Celebridade
Aos 75 anos, Sylvia Bandeira revela mudança com a idade: “A maturidade me trouxe mais liberdade”

Em cartaz há quatro anos com o musical Charles Aznavour – Um Romance Inventado, Sylvia Bandeira (75) prova nos palcos que ela segue a todo vapor. “Depois de tanto tempo, eu continuo permanentemente entusiasmada com essa profissão de atriz e a variedade de coisas que se pode fazer, não só no teatro, como no cinema e na televisão”, conta a suíço-brasileira, definindo-se como uma atriz que canta, já que ela também solta a voz em cena ao lado de Mauricio Baduh, no Teatro Vannucci, no Rio de Janeiro.
Romântica assumida, ela idealizou o espetáculo porque queria falar do cantor Charles Aznavour (1924-2018), de quem é fã. E coube a Saulo Sisnando escrever a história. Só que, além da admiração pelo francês, o que torna esse projeto ainda mais especial é lembrar que o marido, o engenheiro Carlos Eduardo Ferreira, que faleceu em 2022, foi seu grande incentivador. “Foi bastante doloroso, não se fala do luto, as pessoas não conversam, mas eu falava. O Eduardo foi uma pessoa importantíssima na minha vida”, diz a artista, hoje lidando com a perda de forma diferente. “É como se eu estivesse entrando numa outra fase. A saudade ficou mais leve”, fala Sylvia, que procura seguir em frente. “Claro que é possível falar de recomeço, porque a vida sou eu aqui, agora. Me sinto mais leve, mais livre”, afirma.

Na TV
E por falar em recomeço, após oito anos afastada das novelas, no ano passado ela retornou aos folhetins com uma participação em Dona de Mim, da TV Globo. O público, que sentia saudade, adorou. “Não sei se o público pedia pela minha volta, mas ele ficou encantado, o que me deixou também muito feliz. Foi uma pequena participação, mas uma personagem deliciosa, fofoqueira, interesseira. A Isabela é bem diferente das outras personagens que fiz na televisão. Amei!”, conta.
Maturidade
Musa dos anos 1970 e 1980, a atriz não sente cobrança para se manter sempre bonita. “Não sinto essa pressão. Acho que eu tenho um fogo interno que se reflete numa juventude que já passou há muito tempo, mas é a minha forma de ser. Eu sou uma entusiasta. É um filme que me faz ficar vibrante, um livro, uma companhia que me agrada, assistir ao teatro, é fazer coisas que me estimulem e isso me dá um entusiasmo diferente”, relata a estrela, que não é contra procedimentos estéticos. “Eu penso sempre em me render a coisas leves, não que me modifiquem. Acho que tenho uma boa genética, mas é claro que mexer um pouquinho faz parte. Contanto que não modifique a pessoa”, pondera a atriz. “A maturidade me trouxe mais liberdade. Eu era insegura quando era mais jovem. A juventude não me dava essa segurança que tenho hoje. Ela me dava uma energia maior, uma beleza vista pelos outros que eu não via. Então essa aceitação de quem sou hoje é mais calma.”
