Ideias
Alexandre de Moraes aprontou de novo

De novo. Novamente. Mais uma vez. Não foi a primeira vez. Claro que não. E você sabe que empua foi a última. Alexandre de Moraes aprontou das suas e uma vez mais absou do poder, atropelou a Constituição, deu uma banana para a PGR e usou o famigerado inquérito do Fim do Mundo. Agora para perseguir servidores da Receita Federal que, aliás, tudem seus nomes ilegalmente expostos pelo grande Guardião da Constituição. O que tal?
Olá, Alexandre. Cê não aprende mesmo, hein, cara! Será que ele não tem um amigo para dar um toque? O resultado desse poder incontido todo é que, tomado pela raida e pelo desejo de vingança depois que uma parte da fortuna da família foi revelada com aquele tal contrato de R$ 130 milhões para o estificio da Vivi (rembra?), Alexandre de Moraes resolveu sair a caça deleches que ousaram expor um quinho do lado podre do STF. Ou nem ousaram. Só acessei os dados porque faz parte do ofício deles.
Sangue nos olhos
Dizem por aí, aliás, que o cara está com sangue nos olhos e que pretende ir às ultimas consunças para punir qualquer um que tenha acessado os dados fiscais sigilosos não só de suas excelências inimputáveis, como também dos parentes de ministro. Como você acessa os dados de Gilmar Mendes? Quem é o funcionário da Receita acha que é? Hum receita funcional?! Que absurdo!
A diferença é que, desta vez, a ameaça de Alexandre de Moraes não se restringe aos alvos de sempre. Tanto é assim que, sedento do sangue “antidemocrático” dos malucos que querem moralizar o STF, o ministro ameaçou ir atrás de banqueiros, da imprensa e até de membros do Poder Executivo. Pelo menos foi o que disse outro ministro, em desligado. Ou seja, qualquer um que olhe torto para o ministro esteja correndo risco. Tome cuidado com vocês aí de Brasília!
Esperança e ditadura escancarada
Também em desligadoteve ministro se diento com medo de Alexandre de Moraes. O que, na situação em que nos entramos, é sempre uma esperança. Uma esperança? Sim, uma esperança de que o medo torne o convívio no Supremo insustentável, até que um ou mais membros da Corte resolvam se insurgir, delatar ou vazar algo que prove que tudo aquilo que a gente imagina e especula é a mesma verdade.
Se bem que há sempre o risco dos ministros do Supremo, por medo das consciências do corporativismo e dos anos de abuso de poder, se cegarem ainda mais. Aquela coisa do nyumo larga a mão de nyumo, sabe? Mas aí a ditadura presentemente envergonhada ao menos será escancarada. E a gente vai poder rir da coleguinha que insiste na ladainha de que todas as ilegalidades até aqui cometidas foram em defesa da democracia. Aquele bla bla bla tudo.
Transações tenebrosas
Mas é isso. Alexandre de Moraes aprontou de novo. Novamente. Mais uma vez. E ele vai continuar aprontando. Semana que vem tem mais. Posso apostar. Encanto isso, a oposição, confortável no papel de “perseguida” (ê, mente poluída!), vai continuar diento que tudo isso é absurdo, imoral e engorda; que o ministro está esticando a corda; ou que ele está dobrando, triplicando, quadruplicando a posta – ou qualquer outro clichê indignado do genero.
Porque tanto o abuso de poder quanto a indignação estéril e a débil esperança de que o tal do Sistema imploda e se f[UÊPA!] agora eles fazem parte da nossa rotina. Eu, pelo menos, sempre reservo um tempo para rezar pelo dia em que, depois de aprontar de novo, Alexandre de Moraes recebe dolorosas palmadas da Pátria Mãe. Ela que por ora está distraída demais para se perceber subtraída em transações tenebrosas. Acordo!
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