Connect with us

Música

Os 11 melhores, piores e mais absurdos momentos dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026

Published

on


Embora os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 tenham apresentado alguns dos maiores atletas do mundo e servido como palco para demonstrações extraordinárias de espírito esportivo, também foram um dos Jogos mais conturbados da história recente. Circularam rumores sobre injeções penianas, preservativos acabaram e um torcedor de hóquei foragido foi preso após 16 anos em fuga.

Caso você não tenha passado as últimas duas semanas acompanhando de perto a cobertura olímpica, aqui estão 10 dos momentos mais memoráveis ​​dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026.

Melhor: Irmãos esquiadores eslovenos fazem história

Nika Prevc
Nika Prevc (Foto: Maddie Meyer/Getty Images)

Domen e Nika Prevc, irmãos saltadores de esqui da Eslovênia, chegaram a Milão como favoritos à medalha de ouro. Os irmãos corresponderam às expectativas, com Nika conquistando a prata na prova feminina de pista normal e Domen levando o ouro na prova masculina de pista longa. Além disso, a dupla — juntamente com seus companheiros de equipe, Anže Lanišek e Nika Vodan — conquistou a medalha de ouro no salto de esqui por equipes mistas. Isso torna Domen e Nika os primeiros irmãos a ganharem uma medalha na pista normal nos mesmos Jogos Olímpicos.

Mas isso não é tudo que a família Prevc conquistou. Domen e Nika têm dois irmãos mais velhos, Cene e Peter, que ganharam medalhas (em outra modalidade!) no salto de esqui nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, em Pequim. Graças ao sucesso de Domen e Nika em Milão, a família Prevc é a primeira a ter quatro irmãos, cada um com uma medalha olímpica de inverno.

Pior: Vila Olímpica fica sem preservativos após três dias

Desde 1988, os atletas mais ativos têm desfrutado de um suprimento aparentemente ilimitado de preservativos gratuitos disponíveis na Vila Olímpica. Mas deve haver algo no ar em Milão, porque os 2.800 atletas olímpicos deste ano consumiram cerca de 10.000 preservativos em três dias, segundo o jornal italiano La Stampa.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou a escassez de preservativos, atribuindo a culpa à demanda “maior do que prevista”, e afirmou que planejava “reabastecer continuamente os estoques até o final dos Jogos para garantir a disponibilidade contínua”. Os estoques de preservativos da Vila Olímpica foram, de fato, reabastecidos.

Absurdo: biatleta Sturla Holm Lægreid implora o perdão da namorada após traí-la

Sturla Holm Laegreid
Sturla Holm Laegreid (Foto: Harry How/Getty Images)

Em uma entrevista após a prova, logo depois de conquistar a medalha de bronze, o biatleta norueguês Sturla Holm Lægreid disse que tinha uma mensagem para alguém “que talvez não esteja assistindo hoje”: sua ex-namorada. Ele explicou que os dois namoraram por seis meses, mas três meses atrás ele traiu “o amor da [sua] vida, a pessoa mais linda e gentil do mundo”.

Lægreid contou à namorada sobre sua infidelidade uma semana antes de competir nos Jogos Olímpicos. “Foi a pior semana da minha vida”, disse à emissora pública norueguesa. Mas ele não parou por aí.

“Não estou pronto para desistir”, disse Lægreid. “Espero que cometer suicídio social [como este] possa mostrar a ela o quanto a amo. Aceito as consequências do que fiz. Me arrependo de todo o coração. Talvez eu seja burro como uma pedra. Sou membro da Mensa, mas ainda faço coisas estúpidas.”

Poucos dias após sua façanha, a ex-namorada de Lægreid, que compreensivelmente deseja permanecer anônima, disse ao tabloide norueguês VG que será “difícil perdoá-lo” por tê-la traído e exposto seus problemas conjugais publicamente.

“Eu não escolhi estar nessa situação, e dói ter que estar nela”, disse à publicação. “Tivemos contato, e ele está ciente da minha opinião.”

Pior: Capacete em homenagem a atletas ucranianos resulta em desclassificação

Vladyslav Heraskevych
Vladyslav Heraskevych (Foto: Al Bello/Getty Images)

O atleta ucraniano de skeleton Vladyslav Heraskevych foi desclassificado dos Jogos Olímpicos de Inverno após insistir em usar um “capacete da memória” com imagens de 24 atletas e treinadores ucranianos mortos na guerra com a Rússia. Ele foi “impedido de participar dos Jogos de Milão-Cortina por se recusar a seguir as diretrizes do COI sobre a liberdade de expressão dos atletas”, afirmou o COI em comunicado, referindo-se às regras que proíbem qualquer tipo de manifestação política por parte dos competidores.

O COI se ofereceu para exibir o capacete durante todos os treinos e imediatamente após a competição do atleta. Mas Heraskevych recusou-se a ceder e competir sem o capacete porque, segundo ele, há coisas que são “ mais importantes do que medalhas ”.

Melhor: Flavor Flav passa de animador de torcida a aspirante olímpico

Flavor Flav
Flavor Flav (Foto: Mosenfelder/WireImage)

A equipe americana de bobsled e skeleton chegou aos Jogos de 2026 com uma arma secreta: Flavor Flav. Em outubro, foi anunciado que o artista indicado ao Grammy seria o animador oficial e patrocinador da equipe. “A parceria é uma bênção”, disse Flav em comunicado. Mas ele queria mais.

Depois de torcer pela equipe — especialmente pelas mulheres — das arquibancadas em Cortina, Flav decidiu que queria entrar em ação. “Sim, já dei uma volta no bobsled 4-man (para quatro homens), mas sou viciado em adrenalina e precisava experimentar o skeleton”, escreveu no X na última segunda, 16. “E agora oficialmente entrei para a equipe e vou tentar começar a competir. 66 anos a 106 km/h.”

Na quinta-feira, Flav falou sobre seu desejo de competir pela equipe americana de bobsled e skeleton em um vídeo com os treinadores. “É melhor vocês ficarem de olho, porque sabem de uma coisa? Vocês podem me encontrar nas Olimpíadas no ano que vem”, diz Flav em um vídeo do Instagram da USA Bobsled and Skeleton. “Vou treinar skeleton e bobsled. Isso mesmo: estou com meus futuros treinadores, pessoal!”

Absurdo: ‘Penisgate’ coloca os holofotes nas virilhas de saltadores de esqui masculinos

A Agência Mundial Antidoping (WADA) está investigando denúncias de que saltadores de esqui do sexo masculino injetariam ácido hialurônico em seus pênis, escândalo apelidado de “Penisgate” pelo jornal alemão Bild.

Mas o que injeções no pênis têm a ver com salto de esqui? Acredite ou não, existe uma explicação científica. O ácido hialurônico aumenta o volume do pênis, de modo que, quando os scanners 3D os medem para seus macacões de esqui, eles deveriam, pelo menos em teoria, receber um macacão maior e mais folgado. Isso, por sua vez, poderia ajudá-los a saltar distâncias maiores, com a virilha do macacão agindo como uma “vela” que capta o vento.

O conceito não é tão absurdo quanto parece: um estudo publicado na revista Frontiers descobriu que uma alteração de 2 cm no tamanho de um traje de salto de esqui pode significar um ganho de 5,8 metros no comprimento do salto.

Até o momento, nenhum saltador de esqui foi flagrado fazendo isso nos Jogos Olímpicos. No entanto, um cirurgião plástico confirmou ter injetado uma “dose generosa de ácido hialurônico” no pênis de um saltador de esqui no mês passado, embora não tenha revelado a nacionalidade do atleta nem se ele estava competindo.

Tomas Guarino Sabate
Tomas Guarino Sabate (Foto: Joris Verwijst/BSR Agency/Getty Images)

Tudo o que o patinador artístico espanhol Tomas-Llorenc Guarino Sabate queria era apresentar sua rotina dos Minionsnos Jogos Olímpicos. Ele vinha divertindo o público com o programa — que incluía quatro trechos de músicas do filme Minions (2015), e ele próprio vestido como um Minion — durante toda a temporada, e achava que tinha a aprovação para suas músicas e figurino. Acontece que ele não tinha, e descobriu isso quatro dias antes da cerimônia de abertura dos Jogos.

Mas Sabate não deixou que isso atrapalhasse seus sonhos. Em vez disso, ele desempoeirou uma rotina dos Bee Gees do ano passado, tirando o melhor proveito de uma situação ruim. No final, tudo deu certo — a música dos Minions de Sabate foi aprovada duas horas antes da abertura do programa de patinação artística olímpica.

Pior: O ‘Deus dos Quádruplos’ não chega ao pódio

Ilia Malinin
Ilia Malinin (Foto: Steve Christo/Getty Images)

O patinador artístico americano Ilia Malinin — apelidado de “Deus dos Quádruplos” — chegou aos Jogos como o grande favorito para ganhar o ouro na competição masculina. Embora tenha saído do programa curto com uma vantagem de 5,09 pontos, ele caiu várias vezes durante o programa livre e terminou em oitavo lugar na classificação geral. Além disso, ele não conseguiu completar nenhum dos saltos quádruplos pelos quais era conhecido, resultando em uma das maiores surpresas da história da patinação artística americana.

Felizmente para Malinin, ele também será lembrado por ter executado o primeiro mortal para trás legal no gelo olímpico desde 1976. O movimento controverso foi proibido naquele ano, depois que o americano Terry Kubicka o executou nos Jogos de Innsbruck de 1976. Mas o mortal para trás mais famoso de todos os tempos foi realizado pela poderosa patinadora artística francesa Surya Bonaly nos Jogos Olímpicos de Nagano, em 1998.

Quando ficou claro que Bonaly não ganharia a medalha, ela incluiu um mortal para trás ilegal em seu programa final, aterrissando com um único patim. A União Internacional de Patinação (ISU) revogou a proibição do mortal para trás em 2024 — embora ele ainda não adicione pontos.

Absurdo: fã de hóquei eslovaco que estava foragido há 16 anos é preso

No dia 11 de fevereiro, a polícia italiana prendeu um fugitivo eslovaco de 44 anos que estava foragido há 16 anos. O mandado de prisão contra ele havia sido expedido em 2010, após uma série de furtos cometidos na Itália. Apesar de ser procurado no país, o homem retornou à Itália para torcer pela seleção eslovaca de hóquei nos Jogos Olímpicos.

Mas seu amor pelo jogo acabou sendo sua ruína. A polícia local encontrou o fã de hóquei em uma pousada nos arredores de Milão e o levou imediatamente para a prisão, onde ele cumprirá 11 meses e sete dias por seus crimes.

Pior: Trump chama atleta olímpico americano de ‘verdadeiro perdedor’

Hunter Hess
Hunter Hess (Foto: Andy Cheung/Getty Images)

Em uma coletiva de imprensa no primeiro dia dos Jogos, quando questionado sobre o significado de representar os Estados Unidos no atual contexto nacional e internacional, o esquiador freestyle americano Hunter Hess disse que isso “desperta emoções mistas” e que era “um pouco difícil”.

Ele continuou: “Obviamente, há muita coisa acontecendo da qual eu não sou o maior fã e acho que muita gente também não é… Mas só porque estou vestindo a bandeira não significa que represento tudo o que está acontecendo nos EUA”. Hess prosseguiu, esclarecendo que tinha orgulho de representar seus “amigos e familiares em casa, e todas as coisas que acredito serem boas nos Estados Unidos”.

Naturalmente, o presidente Donald Trump não resistiu a dar sua opinião, escrevendo em sua plataforma Truth Social: “O esquiador olímpico americano Hunter Hess, um verdadeiro perdedor, diz que não representa seu país nos Jogos de Inverno atuais. Se for esse o caso, ele não deveria ter tentado entrar para a equipe, e é uma pena que esteja nela. É muito difícil torcer por alguém assim.”

Melhor: Brasileiro conquista primeira medalha de ouro do país nos Jogos de Inverno

Lucas Pinheiro Braathen, que venceu a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno
Lucas Pinheiro Braathen, atleta que venceu a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno (Foto: Dustin Satloff/Getty Images)

O esquiador brasileiro Lucas Pinheiro Braathen entrou para a história do esporte ao conquistar a primeira medalha de ouro para um país sul-americano nos Jogos Olímpicos Inverno. Nascido na Noruega, o jovem de 25 anos venceu a prova de slalom gigante 200m, no sábado, 14 de fevereiro.

O atleta quase se aposentou em 2023, quando competia pela Noruega, mas retornou ao esporte em 2025 para representar o Brasil, país de origem de sua mãe. Em 2025, ele também foi o primeiro brasileiro a subir ao pódio em uma etapa da Copa do Mundo de Esqui Alpino.

Nos Jogos de Milão-Cortina, Braathen fez o melhor tempo na primeira descida, de 1 minuto 13 segundos e 92 centésimos, e na segunda volta, foi o último a descer (via BBC). Ainda assim, ele conseguiu se manter na liderança.

“A pressão é muito grande. Represento mais de 200 milhões de pessoas e sou o atleta com a maior chance de trazer uma medalha para casa”, disse Braathen em coletiva de imprensa. “Mas essa pressão também é um privilégio. É nesse estado que você pode atingir seu potencial máximo”.

Marco La Porta, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), ressaltou a importância da vitória para o país. “Os atletas têm tido um papel muito importante, têm entendido o quanto é importante trabalhar a imagem”, comentou ao jornal O Estado de S. Paulo. “Acho que nunca os Jogos de Inverno foram tão falados no Brasil como dessa vez.”

+++ LEIA MAIS: Lázaro Ramos comemora vitória de ‘Feito Pipa’ no Festival de Berlim: ‘Estou felicíssimo, o filme merece’

Continue Reading
Advertisement
Clique para comentar

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Revista Plateia © 2024 Todos os direitos reservados. Expediente: Nardel Azuoz - Jornalista e Editor Chefe . E-mail: redacao@redebcn.com.br - Tel. 11 2825-4686 WHATSAPP Política de Privacidade