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Celebridade

Daniela Mercury eleva folia a manifesto de força feminina: ‘Eu sou o Carnaval’

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Quando o carnaval começa a tomar as ruas, o coração de Daniela Mercury (60) pulsa junto com o ritmo da festa. É como se sua presença já estivesse inscrita no ar, no ritmo, na memória coletiva da folia. São tantas décadas de sua vida dedicadas a isso que a história da cantora se mistura com a da festa. Ela não apenas ocupou o carnaval: o transformou em extensão de seu próprio DNA.

“A minha identidade artística se forjou no carnaval. E isso é incrível, pois é a maior festa popular brasileira e a grande expressão de nossa gente. O carnaval é a identidade do Brasil para nós e
para o mundo”, diz ela, durante papo exclusivo com CARAS, no qual destacou a potência da cultura brasileira e adiantou: este ano, ela quer exaltar a força da mulher em suas novas músicas e levar isso para as ruas do Brasil.

Daniela Mercury acredita que ajudou a popularizar a folia da Bahia ao redor do mundo. A rainha do carnaval esbanja alegria! - Foto: Celia Santos
Daniela Mercury acredita que ajudou a popularizar a folia da Bahia ao redor do mundo. A rainha do carnaval esbanja alegria! – Foto: Celia Santos

– Qual a importância do carnaval para a sua carreira?

– A minha música O Canto da Cidade traz na letra a frase ‘Eu sou o carnaval’ e é isso que amo ser no fundo do meu coração baiano. As coreografias de dança, os espetáculos, os arranjos elaborados e profissionais, nosso sotaque, as interpretações vibrantes e rítmicas sobre o trio elétrico, a presença percussiva misturada às guitarras roqueiras são o meu molho baiano e tudo que caracteriza meu trabalho.

– Como a sua história ajudou a projetar o carnaval baiano?

– Sou muito realizada e grata por fazer parte da criação do axé, um gênero musical que nasceu no carnaval da Bahia, no umbigo do imaginário brasileiro. Fico imensamente feliz também de perceber que o sucesso da minha carreira no Brasil e no mundo fez o carnaval baiano ser muito mais conhecido e amado em todo o planeta, e isso fortalece a gente, levanta a autoestima dos baianos, dos brasileiros e nos traz reconhecimento cultural. O carnaval me conecta diretamente com o meu povo. É nossa paixão coletiva. Eu me reconecto com a cidade inteira, adoro cantar nos trios, nas ruas e ter contato com pessoas de todos os bairros.

“O sucesso da minha carreira fez o carnaval baiano ser mais conhecido.”

– Qual a parte mais desafiadora do carnaval?

– Fazer uma carreira de sucesso dentro desse contexto é muito difícil. Exige de mim e de toda a equipe esforço e capacidade de realização gigantes, e nós que criamos o know-how para realizar esse evento faraônico. O carnaval tem um lado espontâneo e familiar como cultura popular para todos nós, cidadãos baianos que participamos e fazemos o carnaval de rua, ao mesmo tempo que é uma festa midiática e que movimenta, só aqui na capital, Salvador, cerca de 2 bilhões de reais.

– O que pode adiantar para a folia deste ano?

– Acho que eu estou mais segura e tranquila ao entrar na avenida. Atualmente, me divirto mais no palco e brinco mais. A música É Terreiro traz a Maria Padilha como entidade inspiradora da força e do poder das mulheres. O meu carnaval vai girar em torno do tema Mulher no Poder, uma celebração do poder trans feminino. Vou fazer as minhas performances de dança com minha leitura artística de Maria Padilha, entidade de Umbanda e Quimbanda que representa a força feminina, a liberdade, a autonomia e a altivez. Vamos bater leque pelas avenidas de Salvador e de São  Paulo para que todas as mulheres se lembrem de exuberar como Maria Padilha.

“O carnaval é familiar, mas também é midiático, além de movimentar bilhões.”

– Além de todo o agito do carnaval, o que os fãs podem esperar neste ano?

– Será um ano de muitos shows de Cirandaia, o meu mais novo álbum, pelo Brasil e pelo mundo. Além disso, tenho planos de fazer shows no São João do Nordeste, na Europa e amarei retomar o show para teatro Uma Chica, que homenageia Chico Buarque. 


Leia mais em: Daniela Mercury exalta seus feitos na música, na sociedade e na vida pessoal

CARAS apresenta: Golden Carnival — o Copacabana Palace recebe duas noites de Posh Golden Carnival (19 e 20/02) com line-up internacional, cenografia assinada e atmosfera que resgata o glamour global de St. Tropez, Miami e Monaco em pleno Rio.


Felipe França

Felipe França é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero (FCL). É repórter de pautas especiais do Grupo Perfil. Tem passagens pela Coluna Flávio Ricco, no R7, e pela TV Gazeta. Possui paixão pelo universo da televisão, novelas e celebridades. Gosta da arte de ouvir histórias e pessoas.

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