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Emanuelle Araújo: ‘Corra para o Mar’ e a Celebração da Música Afro-Baiana

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A cantora Emanuelle Araújo apresenta seu terceiro álbum solo, <i>"Corra para o mar"</i>, com lançamento previsto para 10 de abril. Produzido por Alexandre Kassin, o trabalho mergulha nas raízes da música afro-baiana, destacando a força dos tambores e a rica ancestralidade cultural do Brasil. A faixa de encerramento, "Cai bem" (Emanuelle Araújo e Davi Moraes), serve como um prelúdio do tom leve e rítmico que permeia toda a obra, ambientada em um espírito de Carnaval atemporal. É relevante notar que o álbum chega ao mercado com diversas faixas já conhecidas do público, antecipadas por singles ao longo do tempo.

A Essência da Cultura Baiana

O álbum transcende a ideia de uma celebração sazonal, propondo um "Carnaval fora de época" onde a alegria e a ancestralidade são elementos constantes. Composições como "Não fique triste" (Emanuelle Araújo, Tatau e Xixinho) reforçam essa filosofia, com seu baticum de samba-reggae e versos que evocam um otimismo inerente à cultura baiana. Emanuelle, nascida em Salvador, traz sua vivência genuína à tona, remetendo à sua projeção como cantora na Banda Eva a partir de 1999.

Releituras e Conexões Musicais

Entre os destaques, a regravação de "Minha história" (Xexéu e Luizinho SP), popularizada pela Timbalada em 1996, revitaliza a essência do axé music. O projeto também explora parcerias contemporâneas, como "Beija a minha boca", de Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, que foi adaptada por Kassin ao universo do axé, demonstrando a versatilidade e a capacidade de fusão de ritmos presentes no trabalho.

O Poder dos Tambores e da Ancestralidade

<i>"Corra para o mar"</i> é profundamente impregnado pela energia do axé e pela potência dos tambores da Bahia, evidentes em faixas como "Pescar", um ijexá imagético, e "Iansa Bale", que reverencia os terreiros do Candomblé com o toque do grupo de percussão Aguidavi do Jêje, evocando negritude e tradição. A ancestralidade também guia "Cadência nobre" (Tenilson Del Rey e Edu Casanova), enriquecida pela presença do Ilê Aiyê, que celebra a força negra feminina e as nobres tradições musicais da Bahia.

Homenagem a Clara Nunes

A obra faz uma bela homenagem ao passado com a regravação de "Ijexá" (Edil Pacheco), canção imortalizada por Clara Nunes em seu último álbum, <i>"Nação"</i> (1982). A interpretação de Emanuelle, que já viveu Clara Nunes no teatro em um musical, é luminosa e reintroduz a canção a novas gerações, reforçando a conexão entre diferentes épocas da música brasileira.

A Poesia e o Simbolismo Marinho

A faixa-título, "Corra para o mar", parceria de Emanuelle com o poeta baiano José Carlos Capinan, flui com uma correnteza suave, utilizando a força das águas e dos ventos como metáfora para a superação e a renovação. Essa temática lírica se alinha com a sonoridade do álbum, criando uma experiência coesa e envolvente.

Diferente dos álbuns anteriores da artista, <i>"Corra para o mar"</i> forja uma identidade única, consolidando Emanuelle Araújo como uma intérprete que celebra e reinterpreta as raízes profundas da música brasileira, com especial foco na cultura afro-baiana.

Fonte: https://g1.globo.com

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