontal.
Em setembro de 2025, ela falou sobre a condição do pai. “Ele está bem, mas todo dia é um dia”, contou ao Jornal O Globo.

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O que é a demência frontotemporal?
A demência frontotemporal (DFT) é um conjunto de doenças neurodegenerativas que afetam diretamente os lobos frontais do cérebro, localizados logo atrás da testa. Considerada uma das principais demências, essa condição tem um caráter progressivo e tende a se agravar com o tempo.
Normalmente manifestando-se em pessoas a partir dos 45 anos, a DFT pode causar mudanças significativas na personalidade e no comportamento, além de dificultar a compreensão e a produção da fala.
De acordo com pesquisas do Instituto Nacional do Envelhecimento dos EUA, a expectativa de vida após o diagnóstico é de aproximadamente seis a oito anos. Embora a causa exata da DFT ainda seja desconhecida, há indícios de que fatores genéticos e hereditários podem desempenhar um papel importante no seu desenvolvimento.
Os sintomas mais frequentes da DFT incluem:
- Alterações comportamentais: impulsividade, irritabilidade, agressividade e o desenvolvimento de compulsões.
- Sintomas sociais: falta de interesse na socialização e perda de inibição.
Atualmente, não existe uma cura para a demência frontotemporal. No entanto, o acompanhamento com profissionais de saúde pode ajudar a gerenciar os sintomas e proporcionar uma melhor qualidade de vida para o paciente.
Mais detalhes sobre a condição
Em uma entrevista para a CARAS Brasil, o Dr. Sergio Jordy explicou que a doença provoca uma degeneração no cérebro, principalmente nas áreas ligadas à linguagem. Isso leva a um declínio gradual da capacidade de articular palavras, formar frases e até mesmo de compreender o significado delas.
O neurologista ressalta que, à medida que a demência avança, surgem também alterações na personalidade do paciente. Sintomas como apatia, falta de empatia, impulsividade e comportamentos sociais inadequados são comuns. Posteriormente, a memória é afetada, comprometendo a habilidade de realizar tarefas simples, trabalhar e manter relacionamentos. Em estágios mais avançados, é possível que o paciente perca a memória autobiográfica, a capacidade de reconhecer rostos e contextos, além de ter a noção de tempo e espaço comprometida.
O Dr. Jordy ainda aponta que a DFT possui três variantes principais:
- Variante Comportamental (a mais comum): Caracteriza-se por apatia, desinteresse, impulsividade e comportamentos inadequados, como piadas fora de contexto ou desinibição sexual. Mudanças nos hábitos alimentares e na higiene pessoal também podem ocorrer.
- Afasia Primária Progressiva: É predominante nos sintomas de linguagem, causando dificuldades para falar, nomear objetos e construir frases, além de perda de fluência verbal.
- Variante Motora: Apresenta sintomas que lembram o mal de Parkinson e pode se sobrepor a outras doenças degenerativas, como a Esclerose Amiotrófica Lateral (ELA), a Paralisia Supranuclear Progressiva e a Degeneração Corticobasal.
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