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Com transferências de quase R$ 100 milhões, Qatar tem ao menos 12 jogadores brasileiros na 1ª divisão

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A temporada 2025/26 da Qatar Stars League reúne ao menos 12 brasileiros estrangeiros na primeira divisão do país. Os dados de vínculo contratual são do Transfermarkt, base internacional utilizada por clubes, agentes e imprensa para monitoramento de contratos e transferências no futebol. O número é relevante, mas o que define o movimento são os prazos e as cifras.

No Al-Sadd, clube mais vencedor do Qatar, quatro brasileiros estão registrados. Roberto Firmino (34) assinou contrato de dois anos em julho de 2025, válido até junho de 2027, conforme anúncio repercutido pela Reuters.Claudinho (29) aparece com vínculo até 30 de junho de 2029, um dos contratos mais longos entre brasileiros na liga. No mesmo elenco, Giovani (22) está registrado até 2028 e Paulo Otávio (31) até 2026.

No Al-Duhail, o principal movimento financeiro recente envolve o zagueiro Tuta (26). Em agosto de 2025, o jogador foi adquirido por aproximadamente € 15 milhões (R$ 96 milhões na época da negociação,) segundo veículos europeus especializados como o Bulinews. A cifra o coloca entre as transferências mais altas já registradas na liga catariana.

O Al-Rayyan concentra outro núcleo brasileiro relevante. Róger Guedes (29) teve contrato ampliado até junho de 2027. No mesmo clube estão Gabriel Pereira (24), com vínculo até 2028, Gregore (31), até 2027 com opção de extensão, e Wesley (26), contratado por quatro temporadas após negociação com o Internacional em setembro de 2025.  Completam o mapa brasileiro na primeira divisão Lucas Veríssimo (30), emprestado ao Al-Wakrah até junho de 2026 e ainda vinculado ao Al-Duhail até 2027; João Pedro (32), no Qatar SC até 2027; e Yan Matheus (27), também no Qatar SC, com contrato até 2028.


Padrão Qatar em campo

Os dados indicam um padrão: vínculos que variam entre dois e quatro anos, com casos que chegam a 2029. Em um mercado internacional marcado por ciclos curtos, a duração dos contratos na liga catariana sugere estabilidade de médio prazo. Há ainda um fator estrutural, que torna a ida do jogador ao país muito atraente: o Qatar não cobra imposto de renda pessoal sobre salários, conforme a legislação tributária oficial do país, o que impacta diretamente a renda líquida de atletas estrangeiros. E quando a gente fala em atletas de alta performance, com contratos milionários, esse detalhe passa a ser decisivo.

Os números mostram que a presença brasileira na liga está distribuída entre os principais clubes do país, envolve transferências relevantes e contratos extensos. Em 2026, o Brasil não apenas exporta jogadores para o Qatar. Está, de fato, em campo.

À direita, brasileiro Claudinho do Al-Sadd em jogo contra o Al-Ahli em Doha no Qatar - Foto: Divulgação/Getty Images
À direita, brasileiro Claudinho do Al-Sadd em jogo contra o Al-Ahli em Doha no Qatar – Foto: Divulgação/Getty Images

O perfil do jogador brasileiro no Qatar

Não é mais apenas o veterano em fim de ciclo europeu. O brasileiro que desembarca hoje em Doha costuma estar entre os 28 e 33 anos, fisicamente competitivo, tecnicamente maduro e financeiramente estratégico. É um atleta que já viveu o ritmo intenso do futebol europeu ou a vitrine da Série A brasileira e passa a enxergar a carreira também como gestão patrimonial.

A maioria atua em posições de destaque: meias ofensivos e atacantes com repertório técnico, capazes de desequilibrar partidas em um lance individual. O campeonato catariano, estruturado e cada vez mais organizado taticamente, busca justamente esse diferencial o improviso que historicamente carrega o selo do futebol brasileiro.

O contrato, em geral, tem duração de duas a três temporadas. Mais benéfico para os atletas. Com salários líquidos integralmente recebidos, bônus por performance e uma rotina que combina centros de treinamento de padrão internacional, o Qatar passou a representar uma equação de alto retorno com risco reduzido.

Há também um elemento simbólico: jogar no país que sediou a Copa do Mundo de 2022 significa atuar em estádios modernos, com infraestrutura que poucos mercados oferecem. Para muitos brasileiros jogar por lá é fazer parte de um projeto esportivo em expansão.

Quer vivenciar tradição e inovação em único lugar? Visite o Qatar, um dos destinos mais procurados do mundo.

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