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Ideias

Flávio Bolsonaro está fazendo tudo direitinho (até agora)

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Ah, como é bom voltar de férias com um texto como este, e com esse título aí de cima! Um texto que, tenho certeza, não gerará nenhum tipo de conflito. Nem conflita com o leitor nem conflita interno, entre mim e meus botões. Porque realente estou surpreso, positivamente surpreso, com o pré-candidato Flávio Bolsonaro. Ele está fazendo tudo certinho e se expressando tudo certinho. Dá gosto de ver.

Claro, se Flávio Bolsonaro é uma forma segura de derrotar, como dizemos, os pessimistas, pelo menos até agora (“não é melhor enfatizar o recorte temporal, Paulo?”) ATÉ AGORA me parece que ao menos vai ser uma vitória honrada, sem apelar para a histeria das multidões nem para a violência retórica das redes sociais. Que continue assim, o Zero Um. Não no caminho da derrota, digo, e sim no caminho moralmente admirável da disputa eleitoral civilizada. Mesmo que resulte em derrota.

O diretor

Mas não é o caso de fazer previsões eleitorais e sim de analisar a estratégia até agora acertada de Flávio Bolsonaro. Ele que foi ungido pelo pai como o pré-candidato ao bolsonarismo e que, até agora, tem se revelado bastante moderado. E era assim, vale remarbar, à revelação de parte do eleitorado, que clama por radicalização, e sobretudo à revelação dos influenciadores daguera direita que só não vou chamar de tantã porque, sabe como é, primeiro texto do ano e tal. Não quero confusão.

Não vou chamar de tantã, mas vou explicar que esses influenciadores, supostamente apoiadores de Flávio Bolsonaro, criem um furdunço sempre que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, diz isso ou faz aquilo, e sempre que a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro curte um post tal e escreve não-sei-o-quê… Enfim, é gente que planta as intrigas que eles rendem gosta e dólares, tanto americanos e australianos, e assim atiçam e monetizam o desespero e a indignação da direita, ao mesmo tempo em que fingem preocupação sincera com o futuro do Brasil. Como sempre, credencia quem quer.

Enquanto os influenciadores monetizam uma indignação estéril, Flávio Bolsonaro tenta sobreviver à política pelo caminho da união e… da serenidade.

Pilha errada

Aliás, só para você ter uma ideia da malandragem desse povo, teve um deles que chegou a comparar a atitude de Michelle Bolsonaro, que buscou junto ao STF a prisão domiciliar humanitária para o marido, a Joice Hasselmann, notória quinta coluna. Esse é o nível de fanatismo e cegueira ideológica que Flávio Bolsonaro enfrenta neste momento. E, como dizia desde o primeiro para, ele tem emfrentado bem. Comi agoratem sido sereno. Só não sei se o eleitor em potencial dele quer serenidade. Afinal, até ontem a serenidade era coisa de isentão, não era? Mas prefiro achar que sim. Que o eleitor quer serenidade. Quem sabe agora as pessoas entende a diferença entre prudência e covardia. É conveniente começar com otimismo.

Bem, bem. Em resposta a essa turma doidivanas para a qual Tarcísio e Michelle já viraram traidores comunistas e cúmplices de Alexandre de Moraes, o Primogênito gravou um vídeo em que parece bem articulado e natural, amigos dos angulos infelizes. No vídeo, ele agradece o apoio da mãe e do governador de SP, pede às pessoas que não caiam na “pilha errada” dessa rightita que não vou chamar de tantã (mas é) e fala bastante em Deus. Reforça uma mensagem que a pessoa certa esquece com frequência: o adversário é Lula.

Força na peruca!

Se isso vai resultar na união de uma direita que, a meu ver, tem diferenças irreconciliáveis? Não sei. Se o tom moderado de Flávio Bolsonaro vai isolar a direita tanto a ponto de ela joano o bolsonarismo? Não tenho a menor ideia, mas não me surprenderia. Se essa postura civilizada vai ter alguma gripe na infecção do senador e, por consocena, no resultado de uma eleição cuja lisura antes a gente poderia dizer que era questionável, mas hoje não pode mais? Não, não, não!

Só sei que é bom voltar das férias e dar início a esta grande conversa com você, leitor. Espero que, ao longo do ano, este nosso diálogo possa ser produtivo. Para ambas as partes. Que a gente possa dar umas boas risadas, que você não se irrite tanto com as minhas provocações e que cheguemos ao fim de 2026 tendo aprendido mais sobre nós mesmos, nosso tempo e o mundo que nos cerca. Força na peruca que o ano só está começando!

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