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Celebridade

Igor Fernandez, de Os Donos do Jogo, recorda trabalho como ajudante de pedreiro: ‘Nunca reclamo’

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No começo de 2026, a sensação de Igor Fernandez (29) é de que ele encerrou o ano anterior com trabalho duro e reconhecimento. Em 2025 ele foi destaque em duas séries que deram o que falar nas plataformas de streaming.

Em Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente, da HBO, o ator mineiro viveu um portador do vírus HIV no auge da crise experienciada pelo Brasil e pelo mundo na década de 1980. Em Os Donos do Jogo, que já teve nova temporada confirmada para o próximo ano, na Netflix, ele foi Sombra, personagem misterioso e envolvido com o crime, mas que ganhou o coração do público como par romântico de Esqueleto, papel de Ruan Aguiar (26).

Diante das conquistas, Igor fez pausa para um papo exclusivo com a Revista CARAS e falou sobre a importância da arte como uma ferramenta de mudança. Confira trechos editados da conversa.



Como começou seu contato com a arte e o interesse em seguir por esse caminho?
Eu sou do interior de Minas Gerais, de Cataguases. Foi a terra do cineasta Humberto Mauro, eu mesmo estudei numa escola projetada por Oscar Niemeyer, tem obras de Cândido Portinari em uma praça… Costumo brincar que Cataguases tem o maior número de artistas por metro quadrado. Ter nascido e crescido nessa cidade foi determinante para minha formação como artista. Desde criança tive a oportunidade de fazer teatro em um programa gratuito. Como vim de uma família de classe média baixa, isso fez toda a diferença. Desde adolescente, já queria criar, dirigir filmes e reunir amigos para atuar nas peças que eu escrevia. Depois até me aventurei no circo. Trabalhava como ajudante de pedreiro para bancar os cursos e os projetos que queria fazer. Lembro de estar peneirando areia no trabalho enquanto minha cabeça voava nos roteiros que eu escrevia. Chegava tão cansado que só queria dormir. Mas eu nunca reclamo. Tudo isso foi muito necessário para que eu chegasse aonde estou hoje.

Você interpreta um personagem que enfrenta o peso do HIV na década de 1980. Como foi mergulhar nessa trama?
É uma condição que ainda não tem cura, que requer acompanhamento médico e tratamento para sempre. Essa descrição poderia ser inserida tanto no diabetes quanto no HIV. Sabe a principal diferença entre os dois? O preconceito. Por isso a importância dessa série e de falar sobre o assunto sempre que possível, porque só o combate à desinformação e ao preconceito vão levar as pessoas a olhar cada vez mais com carinho para o assunto.

Como foi, em Os Donos do Jogo, viver um personagem sombrio e ambicioso?
Foi intenso do início ao fim. Desde o primeiro ensaio, todo mundo estava tão a fim de contar essa história que a energia não caiu até o último dia de gravação. Eu ia ansioso para a preparação, querendo experimentar tudo o que cabia nas cenas. Essas trocas foram tão profundas que vão com certeza reverberar nos próximos trabalhos. A entrega foi total e isso está impresso nesses oito episódios explosivos.

Como sua vida se transformou? Quando você olha para trás e percebe tudo que já conquistou, qual a sensação?
Ainda sinto que estou brincando, acredita? Quando chega um novo personagem ou estreia um trabalho e me vejo dentro daquele universo, a sensação é muito parecida com a que tinha quando era criança brincando de fazer teatro no quintal de casa. Claro que, com o tempo e o alcance do trabalho, a brincadeira ficou séria, tanto na responsabilidade profissional quanto na importância da minha posição social e política como artista. Mas nunca deixou de ser uma deliciosa brincadeira.

O que espera daqui para frente?
Pode parecer frase pronta, mas o que eu mais almejo é seguir sendo feliz. Simples assim. Nunca teve nada mais importante para mim do que a sensação de paz no coração, independentemente de onde eu esteja. Inclusive, quem me conhece bem costuma dizer que sou calmo demais e logo coloco a culpa em ter nascido e crescido no interior. Ser artista me faz feliz. Representar outras vidas, especialmente aquelas em que o papel social é importante, é o que mais me gratifica. Claro, tenho ambições. Quero muito atuar em outras línguas, talvez por também amar viajar e conhecer novas culturas e, claro, desejo que meu trabalho alcance cada vez mais pessoas, para que venham também desafios maiores, com novos personagens e projetos. Mas, no fim, tudo o que eu disse se resume em ser feliz. Pode soar simples, mas para mim é tanto o ponto de partida quanto a linha de chegada.

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