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Celebridade

Ex-jogador, ator que lutou 4 anos contra o câncer e revelou abuso na TV faria 42 anos

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Se estivesse vivo, Léo Rosa (1983-2021) completaria 42 anos neste sábado, 13 de dezembro. Morto em março de 2021, aos 37 anos, o ator deixou uma trajetória marcada por reinvenção, coragem e franqueza — tanto na arte quanto na vida pessoal. Antes de se firmar como ator, ele foi jogador de futebol do Grêmio e modelo, até encontrar no teatro e na televisão o espaço definitivo para se expressar.

A mudança para o Rio de Janeiro, em 2003, marcou o início de sua formação artística. Léo mergulhou no teatro e passou por companhias importantes, trabalhando com nomes como Bemvindo Sequeira (78) e Amir Haddad (88). Atuou em montagens como Bodas de Sangue, de Federico García Lorca (1898-1936), e Escola de Molières, além de participar do espetáculo O Balcão, de Jean Genet (1910-1986), no curso de Direção Teatral da UFRJ.

A estreia na televisão aconteceu em grande estilo. Em Vidas Opostas (2006), da Record, Léo viveu o protagonista Miguel, papel que o projetou nacionalmente como par romântico de Maytê Piragibe (42). No cinema, participou de três longas-metragens e também integrou o elenco da série O Mecanismo, da Netflix, lançada em 2018, na qual interpretou um policial. Ele ainda dirigiu o videoclipe Axé Accapella, de Maria Gadú (39), e atuou como assistente de direção em filmes de Caio Sóh (47) e no teatro, no espetáculo Bicho, de Georgette Fadel (51).

Assista a uma cena de Léo Rosa com Ângelo Paes Leme em Vidas Opostas:

A batalha contra o câncer

Em 2017, a vida do ator tomou um rumo inesperado. Léo foi diagnosticado com câncer no testículo e iniciou uma batalha intensa contra a doença. Ao longo dos anos seguintes, enfrentou 29 sessões de quimioterapia, passou por duas cirurgias e, mesmo assim, manteve-se profissionalmente ativo. Em 2020, no entanto, exames revelaram duas metástases, e os tratamentos convencionais deixaram de surtir efeito.

Diante do avanço da doença, Léo decidiu buscar alternativas. Em 2019, viajou para Tijuana, no México, onde se submeteu a um tratamento complementar em um centro especializado. Para viabilizar a viagem, o ator chegou a recorrer a uma vaquinha virtual, mobilizando amigos, colegas de profissão e fãs. Mesmo fragilizado fisicamente, seguia compartilhando reflexões sobre saúde, alimentação e qualidade de vida.

Léo Rosa tratou câncer no México acompanhado de ator Daniel Avila - Reprodução/Instagram
Léo Rosa tratou câncer no México acompanhado de ator Daniel Avila – Reprodução/Instagram

Um de seus últimos trabalhos foi uma participação na novela Amor de Mãe (2019), na Globo. Amigos e colegas o descreviam como um artista sensível, preparado e iluminado, que não se deixava abater nem nos momentos mais difíceis. Léo ainda deixou dois projetos inéditos: o longa Hashtag, que mistura ficção e realidade ao abordar sua luta contra o câncer, e uma peça construída a partir de cartas trocadas com o pai.

Revelações fortes

Antes de morrer, o ator também fez revelações fortes sobre os bastidores da televisão. Em entrevista concedida em 2020 no YouTube, Léo afirmou ter sido vítima de abuso sexual durante um trabalho em uma emissora de TV, o que o levou a romper definitivamente com o canal. Ele contou que pretendia relatar a experiência em um livro, que acabou não sendo publicado. Além disso, criticou publicamente a dificuldade para receber direitos conexos referentes às reprises de novelas das quais participou.

Léo Rosa morreu em 9 de março de 2021, no Rio de Janeiro, em decorrência de complicações do câncer. Atendendo a um pedido do próprio ator, o enterro foi realizado de forma reservada em Porto Alegre (RS), sua cidade natal.

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