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Mariana Rios desabafa sobre drama em pós-parto; especialista alerta: ‘Não é culpa do bebê’

Recentemente, Mariana Rios usou suas redes sociais para compartilhar um relato sincero e emocionante sobre os desafios do pós-parto. A apresentadora, que sempre teve o desejo de amamentar, revelou ter enfrentado frustrações nos primeiros dias após o nascimento do filho, especialmente quando o bebê passou a demonstrar preferência por apenas um dos seios.
Após buscar ajuda de dois profissionais da área, Mariana relatou que manter o pensamento positivo foi fundamental para superar a fase difícil. No entanto, embora a força emocional seja uma aliada importante no puerpério, a ciência mostra que as dificuldades na amamentação vão muito além de uma questão de atitude.
Para esclarecer o assunto, a CARAS Brasil conversou com exclusividade com a Dra. Alessandra Paula, fisioterapeuta especialista em aleitamento materno e cuidados com recém-nascidos. A profissional faz um alerta importante sobre a romantização desse processo.
“Relatos como esse são valiosos porque tiram a amamentação do lugar idealizado e mostram a realidade de muitas mulheres. Mas também exigem cuidado na forma como são interpretados. Dependendo da comunicação, abre-se espaço para a ideia de que dificuldades iniciais se resolvem apenas com persistência emocional, quando, na prática, nem sempre é assim”, pondera a especialista.
Por que o bebê “rejeita” um dos seios?
Um dos maiores mitos enfrentados pelas mães de primeira viagem é acreditar que a criança está se recusando a mamar por vontade própria. A Dra. Alessandra é categórica ao desconstruir essa ideia:
“O primeiro ponto essencial é entender que ‘preferência’ de seio não é birra, nem uma escolha consciente do bebê. Todo bebê quer mamar. Quando ele chora, recusa a pega ou não consegue progredir em um dos lados, nunca é porque não quer, mas porque não consegue”.
Segundo a fisioterapeuta, o comportamento geralmente está ligado a fatores físicos ou à anatomia da mãe: “Existem causas físicas e funcionais muito frequentes por trás desse comportamento. Uma delas é a presença de tensões em um dos lados do corpo do bebê, algo comum em bebês pélvicos ou que permaneceram muito tempo na mesma posição intrauterina. Essas tensões podem dificultar o giro da cabeça ou o encaixe adequado em um dos seios”, explica.
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Outro fator determinante pode estar no próprio corpo da mulher ou na forma de segurar a criança: “Outra possibilidade é a assimetria anatômica materna. Algumas mulheres apresentam diferenças naturais entre as mamas, como mamilos mais projetados de um lado, o que facilita a pega naquele seio específico. Há ainda a questão do posicionamento: muitas mães, sem perceber, têm mais facilidade e segurança ao posicionar o bebê em um dos lados, o que influencia diretamente a eficiência da mamada”.
Positividade ajuda, mas não substitui ajuda técnica
Ao falar sobre sua experiência, Mariana Rios destacou o poder do pensamento positivo. A Dra. Alessandra valida a importância da saúde mental da mãe, mas ressalta que o suporte clínico é insubstituível para que o aleitamento não seja interrompido de forma precoce.
“É fundamental reforçar que isso não é culpa do bebê, tampouco da mãe. A função do suporte especializado em amamentação é justamente identificar a origem do problema, intervir quando possível ou direcionar adequadamente para outros profissionais, evitando que a amamentação seja interrompida precocemente”, destaca.
A especialista alerta ainda para o perigo de reduzir o sucesso da amamentação apenas à força de vontade:
“Pensamento otimista pode ajudar a sustentar emocionalmente uma mulher no puerpério e isso é importante. Mas, quando falamos de amamentação, ele não substitui avaliação técnica, manejo adequado e intervenções específicas. Amamentar é um processo fisiológico complexo, que exige competência profissional, leitura cuidadosa dos sinais do bebê e dedicação contínua”.
Para finalizar, a profissional reforça que a informação correta é a melhor rede de apoio para as lactantes. “Reduzir essas dificuldades a uma questão de atitude pode, sem intenção, aumentar a culpa de quem tenta, insiste e ainda assim não consegue. Informação qualificada não tira o mérito da experiência pessoal, ela amplia o entendimento e protege outras mães de frustrações silenciosas” , conclui a fisioterapeuta.
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